terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Finalmente incorporei Morrissey.





Tudo que eu queria era um intelectual, de preferência de esquerda, fã de Lamarck – por mais que eu não seja [eles sabem se vestir no maior estilo “mendigo-chic”, geralmente sabem falar, são persistentes, MEU-DEUS-EU-DARIA-A-BUNDA-A-NOITE-TODA-PARA-CHE-GUEVARA], um cara assim que goste de Chico Buarque de Hollanda e Chopin, que tenha, no mínimo uma gravura de alguma obra de Gustav Klimt pendurada em alguma das paredes do seu apartamento próprio, pequeno e bagunçado, simples mas próprio, juntamente com uma sumptuosa biblioteca que tenha a obra completa de Nietzsche a Kant, de Caio F. a Jürgen Habermas, de Oscar Wilde a Aldous Huxley, quem sabe até Heidegger e tudo que uma biblioteca deve ter, ganhar flores e nos cartões poesias de Pessoa ou Florbela Espanca, almoço no restaurante marroquino, jantar no japonês, cabelo bagunçado, Woody Allen no DVD, meu Deus, M-A-N-H-A-T-T-A-N, cinemateca sexta-feira à noite, teatro na quinta, sexo selvagem sete vezes por dia só pra ser doce. Nosso primeiro encontro seria num dia de inverno, num café qualquer no meio do caos urbano, eu escrevendo um conto e ele um discurso, ele ia acender meu ciagrro.
O negócio é masturbação forever. Vou comprar um dildo de 30 cm no sexshop e imaginar que é o Che Guevara, antes dele virar um sociopata.

Como diria Caio F. em “Os Dragões não conhecem o paraíso” – Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.
 
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