domingo, 2 de dezembro de 2007

A monografia.

Marcam a apresentação para as 8 e meia da manhã, mas você só começa a falar meio dia. Você se empenha meses e isto se torna a sua vida e quando você chega lá para expor o seu filho eles te falam que está tudo atrasado e que você só tem cinco minutos.
Como expor o trabalho da sua vida em cinco minutos? E ainda por cima, eles se apegam no ponto que tem menos importância entre todos, no ponto mais lógico, no ponto menos subjetivo. E toda a minha reflexão? A minha reflexão sobre as atitudes sociais, individuais, o justo e o injusto? Provavelmente ninguém da banca leu.
Enfim, me formei.
O mais engraçado é observar o quanto as monografias dizem sobre as pessoas, fascinante. Uma colega por exemplo, um doce, um doce mesmo de pessoa fez sobre adoção, refletindo a bondade, a caridade, o caráter e tudo mais que ela leva consigo. Minha outra amiga, forte, crítica fez sobre o Tribunal do Júri e assim por diante.
Eu me sinto até constrangida quando as pessoas pedem pra ler meu trabalho...sou eu, ali, escrita, inteira. Toda a minha apologia ao individualismo e a inconformação com a injustiça...e o que mais escuto daqueles que me conhecem bem é: - Pense mais em você, você pensa demais nos outros. Pare de querer ser a mãe de todos.
Talvez essa seja minha forma de pensar em mim mesma. Se puder melhorar a vida de alguém em 0,1%, a minha já melhora 500%. Dentro dos meus limites é claro, não sou Jesus Nazareno.
É, acabou mais uma etapa.
Que curso prestarei ano que vem? Quero tantos, que não sei por qual começo.
 
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