terça-feira, 31 de julho de 2007

Pra encerrar minhas atividades virtuais, temporariamente, nada melhor do que a música que John compôs em minha homenagem....a música que me faz pular todo dia ao acordar...
*
Ecstasy is all you need,
Living in the big machine...
Oh you're so vain!
Now your world is way too fast,
Nothing's real and nothing lasts,
And I'm aware...
I'm in love and you don't care!
Turn your anger into lust...
I'm still here but you don't trust at all!
And I'll be waiting...
Love and sex and loneliness!
Take what's yours and leave the rest;
So I'll survive!
God it's good to be alive!!!
I'm torn in pieces...
I'm blind and waiting for you!
*
My heart is reeling...
I'm blind and waiting for you!
*
Still in love with all your sins,
Where you stop and I begin?
And I'll be waiting...
Living like a house on fire!
What you fear is your desire.
It's hard to deal...
But I still love the way you feel!
Now this angry little girl,
Drowning in this petty world...
Oh! who you run to?
Swallow all your bitter pills,
That's what makes you beautiful:
You're all or not!
I don't need what you ain't got.
*
I'm torn in pieces...
I'm blind and waiting for you!
My heart is reeling,
I'm blind and waiting for you!
*
I'm blind and waiting for you...
I'm blind and waiting for you...
*
[Goo Goo Dolls, "Big Machine"]
*
;*
Enfim,
"Por que, na segunda-feira, eles (nós) não revelam a carência do fim de semana e se dizem coisas duras?"
[Caio]
No fim, é sempre a mesma merda de falta de compreensão. Todo mundo dizendo o contrário do que quer pra depois culpar o outro por ter acreditado e tentado entender. Na real, ninguém sabe o que quer e aí um dia fala uma abobrinha, no outro fala outra contradizendo a primeira.
É, meu destino provavelmente vai ser mesmo suicídio solitário, porém feliz.
Nunca me imaginei uma idosa casada com filhos e netos [a não ser que por uma espécie de milagre me façam mudar de idéia].
Me imagino me jogando do Grand Canyon depois da última trepada com heroína na veia, pra ver se pelo menos a memória de uma vida bem vivida seja digna de ovação, antes que eu vire um maracujá azedo.
E que os que amo, principalmente os que mais amo, façam o favor de não realizar funeral algum, porque estarei morrendo de felicidade de me ver livre dessa merda toda perfeita que chamam de vida.
Façam o favor de fazer uma festa pra essa pessoa que sempre, felizmente, por amar, acreditou e acredita em tudo de mais contraditório e melhor que as pessoas falam e mostram, apesar de jamais compreendê-las, sempre se fudendo por isso. Lembrem-se de que eu gostava das festas. Que eu gostava da vida e que vou morrer do mesmo jeito que vivi: ME JOGANDO!
;*

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Detesto correr contra o tempo.

"You got so much to do and only so many hours in a day."

[Billy Joel, "Vienna"]

Não é a toa que essa música já foi até título de página minha.
A porra do tempo corre e eu continuo apressada, sempre, sempre, sempre...
Cada minuto de distração é menos dinheiro na conta, o livro que tem que ser devolvido e eu não consegui acabar de ler, o trabalho que precisa ser feito e eu não consigo terminar, a diversão no meio de tudo isso, caralho de porra de tempo.

Porque diabos sempre tem tanto pra ser feito em tão pouco tempo??

Stress³. Rivotril tá com efeito de anfetamina.

Quero meu pai :(.

;*
Eu tô perdido
Sem pai nem mãe
Bem na porta da tua casa
Eu tô pedindo
A tua mão
E um pouquinho do braço
*
Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam
*
Eu tô pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado
*
Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam
*
Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam
*
Estou pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado
*
[Cazuza, “Maior Abandonado”]

:P

domingo, 29 de julho de 2007

"Pessoas frívolas são aquelas que só amam uma vez na vida. Aquilo que chamam de fidelidade, eu chamo de letargia do hábito ou falta de imaginação."
*
Uma salva de palmas para Lord Henry Wotton.

sábado, 28 de julho de 2007

O Teatro Mágico.
*
MÁGICO.
*
"Asterisco, Asterístico, Asterix, o que importa é se vc vive o que fala."
*
Whitesnake, Aerosmith, W.A.S.P, Dave Lee Roth, Roupa Nova, Zeca Baleiro, Os Mutantes, Judas Priest, Fairoff, etc, etc, até mesmo o Goo Goo Dolls que eu não assisti ainda e todos os outros shows que eu ainda não fui, perdão. Mas o ESPETÁCULO do Teatro Mágico foi o único capaz de me fazer chorar em público! (disfarçando, olhando pra baixo, pro lado, fingindo que tava arrumando o cabelo enquando secava os olhos e tapava os ouvidos pra não escutar a fim de cessar o vexame público), foi o que de longe, mais me emocionou na vida...[como sou gay!, mas eh true!]
*
Por tudo, pelo circo, pelos trapezistas que AMO [é o mais próximo que o homem pode chegar dos pássaros], pelas lições, pelas verdades, pelas mentiras, pelas meias verdades, pelas mentiras sinceras e até pelas reticências, pela percussão, pelo VIOLINO, e principalmente...pela poesia e pelo que ela espelhou em mim...e até pelo New Order adaptado em meio a tudo isso...
*
"Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
While every day my confusion grows
*
Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say..."
[Bizarre Love Triangle]
*
*
*
"No inicio era o verbo... e o verbo era Deus...
e o verbo estava com Deus,
e já não eram sós , ambos conjugavam-se entre si,
discutiam quem seria a primeira e a segunda pessoa,
quem era verbo... quem era Deus,
a ação e a interpretação... quem era a parte e quem era o todo.
Deus (o pai, o filho e o espírito santo),
era também o verbo (regular e irregular)
e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito
e quem seria o predicado,
quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria
a forma "mais que perfeita"!
*
Deus era o verbo e o verbo era Deus,
conjugavam-se de maneira irregular... explicitando suas diferenças,
reconhecendo os fragmentos e os complementos
buscavam a medida certa
E assim... reconheceram-se uno...
Eu deus, tu deus, ele deus, nós deus, vós deus... eles deus
Somos dotados deste curioso poder,
mudamos nosso significado, nosso signo,
nosso comportamento e nossos conceitos
(que por sua vez chegam ate nós depois de se modificarem
muitas e outras vezes!)
temos uma ferramenta e tanto nas mãos, e nos pés...
Temos acorrentados nossos motivos de sobra pra relaxarmos
e acomodarmos com a vida que levamos agora...
*
O teatro mágico é o teatro do nosso interior...
a história que contamos todos os dias
e ainda não nos demos conta...
as escolhas que fazemos em busca dos melhores atos,
dos melhores sabores,
das melhores melodias e dos melhores personagens
que nos compõem,
as peças que encenamos e aquelas que nos encerram...
... nosso roteiro imaginário é a maneira improvisada
de viver a vida...
de sobreviver o dia, de ressaltar os tombos e relançar as idéias,
o teatro nosso de cada dia..."
*
"O fim do nosso show é o começo de você..."
*
"Para nos tornarmos imortais,
A gente tem que aprender a morrer.
Com tudo aquilo que fomos,
E tudo aquilo que fomos nós."
*
Escolher uma música-poesia pra colocar aqui parecia tarefa difícil, diante da genialidade de todas elas, mas foi fácil, já que foi por causa dessa que eu chorei....
*
*
*
“O anjo mais velho”
*
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
*
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
*
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
*
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
*
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
*
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar...
*
["Os opostos se distraem, os dispostos se atraem"].
*
:D
*
;*
Verde, Azul, Todas as Cores...
*
Aquele objeto a fazia sentir-se especial. Era um desses penduricalhos, uma espécie de grande berloque, tornado de arame e bolinhas de gude em tons de azul e verde. Três fileiras horizontais de arame agarradas a uma outra, vertical. As bolinhas de gude percorriam as fileiras de arame, da mesma forma que concediam termo à elas. O arame abraçava através de várias voltas, as bolinhas, que assim permaneciam presas ao enredamento. O objeto tinha movimento, conforme agitado. As bolinhas presas ao arame dançavam uma valsa suave - era sem dúvida um objeto sedutor, encantador, místico, precisamente articulado e dotado de vida própria. Era além de tudo, uma obra de arte criada com muito afeto, produzida harmoniosamente para a dona, grande apreciadora das artes em geral.
Fora um objeto imaginado, um presente, desenvolvido somente e para ela. Se o acaso o tivesse colocado a ela de outra forma, teria ela se encantado tanto com aquele enfeite dotado de vida? De certo, ela dedicaria alguma atenção, se o visse numa vitrine, talvez até o comprasse – ou não. Dançaria com ele primeiro e caso sentisse prazer com a dança, talvez levasse consigo; talvez bastar-lhe-ia uma dança.
Mas não foi o acaso que arrumou-lhe o objeto. Ela o ganhara. A primeira obra de arte do artista que o fizera na intenção de presentear-lhe. Ela despertou a arte reprimida do artista. Desde então ele começou a desenvolver outros penduricalhos de arame e bolinhas de gude - ela não chegou a vê-los. Só lhe importava o seu, era com ele que ela dançava. Não haveria de dançar com os outros, as outras danças pertenciam às outras pessoas, mas aquela dança era só dela. Era especial, tinha história, afeição, conteúdo. Seria para sempre o mais belo de todos os penduricalhos de arame com bolinhas de gude.
*
;*

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"Rebeldes Entediados"
*
[Provável título do livro que a Bitch está escrevendo...acredito ser uma ironia, pra não dizer que ela tá "tirando um sarro". Aliás eu acho que o livro todo é uma grande "ironia realística" pelo jeito.]
*
O livro é sobre um bando de adolescentes ricos que passam os dias tentando arrumar um barato maior que o último que passaram, pra fugir do tédio... e basicamente eles não ligam pra nada.
*
[E eu espero que esse texto seja publicado com os devidos espaçamentos...]
*
Bitch: "-Quando eu fui aí a gente conversou sobre uma coisa, eu gostei do que eu disse e coloquei no livro, é uma parte animal assim, que o cara larga tudo pra ficar com ela e ela não dá a mínima, tipo, ela acha que ele fez tudo errado, então decide que não importa hahahaha:
*
"É. Ele tinha voltado.
Foi quando bateu, pela primeira vez. Eu sabia que ele estava lá, todos os outros dias, mas não precisava da imagem dele pendurada na minha frente. Não precisava do porteiro me anunciando o ocorrido. Não precisava da consciência de tudo. “Não tem problema” e todas as outras afirmações que arrastam seu desespero pra longe, disfarçando o abismo que você se tenta a cair. Meu estômago girava e eu tentava contar os andares que ele teria que subir, mas, na verdade, acho que era minha alma querendo sair dali. A campainha e eu com as unhas contando tempos no sofá. A partir daí foi rápido, ele estava ali e eu quase fui sugada por tudo nele que conseguia me atingir, aliás, era ridículo me atingir no estado que estava quando abri a porta.
Mas não durou muito, não durou quase nada.
- Fui embora, eu não agüentei. E não foi pelos outros, não foi por ela, foi por você. Acho que, no final, a gente só ama uma vez. O resto são relacionamentos.
Parei.
-O quê? Você me ama? Você não agüentou?
-Essa não era a primeira reação que eu tinha em mente.
Como eu disse, foi rápido.
- Você planejou isso?
- Eu estou sendo sincero, não fantasie minhas atitudes como se eu fosse parte daquilo. Você não pode parar? Sim, eu te amo, parecia ridículo dizer isso antes, porque todo o teatro?
- Como você tem coragem? Você nunca vai amar alguém, nenhum de nós vai. Porque ninguém se relaciona com ninguém, isso é uma mentira. Nós nem chegamos a encostar na essência das pessoas. Na verdade, o que importa é o significado, é com ele que a gente se relaciona. Eu não te amo, eu amo o que você significa pra mim, na minha vida, agora. Se você deixar de cumprir esse papel, eu não vou mais estar ao seu lado, porque eu não te amo, eu amo o que você diz e o que você faz. Me responde: se eu mudar de caráter, se eu enlouquecer, se eu me mostrar uma farsa e você odiar isso, você vai continuar me amando?
- Claro que não.
- Por quê não? Ainda sou eu, você não me ama?
- Você seria outra pessoa.
- É impossível eu ser outra pessoa, eu sempre serei eu, não existe outra de mim no mundo. A única coisa que muda é o meu significado pra você e é isso que você não ama.
- É. Talvez eu não te ame mesmo, talvez eu não devesse estar aqui, é só um relacionamento de qualquer forma, então foda-se.
- Ótimo.
E a partir desse momento, não doeu ver ele ir, não doeu saber que ele devia estar desmoronando. Fechei a porta, fui para o quarto e me joguei na cama. Como se fosse terça-feira, como se fosse uma tarde, como se fosse um dia da minha vida. Olhei para o teto. Não estava triste, mas sabia aquilo estava me incomodando. "Não ligar" estava me incomodando, depois de todo aquele tempo."
*
Vou até contar o "fim", chatona assim, mas no fim das contas o cara morre...[essa mania dos escritores de matar as pessoas, será que eu vou matar algum dos meus personagens? Acho pouco provável...]
*
"Cheguei no meu quarto. Eu queria desmaiar.
Tirei os sapatos e me atirei na cama. Rolei e rolei. Levantei o olhar, amassei minha cara no edredom pra ver se meu corpo reconhecia minha vontade de apagar e desligava de uma vez. Estava escuro. O tempo ia passando e eu nem percebia. Aos poucos, a luz foi abaixando, o som foi abaixando, os pensamentos foram abaixando. Calma. Diminuindo no escuro, diminuindo, diminuindo, embalando e sumindo no escuro, sumindo, sumindo. Eu poderia ficar ali pra sempre depois daquela semana. Pulei! O telefone, o barulho, onde estava? Tudo voltando rápido demais pra que eu pudesse acompanhar. As paredes, o cobertor, o chão, minha cabeça girava.
Eu estava com metade do corpo nos meus sonhos e a outra metade me puxando pro mundo real. Pára, pensa! Onde? Pensa! O telefone, a escrivaninha. Me levantei com os joelhos tremendo pra acordarem e tirei o telefone do gancho.
Que barulho.
Ela gritava e chorava e eu não entendia nada, ouvi muita coisa e não estava prestando atenção. Estava dormindo em pé, aquilo era só um ruído para mim. Ao mesmo tempo, parecia que as informações entravam sozinhas na minha cabeça, sem precisar da minha ajuda. Elas foram se juntando, uma a uma, como um quebra cabeça. Demorou, eu não estava ali integralmente, então demorou. Mas de repente, eu vi. Como se tirassem um véu da frente dos meus olhos e eu não enxergasse mais apenas um borrão embaçado na minha frente, eu vi.
Então bateu. E bateu forte.
Me derrubou, me quebrou. Ainda não doía, mas me espancava como nada na minha vida já tinha feito. Larguei o telefone e larguei a vida e larguei meus pensamentos e todas as reações que você acha que você vai ter quando isso acontecer com você. Nem meus reflexos respondiam. Ecoava dentro de mim e era só aquilo. Se resumia àquilo e jamais seria outra coisa. O Lu tinha morrido."
*
Mais um trecho...
*
"Seria mandada para meu quarto, deitaria na minha cama e passaria a noite toda olhando para o teto, esperando me chamarem para acordar. Sóbria, lúcida, consciente, entediada.
Foi o que aconteceu.
Que terrível. Fiquei suspirando, esperando aquilo passar logo. Não passava. Cada hora naquela situação desconfortável correspondia a 10 minutos no relógio. Era desesperador, mas eu estava de saco cheio demais pra ter raiva. Peguei o telefone na intenção de ligar para alguém e saber se meus amigos também estavam acordados e sofrendo com o tédio, que nem eu.
Mas não.
Levantei.
Parei na cozinha, sentei na pia, peguei um pão no cesto e comecei a comer. Depois de um tempo no silêncio e no escuro, sem pensar em nada específico, estiquei a perna e abri a geladeira com o pé pra ver se achava alguma coisa pra beber.
Quatro cervejas enfileiradas na porta.
Suspirei com um certo desapontamento, mas tinha de me conformar, poderia ser pior. Olhei para os armários, depois de novo pras cervejas. Não era tão ruim, afinal. Fiquei parada ali, terminando de comer o pão, com a perna esticada, segurando a porta da geladeira aberta, encarando as cervejas, refletindo profundamente sobre o que eu deveria fazer. Depois de um minuto, que pareceu uma eternidade, a geladeira começou a apitar. Pulei da pia imediatamente, um tanto conformada, joguei o resto do pão num prato na pia, limpei minhas mãos na roupa terminando de mastigar, peguei uma cerveja, olhei bem pra ela enquanto fechava a porta da geladeira. Suspirei de novo. Abri a lata, tomei um gole e voltei para o meu quarto, determinada a beber e dormir antes que o tédio me consumisse novamente.
Até que deu certo."
*
TINHA que ser minha melhor amiga.
*
Depois ficamos discutindo sobre os títulos de nossos livros...eu disse que o meu seria uma tentativa bem difícil de passar pro português "A Thousand Words" sem ficar ridículo. E ela disse: "- affff eu também, pensei em 30 títulos em inglês tão dahora e estiloso, aí passava pro português ficava um cú!"
*
É foda cara, tem umas coisas que não dá, só dá pra falar em outra língua, não sei porque isso acontece, mas acontece, perdem completamente a essência quando traduzidas ¬¬.
*
Bom fds!
*
;*

quinta-feira, 26 de julho de 2007


Eu sei que tem outro site de uma revista que saiu uma reportagem deles, mas enfim, achei ontem no Google, hoje não consigo mais achar...
É pra quem gosta de Hard Rock/AOR...é excelente!
Não é porque são meus amigos, é porque é realmente BOM!
Eu vi essa banda nascer, notas de letras foram feitas na minha casa, vendi 10 cds em 5 minutos UHAUHAUHAH, fui e sou farofete de carteirinha...e sempre serei.
Mas recebi um email esses dias...
"Seja sincera, [...parte que não convém...], ficamos um tempo meio parados e estamos voltando a compor. Você viu o farofa nascer e sei que nada é como antes, mas espero que ainda tenha algum carinho pelo nosso trabalho e pelas pessoas que ficaram, os 4 salames hahaha.
Aguardo tua resposta.
É só uma demo tá, solos não são finais nem a mixagem"
E em anexo, a nova música....
A minha resposta foi:
"Caralho, arrepiou aqui, me manda a letra.
Me arrisco a dizer que se tornou minha preferida!
Perfeita! :)
ps: eu sempre vou ter não só carinho, como amor a banda e a todos vocês.
;*"
Essa música está no repeat aki faz dois dias...
[E antes que alguma mulher se revolte com isso, vou logo avisando que essa relação se tornou de amizade SÓ e APENAS - na verdade isso é muito! - faz MUITO tempo, portanto, não vejam malícia aonde não existe! É amigo que eu amo sim, amo muito e vou amar sempre, como já disse antes, não há distância que acabe com isso! Nem tempo que me faça esquecer tudo que fez (fizeram) por mim! Milagres acontecem, alguns amadurecimentos que pareciam que não iam vir nunca, finalmente chegaram, give a chance!]
Caralho, são 08:15 da manhã, desde que acordei ontem já fiz tanta coisa pq deixei de lado essa porra de msn e orkú, já até pintei mais duas paredes do quarto, evoluí bastante na monografia, li, vi filme, conversei com mamãe, fiz taaaaaanta coisa hoje e não to com uma gota de sono, parece que eu tomei anfetamina hauahaauahauahauahau.
Já tô escrevendo me desculpando, mas chega, eu quero meus planos virando realidade, eu quero São Paulo ano que vem, eu quero me formar, portanto, chega de gastar dinheiro em pinga, chega de "papo furado", chega de crise existencial, agora a coisa tá dinâmica aqui, a mil por hora, working hard! Não amo ninguém menos por isso! Qualquer coisa liguem, visitem!
;*

terça-feira, 24 de julho de 2007


Show do Ratos de Porão COM o Gordo (L).
"O governo precisou de 200 almas pra tomar vergonha na cara e fazer alguma coisa, quem não ficou abalado com essa porra tá mentindo"
Gordo.
Apesar de eu não agüentar mais falar, muito menos ouvir falar dessa merda também, é foda cara. E o mais engraçado assim é que eu nem fico tão abalada pelo tanto de gente que morreu, o que me abala mesmo é pensar nos que ficaram...digo, pais, mães, filhos, amigos, entes queridos que sofreram e sofrem pra porra com essa merda. Eu nunca tive medo de morrer (mentira, já tive sim!), mas só de pensar nas pessoas que eu gosto e amo morrendo já me dá crise do pânico.
Enfim...uma merda que eu não quero mais lembrar.
;*
Hoje deu muita vontade de Caio...

Abri o livro na sorte, caiu em "Apenas uma maçã":

"-Não vou perguntar por que você voltou, acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem você mesmo sabe qual é. Não há explicação, compreende? Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que o silêncio basta? É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo."

"EU: -É possível um rio secar completamente?
ELA - Claro que é.
EU: -Mas será que ele não enche depois? Nunca mais?
ELA:-Alguns sim, outros não.
EU: -Mas nunca mais?
ELA:-Sei lá, acho que não.
EU:-Você tem certeza?
ELA:-Certeza eu não tenho. Só estou dizendo que acho. Afinal, não sou nenhuma especialista em matéria de rios, secos ou não.
EU:-Sabe?
ELA:-O quê?
EU:-Eu tinha esperança que o rio voltasse a encher um dia."

"...Mas e se tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que irem em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia - qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Não digo. Atrás do aquário, os dois olhos confundidos com os peixes. Será que peixe gosta de maçã? Mas se tivesse ido até o fim, teria voltado? Voltar não será como ir até o fim, não será prolongar o processo em vez de abreviá-lo?..."

A maçã acabou morta no chão :(. E ele não sabia a diferença enquanto ia embora entre a escolha de olhar pra trás ou sair seguindo sem olhar.

Very Sad.

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segunda-feira, 23 de julho de 2007

Tatiana:

De origem russa e significado desconhecido.


Sem maiores comentários, estou chocada com essa informação.

:)

Vocês já nascem marcados com algum significado, eu não tenho significado algum, posso ser o que eu quiser e sempre serei um nada na significação dos nomes.

[Poderia publicar o meu texto sobre o Direito Chinês, já que tudo que tenho escrito ultimamente diz respeito a monografia, mas não tem nada a ver. Não que a falta de significado no meu nome tenha alguma coisa a ver HAUAHAUAHAU, mas tudo bem, é só pra manter em atividade.]

;*

sábado, 21 de julho de 2007

Girassol.

Eu poderia fazer uma poesia sobre isso mas não vou, não hoje, talvez amanhã.

Girassol é minha flor preferida pra quem não sabe...aquela que se inclina ao sol....é, talvez os gostos digam muito sobre as pessoas...."a flor que se inclina ao sol."

O fato é que eu sempre me perco em Itapira...e hoje, na busca de uma chácara num lugar que eu sempre me perco...eu me perdi. E me encontrei em meio a uma plantação de girassóis.

Eu parei, desci e matei um girassol, roubei, tirei a vida dele pra mim...em ato egoísta, concordo, mas talvez eu não saiba amar.

Eu me perdi...pq tava indo pra um lugar onde tava tendo uma festa e meu amigo tava lá.

E depois que eu cheguei lá, eu não achava ele e não tinha crédito no celular. Aí, pedi o celular de alguém, eu disse: Preciso achar meu amigo! Aí o amigo apareceu e disse: "Achou!". (Outro "milagre" ocasional)

Esse amigo essa semana me disse algo....no começo da semana, foi um diálogo mais ou menos assim:

Eu: Como foi o fim de semana?
Ele: Não tão bom sem você viu.
Ele ainda: Você anima a gente.
Ele ainda, ainda: Pelo menos eu.
´
\0/ sem palavras...

Aí eu achei ele e peguei o girassol que eu tirei a vida e quis dar a ele. Como diria Wilde em "A balada do cárcere de Reading"..."O homem sempre mata aquilo que mais ama..."

Ele disse: Qual é o valor de uma flor morta?
Eu disse: É minha flor preferida, eu quero dar pra você, você disse que eu animo, eu quero animar você.
Ele disse: VOCÊ me anima, talvez eu seja frio, mas uma flor morta não me diz nada.



De meu pai que morreu, eu só tenho além de fotos, um pijama, ele adorava pijamas, eu tenho guardado o pijama que ele mais usava (choro de saudades). Talvez hoje, só hoje eu durma de pijamas - ou não - vou dormir abraçada com o pijama e com o girassol.

E então eu digo o valor das coisas "mortas"....

O valor das coisas mortas está no valor que você deu a elas em vida e vai continuar dando mesmo depois de mortas. Porque o amor incondicional, o valor que você deu e sempre vai dar isso vai "além túmulo".

O meu girassol morto está aqui, eu não o amo menos por isso.

Itapira ultimamente, ocasionalmente sempre, de uma certa forma, me faz achar coisas e pessoas que eu amo.

Girassóis....

sexta-feira, 20 de julho de 2007

FINAL DE SEMANAAAAAA! :D

Daqueles que tem tantas opções que você nem sabe aonde vai assim, mas na hora eu resolvo :D

Só estou curiosa pra saber de onde vai surgir a tequila dessa vez HAHAHAHAHAAHAH :P

Eu quero uma garrafa de tequila, eu tenhoooo!

MY WISH IS A COMMAND!

Tássiaaaaaa, mais enclausurada do que eu, vai sair comigo hoje, o final de semana já começou milagroso :D HAHAHAHAHAHAHA.

Bom final de semanaaaaaa pra todo mundo.

[Que coisa mais fotolog hahahaahaha]

;*

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Rádio Blá (blá, blá, blá) Eu te amo.

Não dá pra controlar, não dá!
Não dá pra planejar...
Eu ligo o rádio
E blá blá
blá, blá, blá, blá. Eu te amo.

Porque ninguém gosta de Lobão cara?
Putz, eu adoro Lobão.

Levemente embriagada...mas eu gosto e sempre gostei de Lobão (músico e pessoa) mesmo sóbria.

Nossa, Clarice linda tinha razão neh?

Quando vc bebe, vc só sente, sente, sente.....

Incrível como vc tem certas percepções (não sei se quero jogar uma risada aqui, então deixa quieto!)

E é incrível como eu vou de Lobão a Clarice, mas é pq pensei na Clarisse antes, enquando embriagava e depois escutei Lobão no rádio, enfim, no meio disso devo ter lembrado das vacas holandesas.



;*

CRISTIANISMO X JESUS DE NAZARÉ.

[Eu disse que esse devaneio ficava pra depois and here is...)
Quem é Jesus de Nazaré pra vocês?
Bom, pra mim ele foi um cara cheio de bondade e amor, possuía um enorme poder pessoal de perdão, não gostava de crueldades, era anti-hipocrisia, com freqüência convivia com “pecadores” [essa palavra é bíblica], era um cara que achava que deveríamos tratar as pessoas bem, da mesma forma que gostamos de ser bem tratados. Numa época em que o homem fazia justiça com as próprias mãos em meio a uma barbárie, ele foi um cara que, ao contrário, lutou pelo perdão, pelo amor ao próximo, pela compaixão. Em relação aos milagres relatados no tal livro escrito por um homem qualquer [por um judeu se isso fizer alguma diferença, mas também não vou criticar um “povo” que já sofreu o suficiente!] que queria ganhar uma grana, acredito que Jesus de Nazaré é o próprio milagre, pois foi uma pessoa que tentou mostrar a um bando de bárbaros, que somos nós até hoje, de uma forma até mais hipócrita do que naquela época, que o amor, que o perdão, dentre outras coisas seria algo bem melhor que aquilo e foi crucificado amando e perdoando todos aqueles que o fizeram sofrer tanto, por que jamais poderiam deixar de lado a hipocrisia, o egoísmo e tudo mais que concerne ao tema. Se ele teve poder de cura isso eu já não posso afirmar, apesar de acreditar na força do pensamento e acho que essa força nele era bem forte. Assim como seria para qualquer um que tivesse tamanha capacidade.
Jesus manifestava insatisfação diante do comércio na religião, ou seja, qualquer geração de lucros dentro dela, inclusive de “templos” ou se preferirem, igrejas luxuosas [fato esse que curiosamente o cristianismo não dá muita importância – e quando tiveram que justificar sempre de certa forma se esquivaram, dando desculpas completamente paradoxais e sem sentido para tal ato]. O cara era socialista pô! [Ao contrário de mim, uma rendida ao capitalismo! Já é comprovado que o homem, ambicioso como é, é incapaz de viver numa sociedade socialista! Isso se aplica a mim tb!]
Pra mim ele foi um cara que defendeu seus ideais, que acreditou neles até a morte e foi grande e é grande, por ter tentado, sem se entregar em momento algum diante de qualquer ameaça e tortura que tenha sofrido. Foi um homem forte. É um cara que eu admiro, alguém que teve uma capacidade que eu nunca vou ter, porque eu não sou forte como ele foi, eu sou fraca, sou humana, sou egoísta. Apesar de também acreditar no amor, na bondade, no perdão, duvido muito que, caso passasse por tudo que ele passou, continuaria mantendo tais sentimentos e conceitos dentro de mim. Seria mais provável que eu reagisse com o mesmo ódio que me dedicassem.
Não acredito que Jesus mande alguém pro inferno, não acredito no julgamento cristão, não acredito no cristianismo, nem em nenhuma religião que imponha comportamentos que se não cumpridos vão ser castigados, nem que imponha qualquer tipo de comportamento ou moral, muito menos naquelas que tiram dinheiro das pessoas impondo a salvação através de uma fé cega que torna os fiéis cada vez mais ignorantes.
E o que é o “Cristianismo” pra vocês?
Assim como Nietzsche, nessa afirmativa, acredito que o cristianismo morreu na cruz. O “Cristianismo” morreu com Jesus de Nazaré, único e insubstituível. Todo o resto é invenção [a meu ver], não acredito, não acredito num escrito de um homem repleto de falhas, como eu, como nós, não acredito que um escrito de um homem como esse possa impor regras, comportamentos, pecados, céu, inferno, não acredito!
Assim como não acredito que Jesus de Nazaré goste de todos os templos, ou como já disse igrejas luxuosas que construíram pra ele [talvez por alguma culpa? Porém, mais provavelmente para arrecadação de fundos e manipulação da massa]. Se Jesus tem uma casa, essa está no coração de quem o ama. E é lá que ele vai ser encontrado. Não precisa de missa nenhuma, nem de feriados, nem de sacrifícios, de nada!
Que fique claro que não estou criticando os católicos ou fiéis de qualquer espécie, estou criticando a imposição de comportamentos que se não cumpridos devem ser punidos e a igreja como uma instituição comercial e de manipulação!
Será tão difícil assim, compreender, que Jesus não enxergava ninguém como pecador, que Jesus nada mais era ou é apenas um amigo, uma pessoa que pra quem acredita e o ama fez uma puta diferença! Que ele não “serve” pra fazer pedidos, que ele “serve” para nossos agradecimentos por ter sido uma pessoa tão adorável?
Tenho fé nele sim, ele mora no meu coração, a bondade, a compaixão dele e tudo mais me fazem esforçar para me tornar uma pessoa melhor, mais forte e isso não é refúgio não, é objetivo de vida. Não me refugio em Jesus nem na minha fé, encaro minhas dificuldades quase sempre sozinha – não desmerecendo a ajuda das pessoas que me rodeiam e a lembrança do homem enorme que ele foi.
E tem mais, acredito que meus pecados são as coisas que mais me aproximam de Jesus de Nazaré! Porque eu duvido muito que ele fosse julgar qualquer tipo de comportamento óbvio humano, como por exemplo os sete pecados capitais, D-U-V-I-D-O!
E tenho dito! Ora, minha gente, por um Jesus de Nazaré mais camarada vai!
:P
;*

terça-feira, 17 de julho de 2007


Quando Nietzsche era gatinho!

Hard sixteen "meio" gótico...pseudo-cabeludo!!!! HAHAHAHAHAAHHA.

Quando tiver tempo vou escrever um livro com esse título, a capa vai ser essa foto e vou discorrer sobre a fragilidade do super-homem diante da criptonita, talvez seja uma história em quadrinhos.

Aguentem o meu bom humor.

E eu sempre ironizo quem eu gosto, ainda mais quando estou de bom humor.

"Posso perder o amigo (não que ele seja meu amigo), mas não perco a piada!"

[Mas falando um "pouco" sério, eu venho "ignorando" - isso é bem entre aspas mesmo, pq em muitas coisas que eu digo ou escrevo ele tá bem no meio - Nietzsche faz um tempo, chegando as vezes a negar a minha anterior [beeeeeeem anterior] compulsão por ele. No meio dela, resolvi dar uma desencanada e isso já faz um bom tempo, seus escritos, bem como outros sobre sua pessoa me entretiam um pouco demais, mais do que o normal e a fase não era a mais "saudável". Eu criei uma espécie de "memória seletiva" em relação a tudo que tomei conhecimento...me negando a ler toda e qualquer coisa dele ou sobre ele até que hoje, na minha busca na parte de filosofia da biblioteca pra fazer minha monografia, encontrei um livro sobre ele, que continha várias ilustrações e não aguentei, peguei. E não terminei de ler ainda, mas mostra um lado muito "sweet" dele, um lado que eu gosto muito. Até me lembrei de "Assim falou Zarastustra", procurei aki nas minhas coisas, uma anotação que eu tinha feito de um trecho, que obviamente me chamou mais atenção do que o prefácio do "super man" lol, não por ser melhor ou pior, mas por ser "sweet"...

Ó homem, faz atenção!
Que diz a meia noite profunda?
"Eu dormi, dormi-
De um sonho profundo, acordei:
O mundo é profundo,
E mais profundo do que o pensava o dia.
Profunda é a sua dor -
A alegria, mais profunda do que a pena.
A dor diz: passa e acaba!
Mas toda a alegria quer a eternidade,
-quer a profunda eternidade."

Acho que estou preparada pra retomar Nietzsche.]


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Alguém pode me ensinar?

"Walking the fine line between Pagan and Christian"

A minha eterna relação de amor e ódio com essa música. Ela me fez desistir de tocar [mentira, foi a minha falta de perseverança ou talento mesmo huahauha, mas eu coloco toda a culpa nela].

Mas que eu quase choro toda vez que escuto por amor, ódio, admiração e muitas coisas mais isso é verdade.

For the love of God! alguém me ensina a tocar essa porra? Preciso superar esse trauma UHAUHAHAHAHAU.

IMPRESSIONANTE, qdo eu to bem eu só escrevo e falo inutilidades :P

http://www.youtube.com/watch?v=O44TBckhu30

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segunda-feira, 16 de julho de 2007

Você sempre acaba achando as coisas que perdeu.

[Experimente ameaçar prender gnomos quando isso acontecer, talvez você ache mais rápido - talvez passe a vida procurando, mas no fim, vc vai achar! BELIEVE!]

:P

Ai!

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domingo, 15 de julho de 2007


Caralho, caralho, C-A-R-A-L-H-O!!!!!!! Que saudades que eu tava de vocês Gezzzz!
E eu acho lindo quando me provam amizade (não que vcs já não tenham feito isso "n" vezes...mas realmente o fato de se sentirem "envergonhados", o fato de vcs evitarem fazer coisas que eu não gosto na minha frente só pra eu achar que tá tudo igual, que tá tudo sob controle, que tá tudo lindo, só pra eu ficar feliz, cara, isso é MUITO lindo, as mentiras sinceras de vcs todos me interessam MUITO!)
E eu nunca mais quero ouvir a frase "Tinha vc nao ama mais a gente", pq essa frase é absurda demais! Eu amo vcs incondicionalmente, forever and ever.
E ano que vem eu prometo e essa promessa tá mais pra dívida, que eu volto pra São Paulo pra cuidar de vcs. Eu vou cozinhar pra vcs, eu vou limpar o vômito de vcs, eu vou aguentar até o Fefê dormindo de cueca bege e velha do meu lado UAHUAHUAHAHAA, eu vou aguentar todas as "nojeiras" de vcs e colocar tudo "em ordem" de novo UAUHAHAHAU..momy vai voltar :D
E vcs em contrapartida vão fazer da minha vida uma festa constante, vão me acudir quando eu estiver com pânico, vão me levar sorvete de papaya com cassis as 2 da manhã só pq eu to com vontade, chorar quando alguém me machucar etc etc.
Eu amo MUITO vcs e isso nao tem tamanho, nem tempo, nem distância que atrapalhe, sério.
O Christian do "Moulin Rouge" tinha razão:
"The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return."
É tão, mas tão bom amar vcs e a recíproca ser verdadeira! PRICELESS!
;*


Um anjo loiro dando um semi-PT no camarim junkie e sujo do Hammer Bar em Campinas.

Quem não come e bebe que nem uma vaca leiteira dá nisso HAUAHAUAHAAUAHA.

E eis que o Luiz que me acompanha na foto (namorado da Iroka) considera essa foto uma glória, pq agora, segundo ele, ele pode provar pro mundo que eu sou uma "MINDINGAAA" ahahahaa, o que ele não esperava era que eu ia gostar da foto :P

Não, o pior é que eu perdi a comanda ele achou e depois "cuidou" de mim, na verdade nem foi um PT assim dos grandes, eu só precisava comer e depois que eu comi o problema foi resolvido e tal hehehehe mas enfim, ele me fez prometer que nos próximos dois anos o banco da frente do carro da Íris pertence a ele, banco este que pertence a mim muito antes dele sonhar em conhecê-la. Que bosta, quando eu to bêbada eu sempre faço promessas idiotas _I_.

Mas eu gosto de vc mesmo assim (só não conta pra ninguém! hahahahaha)

;*

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Verdades e Mentiras!
Eu vou escrever um monte de abobrinha que no fim das contas não vai chegar a lugar nenhum, mas pouco importa, não é esse o objetivo, e sim o meu questionamento em si que importa PRA MIM; e só.
Esse é um dos muitos assuntos com os quais venho me entretendo, de uma forma cômica, diria.
É engraçado como quase sempre tive uma espécie de “obsessão” pela VERDADE, e consequentemente uma “obsessão” pela MENTIRA.
O fato agora é que não existe uma VERDADE e nem toda MENTIRA é realmente uma mentira, digo, muitas vezes a mentira entrega muito mais a suposta verdade que é extremamente relativa e tem mil facetas. Assim como a verdade muitas vezes é enfeite, e maquiagem da eventual mentira.
Cazuza cantaria “Mentiras Sinceras me interessam...” :D [I agree.]
O problema de tudo está na obsessão pelo tema, ou seja, a necessidade de uma verdade absoluta...seria essa gerada por alguma espécie de temor infundado de ser enganada? Ou seria mais uma espécie de “intento” de não querer enganar, por talvez considerar tal prática digna de julgamentos e condenações? De quem? De todos! Ou até em última análise, seria essa obsessão pela verdade absoluta nada mais do que uma vontade por vezes enraizada de não querer enganar a mim mesma? [E acredito ser essa a explicação mais plausível, a meu ver, acho que a auto-enganação era o que mais me incomodava, apesar de me utilizar dessa prática constantemente].
Já disse que é puro questionamento e não vou chegar a lugar nenhum né? Mas eu me divirto em meus pensamentos que não tem nada a ver com nada e mudam pra uma coisa que não tinha absolutamente nada a ver com o questionamento anterior.
Mas, voltando ao tema, preciso fazer uma confissão:
Ao contrário de “ontem”, acredito hoje que a mentira seja como uma espécie de condição de vida, assim como a verdade [não a absoluta, na qual não acredito mais] é necessária. Não que eu não soubesse disso antes, eu só não tinha coragem suficiente pra admitir! E nisso me divirto, apesar de estar sendo vaga e o tema ser extenso DEMAIS.
E tem mais, qual seria o lado mais vantajoso? A verdade, a mentira, a confiança, a desconfiança...HAHAHAHA nada disso faz o menor sentido..qual é afinal a necessidade da verdade ABSOLUTA?
A desconfiança, a confiança, a verdade, a mentira são todas necessárias. E acredito hoje que a desconfiança é algo muito útil, é algo que faz você precaver-se, é algo que envolve, porque afinal de contas, corro [ou corria] como uma imbecil atrás da verdade absoluta, que é absurda! Não existe!
Hoje vejo que a minha anterior necessidade de extrema sinceridade é uma falha. Era moralista! E detesto moralismos! Assim como detesto o moralismo cristão (e esse “abordamento” fica pra próxima), detesto qualquer tipo de imposição de comportamento que seja!
Diante disso, como pude passar tanto tempo exigindo sempre, continuamente a “sinceridade” das pessoas e por vezes a minha própria sinceridade? Chega a ser um disparate, uma tolice das grandes!
Mas agora peço permissão para devanear sobre outras coisas que me raptaram num repente. Depois eu volto pra dizer mais algumas poucas abobrinhas paradoxais e “no sense” sobre elas.
;*

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Estou tão entretida em meus pensamentos e escritos motivados circunstancialmente em visões repentinas sobre tantas coisas, que vou me abster de escrever o que seja aqui até que coloque qualquer espécie, mesmo que vaga, de termo à tudo que venho assimilando.

See ya ;)

;*

Hard Rock In My Veins.
E que se foda, eu vou ir ver meus amigos junkies que por alguma pedância da minha parte não vejo há tempos e nem por isso amo menos, tocarem :D Vou ir ver minha bitch dançando de enfermeira e beber a tequila inteira! "Esquecer do eu e no entanto viver tão intensamente"!
Motley Crüe, "Girls, Girls, Girls"
Friday night and I need a fight
My motorcicle and a switchblade knife
Handful of grease in my hair feels right
But what i need to make me tight is
Girls, Girls, Girls!
Long legs and burgundy lips
Girls,
Dancin' down on the sunset strip
Girls,
Red Lips, fingertips...
É...all in the name of Rock.
:D
[ps: Espírito Zombeteiro, vulgo Escaravelho Negro, intimamente conhecido como Paulo Vinícius criado em julho de 2007? Amore, yo no creio que vc criou um profile só pra me tirar aki também HAUAHAUAHAUAAHAU, vc é foda! :D]
;*

Linda!
"Será horrível demais querer se aproximar dentro de si mesmo do límpido eu?
Sim, e é quando o eu passa a não existir mais, a não reinvidicar nada, passa a fazer parte da árvore da vida - é isso que luto por alcançar.
Esquecer-se de si mesmo e no entanto viver tão intensamente."
["Um Sopro de Vida" - De longe, o meu preferido dela.]

terça-feira, 10 de julho de 2007


The Road, ["Route 66" as a dream], My Heart, My Home, Where I Belong!
"Agora é definitivo: "On the Road", a obra símbolo da geração beatnik, vai virar filme. Após uma longa negociação, Francis Ford Coppola cedeu os direitos do livro de Jack Kerouac para Walter Salles, que contará com parte da equipe de "Diários de Motocicleta", seu road-movie sobre Ernesto Che Guevara."
[Eu vou assistir e tenho quase certeza de que vou me arrepender, como disse um amigo meu..."com certeza vão fazer de Dean Moriarty um daqueles "malandros cariocas", vai ser um horror, nao quero ver" HAHAHAHAHAHA..eu vou me arriscar, quase na "certeza" (huahuahuauha) de que vou sair da sala do cinema super decepcionada pensando tipo: "Como acabar com uma obra tão foda em duas horas" ou algo do gênero, mas tudo bem! Fiko até tentando imaginar qual seria o ator brasileiro capaz de interpretar Dean, mas não consigo pensar em nenhum, espero que seja tipo um ator-revelação, dakeles "lado B - inimagináveis" HAUAHAUAHAUA]
"...Vc não tem a menor consideração por ninguém, a não ser por vc mesmo e por suas malditas diversões. Só pensa no que tem pendurado entre as pernas e em qto dinheiro e divertimento poderá arrancar das pessoas que te cercam antes de simplesmente largá-las na mão. E não é só, o pior é q vc nem mesmo se importa com isso. Nunca passa pela sua cabeça que a vida é coisa séria e que existem pessoas tentando fazer algo decente em vez de ficar apenas agindo feito estúpidos o tempo todo.
Era isso que Dean era, O ESTÚPIDO SAGRADO.
Não era verdade; eu o conhecia melhor e poderia ter dito tudo a eles. Mas não vi o menor sentido em tentar. Estava louco para dar um passo à frente, colocar meu braço em torno de Dean e dizer: ouçam aki, todos vcs, e lembem-se de uma coisa: esse rapaz tb tem problemas, SÓ QUE ELE JAMAIS SE QUEIXA, E TEM OUTRA COISA, ELE PROPICIOU A VOCÊS TODOS GRANDES MOMENTOS APENAS SENDO O QUE ELE É, e se não foi o suficiente, mandem-no logo para o pelotão de fuzilamento, o que, de qquer maneira, parece ser o que vcs estão loucos pra fazer...
...mas por enqto ele continua vivo e aposto que vcs gostariam de saber o que ele fará logo em seguida, simplesmente pq ele conhece o segredo, o segredo de que todos nós estamos atrás e que é justamente o que lhe racha e escancara a cabeça, e se ele enlouquecer, não liguem, a culpa não é de vcs, é de Deus.
Eles discordaram; disseram que eu não conhecia Dean de verdade; falaram que ele era o maior patife que jamais pisara na face da Terra e que algum dia, para meu arrependimento, eu descobriria isso. [Sal nunca se arrependeu..."eu penso em Dean Moriarty."] Era engraçado ouvi-los protestar tanto. Roy Johnson levantou-se e saiu em defesa das senhoras do grupo, disse que conhecia Dean melhor do que qualquer um e que ele simplesmente não passava de um VIGARISTA FASCINANTE E ATÉ ENGRAÇADO. Caí fora para encontrar Dean e conversamos ligeiramente sobre o incidente.
"Ah, homem, não liga não, tudo está perfeito, tá tudo ótimo."
Ele esfregou a barriga e lambeu os beiços.
[Trecho de "On the Road", Jack Kerouac]
Dean Moriarty!!!!!! - sou da opinião de Sal.
GERAÇÃO BEAT (pq será que eu gosto tanto?):
Estar em movimento. Eis o principal objetivo da Geração Beat, grupo de jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 50, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram, regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada, fazer sua própria revolução cultural através da literatura.
“A literatura dos Beats é sobre o laço de amizade entre homens, sobre a afetuosidade entre eles, sobre a tristeza da descoberta de que o amor e a paixão fenecem. Todo o resto – o zelo pela religião oriental, o flerte com o Existencialismo, a fascinação pelos sonhos, o radicalismo político, a paixão pelas drogas, a liberdade sexual – era meramente decoração de uma complexa rede de relacionamentos pessoais”.
Eric Homberger {crítico americano que desconheço mas adorei a crítica}.
Bom, vou esperar pra assistir o que vai sair disso aí :P
;*
Vício musical da semana: Cazuza :)

Ah, postei a foto do filme, personificou legal, filme do caralho, jah assisti umas 8764629626 vezes, assisti ontem de novo :)
[Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro!
A tua piscina tá cheia de ratos...
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára!
Eu vejo o futuro repetir o passado,
Eu vejo um museu de grandes novidades!
O tempo não pára!!!
Não pára, não, não pára....................
Não pára não, não pára!]
Genious.
[Or Genius LOL, but i still prefer the British Education System! :) And to avoid any discussion...it's not like "Only geniouses spell genious the correct way" hehehe, i just like GENIOUS hell! I don't give a damn if the whole world (i mean american way of the thing) spelt genius!]
:)
=*

segunda-feira, 9 de julho de 2007

GRITO!


Gostaria de poder expressar em palavras,
Mas elas diminuem, cansam, arruínam e afligem
[Contestam-se ralas...]

Achar que o silêncio incomoda,
Mas por vezes ele hospeda
[na carência de gestos; apesar de verdadeiros, intrínsecos!]

E se a expressão é incapaz e frustrada,
Nem sei ao menos se tento propagar
O que quero dizer e não alcanço...

O que eu quero dizer,
Eu não preciso proferir nem afirmar.
Meu silêncio impõe e faz verdade.

E é assim [e só assim que VOCÊ talvez compreenda]
Que minha falta de afirmações se averiguam em si,
Por serem exatas e convenientes,
Que VOCÊ independe de condições, de fugas, de confusões, de mágoas, de adulações, de decepções, de absolvições.
Absoluto, norma e princípio.
[INCONDICIONAL!]


;*

quinta-feira, 5 de julho de 2007

["O que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida." - Wilde]



DIÁLOGO

"-Você não compreende, não consegue compreender.

No meio do rio, eu via a pedra. A única naquela extensão azul de água, o pico negro erguido em inesperada fragilidade na solidão. Eu não tinha instrumentos para caminhar até ela, a pedra, tomá-la nos braços, por um instante debruçar minha ternura sobre seu isolamento num absurdo desejo de que em sua insensibilidade de coisa ela se fizesse sensível e, assim, suavizada, contivesse o desespero amparando-se em mim. Por que ela se perdia assim e assim se assumia e se cumpria em pedra, dona de si mesma, dispensando qualquer afeto, qualquer comunicação? Ela se bastava. Parecia já ter ido além da própria estrutura num lento inventariar do mundo ao redor, como se seu pico tivesse olhos e esses olhos projetassem indagações em torno, avançando nas descobertas, constatações, se fazendo certeza. E como se seu isolamento fosse deliberado, como se já não acreditasse em mais nada e tivesse escolhido o amparo apenas das águas, a precária proteção do azul – como se tivesse escolhido o vento, a erosão, os vermes, os musgos que a roíam devagar. Assim, da mesma forma como outros escolhem o apoio das pessoas ou a nudez do campo, ela escolhera o desafio da entrega. O despojamento de ser, insolucionada e completa em suas fronteiras: pedra porque pedra fora, era e seria num sempre que a sustentava, frágil e absoluta.

-Veja, os meus cabelos estão molhados, caminhei horas pela chuva querendo e não querendo procurar você.

Frágil e absoluta em sua carnação de mineral, as raízes, se as tivesse, encravadas no fundo do rio. A sua base por onde escorregam peixes, cobras, onde a lama se acumulava lenta tentando cobri-la por completo. Ondas frágeis de rio e, atrás, a ilha espalhada em verde contra o céu quase negro do entardecer. O sol além do rio, e o céu quase todo desfeito em cores que em breve afundariam no escuro. As cores morreriam, o claro se faria treva e a pedra mergulharia em sombras, impressentida – quem veria jamais uma pedra emergindo do negro que cobriria o rio? E renasceria depois. Em cada amanhecer, renovada e sempre a mesma, endurecida em sua natureza. A pedra. Porque me doía e me pesava por dentro, como se eu jamais conseguisse atingi-la? Ah meus gestos incompletos, meus olhos que não ultrapassavam o que viam – e ela me encarava alheia ao meu espanto, inatingível quem sabe para sempre. E não seria apenas uma forma, uma silhueta de coisas nascendo da água, projetada contra o espaço, cercada de vazio, uma pedra? Que espécie de dureza havia nela, negando a penetração? A compreensão mesma de sua incompreensão – por que se fechava tanto, e tanto se esquivava, e sem se esquivar nem fechar, feita em si – apenas uma pedra?

- Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento. Mas não em você, se sempre foram de ternura nossos encontros e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos reconhecíamos precários, carentes, incompletos. Meras tentativas, nós. Mas doces. Por que então assim tão de repente e duro, por que?

Uma pedra. Igual a si mesma, como só o são as naturezas inertes. As pessoas escorregam e, se num momento foram, no seguinte já não mais o são; a possibilidade de ser se reduz, contrai, escapa, ou num repente aumenta para explodir, inesperada. As coisas se afirmam nelas mesmas em cada segundo de cada minuto. E em cada segundo futuro, serão ainda elas mesmas, sem se acrescentarem ou diminuírem. Para sempre, uma pedra será uma pedra. E por que então, enfim, essa palidez minha? Por que a encarava e pensava, e a constatava em sua permanência despida de mistérios e, no entanto, hesitava? Deveria compreendê-la no passar de olhos e ir adiante sem esperar. Contudo, esperava. De uma pedra – o quê? Se me machucava por dentro e quase tombava, meio aniquilado, impossível prosseguir. Derramar de ternura do vazio de minhas mãos, meus olhos quase verdes de tanto amor recusado, emoções informuladas pelo silêncio de noturna precisão – tudo convergindo para a pedra. Uma fatalidade, o inumano atingir o humano assim, de brusco? A nudez de meus pés devassava o frio. O vidro do rio, a lâmina do vento, a morte do sol. E a pedra. Inatingível.

- Compreenda, eu só preciso falar com você. Não importam as palavras, os gestos, não importa mesmo se você continua a fugir e se empareda assim, se olha para longe e não me ouve nem vê ou sente. Eu só quero falar com você, escute.

Inatingível. Escorregava em torno dela, percorrendo consciente uma trajetória de impossível. Em torno da pedra um círculo de repulsão que me jogava longe no momento da aproximação de seu centro. Cansaço pesando em mim, baixei a cabeça. As minhas mãos perdidas sobre a areia suja da beira do rio, as minhas mãos tremiam de fadiga. Círculos dourados percorriam o espaço, penetravam concêntrico em minhas órbitas, os círculos nascidos em torno da pedra. Pelos descaminhos, meu rumo se perdia, eu tornava a buscar, recomeçava – e novamente errava, e novamente insistia, túrgido de ternura, me encarei. E baixei a cabeça com vergonha. A pedra prescindia de mim. Eu, que me projetava num tempo desconhecido, prescindir de tudo e, impotente, me projetava na pedra, lúcido de que não seria jamais o que ela estava sendo. Eu que não conseguia alcançar o que ela alcançara e para sempre me perderei entre as pessoas, vagando sem encontrar, sem saber sequer o que busco, o que buscarei. A pedra me agredindo com seu ser completo.

- É esse gelo por dentro que eu não consigo entender. Você se doou tanto quando eu não pedia, e no momento em que pela primeira vez pedi, você negou, você fugiu. É esse seu bloqueio de aço encouraçando o silêncio, eu não consigo entender.

Completo. Seria possível o absoluto em algo ou alguém às vésperas da destruição? Eu não sabia nem sei, ainda. Escurecia cada vez mais, a silhueta da pedra já se dissolvera talvez na noite, mas a sua imagem permanecia em minhas retinas. E no escuro, ela deixaria de ser? No escuro as coisas esquecem de si mesmas para se tornarem apenas coisas, desligadas de qualquer suspeita que se possa ter sobre elas? A imobilidade do rio com suas ondas fracas, feito um reafirmar da inércia. E eu. Que era eu naquele momento exato, jogado na areia, cheio de movimentos subterrâneos? Que era eu, com o incompleto de minhas tentativas que não se cumpriam, e permaneciam vagando num ritmo de espanto? O rio era o rio, o céu era céu, a areia era a areia, mas a pedra recusara meu pensamento e se fizera unicamente em pedra. E eu que escorregava, me perdendo em corredores de luz filtrada, pelas varandas entrecobertas de samambaias, por solares arquitetados sobre pântanos, pelos pântanos mesmo de água pútrida e serpentes entrelaçadas em tronco de árvores viscosas – eu que me reconhecia ao longe e não ia além do gesto para me conhecer. Mas se o rio tinha peixes e lama e musgo no fundo, e tinha mistérios; e se o céu estava repleto de mundos formando o cosmos e o desconhecido infinito das galáxias e tinha mistérios; se a areia onde haviam restado detritos e sulcos, onde vicejava uma grama rala, tinha também seus mistérios. Somente a pedra, até o fundo de si pedra, das nascentes ao topo, nada escondendo além de seu ser.

- Seria isso, então? Você só consegue dar quando não é solicitado, e quando pedem você foge em desespero. Como se tivesse medo de ficar mais pobre, medo de que se alcance seu centro e nesse centro exista alguma coisa que você não quer mostrar nem dar nem dividir. Contido, dissimulado, você esconde essa coisa, será assim?

Ser. Já nada mais restava. Apenas a noite e, dentro dela o meu silêncio de incompreensão. Meus passos afundavam na areia deixando uma esteira de poças que conteriam as estrelas, não fosse o imenso escuro de tudo. Cada vez mais lento eu caminhava. Para longe do rio. Para longe da pedra. Para longe do medo. Para longe de mim."

...

Caio Fernando Abreu.

Me choca muito. Magnifique!
Uma das coisas patéticas que escrevi dia desses e que por algum motivo sempre me faz rir.

[Qualquer semelhança com Caio Fernando Abreu ou Clarice Lispector não é mera coincidência].



E quantos enganos ainda cabem na minha mão?


Ah se eu pudesse adivinhar para fugir deles!
Cada um deles me mata um pouco.
A falta deles também me mata.
Eu só queria um acerto, jogar os dardos e assim, na velocidade da luz, acerto o centro.
O CENTRO.
O centro externo que vai me levar pro centro perdido de mim.
O centro que eu perdi em algum lugar no meio do caminho e que nunca mais achei.
Tão cansada, tão exausta, tantos enganos, tantos fracassos.
Tão dependente. Deprimente.
Eu queria uma mão estendida, uma mão que eu conseguisse alcançar.
As mãos que se estendem eu não quero tocar.
Me afogar na mão estendida desejada, deitar no colo e pelo resto da vida, ter.
Hoje morri mais um pouco. Ou morri muito, Acho que não consigo ressucitar.

Ressucitar o que?
Morrer de que?
Viver pra que?

As exceções...o pôr do sol, a estrela cadente, o beijo terno, profundo – afagos.
Frações de segundos efêmeros que duram pra sempre, mas acabam no momento em que viram as costas.
São tão raros esses momentos, apesar de sempre estarem ali, acontecendo. Não pra mim, mas pra quem enxerga.
Eu não enxergo, hoje não enxergo nada.
Enxergo o meu fracasso, a minha insignificância, a minha derrota – mais uma.
Quantas ainda vou colecionar? A cabeça explode.
Chão, miséria, carne seca, boneca de madeira – dura como pedra, mas com um sopro de vida.
Maldito sopro.
De tudo ou nada – sem sopros.
Quero tudo ou não quero nada.
Não quero sopros, gotas de esperança que nunca caem. Ficam condensadas nas nuvens carregadas do céu – esperando pra cair em quem acredita nelas.
Eu não acredito, hoje não.
Mas por favor, gota de esperança, cai na minha testa, como quem consegue um milagre, um milagre para o mais desacreditado dos seres.
Me dê um sopro de vida que me faça ressucitar – da minha amargura, amarga e podre.


=P

CINEFILIA.
Pronto, já mandei tudo pra cá, não era muita coisa hehehehe.
Agora posso escrever sem ter que colocar "entre aspas".
Bom, digo posso, pq tenho certeza que isso vai continuar acontecendo.
E hoje o assunto é cinefilia.
Engraçado, eu sempre tive um preconceito com aquele filme "Moulin Rouge", talvez por ser um musical, não sou muito chegada em musicais, mas tenho que admitir...eu realmente adorei o filme e chorei que nem uma idiota do começo ao fim, eu ando estranha...HAHAHAHAHA.
"Christian: [voiceover and typing] Days turned into weeks, weeks turned into months. And then, one not-so-very special day, I went to my typewriter, I sat down, and I wrote our story. A story about a time, a story about a place, a story about the people. But above all things, a story about love. A love that will live forever. The End.
Christian: [voiceover, singing] The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return."
Caramba, sensacional.

"ME AND MY BITCH
BEST FRIENDS FOREVER!!!
*LIVE FREE OR DIE*"
"Mas o que realmente importa é......o sol, o vento, a estrada queimando, o horizonte lindo, a incerteza do destino que a gente AMA TANTO, o estéreo do carro chiando, os metal hairs, os cigarros, as músicas, as fossas amorosas, as mudanças de plano, os amigos que a gente vai encontrar, os amigos que a gente ainda vai fazer, os amigos que a gente vai ter que deixar, as lágrimas, as saudades, as risadas, as fofocas, a vontade de nunca mais voltar pra casa, os surtos e as tatuagens, as paisagens, a Europa e Londres, o Grand Canyon que um dia vai chegar, o silêncio, as noites, o barulho, as tequilas, os bares, as cidades passando, os cowboys gostosões pedindo carona, as bitcherys, os carros, os caminhoneiros, as brigas, as reconciliações, as pizzas, os McDonalds, as coca-colas, os vídeos, os novos destinos, os destinos re-visitados, as coisas que a gente planeja, as coisas que a gente faz sem pensar, os shows, o dinheiro que acaba, as roupas e as botas texanas, as pessoas que vão entrar na nossa vida, as pessoas que vão sentir saudades de nós, as pessoas que vão entrar no nosso carro, e que depois vão sair...O que realmente importa é que a gente vai continuar... sempre.
[ cause I love my bitch and we got a tattoo to prove that we LIVE it. ]
Thelma & Thelma
Texto by Iroka, my fuckin' best friend, my dear bitch, and we're gonna LIVE it...FOREVER!

"SONHOS LÚCIDOS
Bom, tempãoo que eu não atualizo aqui...Mas não consigo realmente achar um assunto do qual eu queira comentar...Mas tem uma coisa que anda me intrigando esses últimos tempos...
Um amigo me disse que é possível saber que está sonhando..e mais! que é possível controlar seus sonhos!E mais! Que existe uma lei na magia que diz que o que está em cima, está embaixo.Logo, se vc controla seus sonhos, estará controlando a sua vida...e isso seria demais! hahahaha
Bom, eu adoro esses assuntos e fiquei muito intrigada mesmo porque eu nunca soube que estava sonhando, digo pra mim naquele momento era como se akela fosse realmente a minha realidade...
Comecei a fazer uma pesquisa e descobri que 44% das pessoas tem sonhos conscientes, ou seja, sabem que estão sonhando...
Meu amigo me ensinou um exercício...ele disse que se vc ficar o dia inteiro pensando se está acordada oo se está sonhando...em algum momento vc vai pensar isso no seu sonho e vai saber que está sonhando...Estou fazendo esse exercício há dias..e nada! Posso dizer que desde então meus sonhos ficaram muito mais reais...acho que justamente pra eu não conseguir identificar..sei lá...
Um outro amigo meu conseguiu saber que tava sonhando...Mas dizem que controlar os sonhos já é um passo muito mais além...que exige anos de prática e concentração e do jeito que eu sou impaciente provavelmente não conseguirei...mas pelo menos saber que eu estou sonhando eu tenho que conseguir...
Me indicaram os livros do castañeda...preciso achá-los, mas aki no sertão onde me encontro tá difícil! HUHAUHA
=* Good Dreams"

"BOTAS QUE NÃO CABEM...
Você precisa comprar um par de sapatos para combinar com aquela roupa incrível que você comprou e que vai usar naqula balada foda que vai ter no final de semana. Você tá passeando no shopping quando vê aquela bota perfeita que você nunca imaginou que pudesse existir..entra na loja e a vendedora vai buscar a tal bota. A bota é de fato maravilhosa, mas há um pequeno problema: o único par é um número abaixo do seu tamanho. A vendedora te convence que se colocar numa forma e você usar com uma meia fina vai ficar perfeita.
Você volta no dia seguinte, experimenta as botas pela 6575658 vez e acha que elas parecem ótimas. Você quer se convencer de que elas estão ótimas. Sabendo muito bem o perigo de usar botas um número menor, você pega seu cartão de crédito e gasta R$ 480, 00 num par de botas que pode muito bem deixar você mancando. Botas que podem acabr juntando poeira no fundo do armário.
Hahahha...mulheres...e suas necessidades compulsivas de fazer coisas que sabem que não devem...temos que saber reconhecer o que e possível e o que não é. Temos que ver e aceitar as coisas e as pessoas como elas são...não podemos consertar as coisas, nem mudar as pessoas ou fazer de uma coisa o que ela não é. Sempre queremos determinar que as coisas aconteçam do jeito como queremos e acabamos por nos prejudicar quando não conseguimos usar o bom senso e ignoramos nossa intuição profunda.
Temos que desenvolver o equilíbrio, saber quando, o que e como fazer em cada situação. É preciso limitar os pares de sapato que compra e não pode usar. Nosso pés agradeceriam!
Porém...nunca esqueceremos daquele lindo par de sapatos que não cabia nos nossos pés mas que insistimso em comprar. Carregamos em nossos corações e mentes a dor que ele nos causou - dor nos pés e dor na alma por causa da bobagem que fizemos. Nós nos acusamos tantas vezes por causa das bobagens que fizemos, que acabamos nos convencendo de que somos umas imbecis incompetentes e nos sentimos absolutamente desvalorizadas. Essa desvalorização aparece em frases como "Bom, acho que cheguei na hora errada." "Não, está certo, pode passar na frente. Eu espero."
As mulheres naõ são ensinadas a pedir o que querem. De um modo geral não queremos incomodar os outros. Nã achamos que o que desejamos é importante. Muito raramente esperamos conseguir as coisas que pedimos. Chegamos a acreditar que pedimos demais, ou que realmente não podemos ter mais do que já temos. Pois é...
Mas a vida nos dá exatamente aquilo que esperamos...se esperarmos ter migalhas, será exatamente isso que vamos conseguir na vida. Devemos expandir nossas expectativas de vida e a expansão não ocorre do dia pra noite, é preciso ter paciência.
A vida vai nos dar o que estamos prontos para receber, o que concordamos em receber.
O par de botas foi só um exemplo. Um exemplo da nossa teimosia em insistir em coisas que não devemos. E claro, a noite teria sido bem melhor se não tivéssemos insistido em ir com aquela bota idiota HAHHAHA
Dream big...live the life!...e vamos parar de perder tempo com o inútil..."

Eu realmente não consegui logar no meu ex-blog, talvez por falta de uso eheheh, então tive que fazer esse novo...mas vou postar as coisas antigas, que não eram muitas, enfim...

"Fiz um blog com o intuito não só de desabafo (algo como "oi meu querido diário" hahaha) mas também de expor algumas idéias, pesquisas e debater alguns assuntos, já que o fotolog não estava mais servindo pra isso, porque querendo ou não, a única coisa que a grande maioria das pessoas vê é apenas uma fotografia, mas bem, por isso o nome FOTOlog =P

"Die Today. Live Forever!" Essa é uma das melhores frases que eu já li na minha vida inteira. Quer dizer morra hoje, dê o seu melhor o seu máximo, morra todos os dias. Bom, como eu sempre quis morrer jovem, minha vida está sempre à beira de um abismo, mas acho que você não precisa ir tão longe rs...

Vou terminar a apresentação com a frase de "alguém" que gosto muito...

"Neste mundo há somente duas tragédias. Uma é não conseguir o que se quer, a outra é conseguí-lo."

[Oscar Wilde]
 
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