sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Serendipity.



Serendipismo é arte de fazer descobertas felizes ao acaso.




"Serendipidade (ainda um neologismo pois não consta nos dicionários) tem origem na palavra inglesa serendipity, por vezes também traduzida como serendipitia, significa: a característica de se descobrir por acidente algo bom ou valioso enquanto se tenta descobrir outra coisa.


Considerada como uma forma especial de criatividade ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta. Aplica-se a descobertas “casuais” como a eletricidade animal (Galvani), a pilha elétrica (Volta)...


Muitas outras coisas com as quais convivemos diariamente são resultados da serendipidade: o tubo de raios catódicos não foi inventado para ser “tubo de imagem de televisão”. A linha telefônica não foi inventada para transmitir informações de computador. O próprio computador não foi inventado para ser uma usado da forma tão banalizada como é usado hoje em dia."


Fonte: Wikipédia



"A palavra serendipismo tem sua origem relacionada à estória do livro entitulado “Os Três Príncipes de Serendip”, publicado em Veneza, 1557, por Michele Tramezzino. Comenta-se que Tramezzino referenciou Serendip no título do livro porque a ilha transmitia uma sensação um tanto exótica em 1555, época em que o livro havia sido elaborado.
A estória narrada no livro remonta à tempos antigos onde havia um reino no extremo oriente governado pelo rei Giaffer, que tinha três filhos. Sendo o rei um bom pai e tendo preocupação com a educação deles, então o rei decidiu que era preciso dotar seus filhos não apenas de grande poder, mas também de todos os tipos de virtudes que um príncipe pudesse precisar. Assim, o rei viajou por toda a ilha em busca dos melhores tutores, sendo cada um deles especializado em um campo distinto bem como confiou a eles o treinamento de seus filhos.


Como os filhos do rei eram dotados de grande inteligência, logo se tornaram altamente treinados em artes e ciências. Quando o rei foi informado disto, ele reagiu com certo ceticismo e convocou seu filho mais velho a assumir o reino, anunciando que iria se aposentar. Seu filho mais velho, então, recusou-se a assumir o reino e disse que seu pai era mais sábio e deveria governar até a morte. O mesmo ocorreu com os outros dois filhos quando foram chamados pelo rei.


Embora o rei tivesse ficado surpreendido pela sabedoria apresentada por seus filhos, ele decidiu enviá-los numa longa jornada para que pudessem adquirir experiência empírica.


Os três príncipes saíram, então, de Serendip e seguiram a caminho do reino de um poderoso imperador chamado Beramo. Durante sua estada nesse reino, diversas ocorrências são elucidadas pelos três príncipes, impressionando o imperador Beramo pela sagacidade deles.


Assim, Beramo os convida a permanecer em seu reino. Durante esse período, os três príncipes recebem várias tarefas do imperador, sendo todas elas cumpridas. Todavia, enquanto os príncipes estiveram ausentes do reino na execução de uma tarefa, Beramo passa por um sofrimento por causa de uma paixão. Isto é narrado no livro através de 7 poemas e ao final os três príncipes com sabedoria ajudam o imperador a superar o sofrimento. Depois disso, eles retornam a Serendip e a estória termina com os três príncipes tornando-se em sábios governantes.


Em função dessa estória, Horace Walpole (1717-97), filho do primeiro ministro Robert Walpole, antiquário e autor do romance gótico “The Castle of Otranto” (Londres, 1765), usou a palavra `serendipity’ em uma de suas correspondências para o enviado do rei George II (Florença). Pode-se dizer que este foi o primeiro registro encontrado da palavra e esta correspondência juntamente a outras encontram-se contidas nos 31 volumes de correspondências de Horace Walpole (New Haven, 1937), editado por Wilmarth Sheldon Lewis.


O interessante nessa estória é que, enquanto os três príncipes viajavam, eles estavam sempre fazendo descobertas por acidente bem como por sagacidade de coisas que não estavam sendo buscadas. A sagacidade acidental das descobertas dos três príncipes é o principal aspecto caracterizando o serendipismo."


Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/013/13mendes.htm



E eis que através de um filme que vi por acaso há algum tempo atrás [ "Serendipity" ou "Escrito nas Estrelas" ] me deparei com a palavra. Outro dia por acaso, estava na casa da Thais, ela foi dormir, eu estava sem sono e fui assistir um DVD...estava escolhendo qual iria assistir, quando me deparei com o mesmo filme...que aliás eu queria há séculos. Perguntei pro Arnaldo (pai da Thais) se ele podia copiar pra mim...ele disse:
-Não gosto desse tipo de filme, pode levar pra você.

:D


Hoje, coloquei "Asas do Desejo" pra assistir com minha mãe, mas ela detestou desde o começo e pediu um romance água com açúcar. Coloquei "Serendipity" pra assistirmos.


E desde então compreendi...

Who Am I?

..."Serendipity".

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Essas adaptações...

Eu já dei um jeitinho de encomendar o meu DVD pirata de "Onde andará Dulce Veiga" [ por 8 reais!!! ], porque eu li uma coisa e não estou gostando...

Eis o que li:

"Onde Andará Dulce Veiga? baseia-se no livro de Caio Fernando Abreu sobre um aspirante a escritor, transformado em repórter, que investiga o desaparecimento de uma famosa cantora dos anos 60. Dulce Veiga era uma estrela. Um dia, em pleno SET DE FILMAGEM (???), ela deveria entrar por uma porta do cenário, mas a porta permaneceu fechada. Dulce sumiu. Virou mito e, agora, o repórter descobre que a vocalista de uma nova banda, Vaginas Dentadas, é sua filha. Por meio dela, ele ingressa num mundo de criação, mas também de vício e perversão, com homossexualismo masculino e feminino drogas, etc. O herói APAIXONA-SE PELA GAROTA, mas ela, além de lésbica, TENTA CONVENCÊ-LO DE QUE É GAY ENRUSTIDO. E, a todas estas, Dulce pode estar viva - na AMAZÔNIA(?????)."

A fonte é o site do Estadão bixo!

Mas que porra é essa? Dulce Veiga não era atriz, era cantora...ela sumiu no dia da estréia do show e não do set de filmagens!!! Cainho não se apaixona pela filha bizarra da Dulce Veiga e ela nunca tentou convencer ele de que ele era gay enrustido, ele era ASSUMIDAMENTE bissexual! E apaixonado por PEDRO! E de onde tiraram a porra da Amazônia, pelo que eu me lembre não tem porra de Amazônia nenhuma, vou até ler de novo pra ter certeza ABSOLUTA, porque a quase absoluta eu já tenho.

SÓ POR DEUSSSS!

Se mudaram uma vírgula do livro do Cainho, eu vou dar a cria. ODEIOOOOO ISSO!

AI QUE RAIVA ARGH! É por isso que eu tenho medo do que vai sair da adaptação de "On the Road"...Gez, q medo! Se bem que no Walter Salles eu até que "confio"...bem "naquelas".

;*



Hasta la victoria, siempre!


Apesar de ser hoje em dia uma rendida ao capitalismo, mais no sentido do liberalismo econômico da coisa etc etc, eu amo esse cara, sempre amei, sempre vou amar.

Nunca jamás terei vergonha de usar minha camiseta capitalista UHAUHAHUUAH vermelha de dez anos atrás mais desbotada do que eu, com a cara dele estampada.

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera."

;(

"Somos muito poucos para nos dividir. Tudo nos une, nada nos separa." [ É, assisti de novo pela 645373957464 vez, eita maniazinha de rever os filmes, reler os livros! ]

Sinto até uma ponta de inveja salubre pelo idealismo revolucionário de todo e qualquer marxista, afinal de contas, sou uma rendida, talvez por ter deixado de acreditar na beleza da revolução nos dias de hoje, talvez por não saber viver sem determinadas coisas que só o capitalismo pode me dar. Talvez porque eu nunca fui, nem nunca serei de forma alguma algo equiparável a uma revolucionária true. E assim me escondo no meu altruísmo egoísta e pequeno.

Mas aceito minha condição e sigo admirando, somente.

Cada um carrega o peso que aguenta não é mesmo? Estou longe de Che que pagou com a vida um ideal belíssimo, estou longe de Gez que carregou todas as tragédias de ontem, hoje e sempre nas costas.

Faço o que posso, o que aguento - ou não.

Mas já comecei a divagar de novo, NÃO! Estou muito bem sem isso há semanas, obrigado.

Só vim aqui dizer que "Fuser" é muito lindo.

;*


Eriberto Leão e Jim Morrison.

O Eriberto, na entrevista de ontem no Programa "Sem Censura" que passa na TVE, disse, dentre outras coisas do seu projeto sobre desmascarar a verdadeira história do Jim.

Como todos sabemos, Jim, cansado da vida dopante das drogas, abandonou o The Doors, Los Angeles e se mandou pra Paris pra se dedicar à escrita de roteiros de cinema, curso no qual ele se formou, sem nunca, portanto, ter abandonado o alcolismo.
O que Eriberto acrescentou é que depois de inúmeras pesquisas, o que ocorreu foi o seguinte: A Pam era viciadona em heroína e Jim saiu pra comprar pra ela, teve uma recaída, se entupiu de cocaína e bebida e seus amigos se cagaram de medo de levar ele pro hospital e ele morreu.

The End.

O triste é que as pessoas se espelham no que ele mesmo abominou no fim de sua vida. Pois é, até Jim Morrison se ligou que essa vida NÃO DAVA! E tentou fugir dela...pena que não conseguiu. E todo mundo que me conhece sabe que eu não consigo escutar mais do que três músicas seguidas do The Doors que eu durmo, mas não é que eu não goste, isoladamente eu gosto, eu só não aguento escutar demais, é viagem demais que me causa sonolência. Mas do Jim, em especial, pessoa, eu sempre gostei. Quanto às especulações sobre a morte dele...whatever...o que importa é que o cara tentou sair, tentou evoluir, sair da merda, pelo menos ele tentou e se fudeu na recaída. É nisso que as pessoas deviam se espelhar...se não fosse a recaída, ele poderia estar aqui até hoje e ter nos dado mais 6556659256 presentes.
Só uma curiosidade: "On the Road" de Jack Kerouac influenciou várias celebridades. Reza a lenda que Jim Morrison fundou o The Doors após essa leitura.

"If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is, infinite."

[William Blake, "The Marriage of Heaven and Hell" (L)].

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terça-feira, 25 de setembro de 2007


Eriberto Leão.


Confesso que sempre paguei um pau pra esse cara. Porém tinha um preconceito horroroso pelo fato da tiazinha ser o amor da vida dele HAUAHAUAHAAU.


Mas nossa, hoje ele tava dando uma entrevista na TV...aí minha mãe me chamou pra ver..ela disse:

-Filha vem ver isso, esse cara parece você falando...


HAUAHAUAHAAU e não é que parecia mesmo...nossa virei fã...não por ele falar como eu, ele é 643283482658 mais inteligente e culto do que eu [eu sou uma formiga], mas temos idéias muito parecidas mesmo e gostos também.


Aí fui fuçar na vida do cara no Google...e me deparo com a informação de que ele fez o papel de Caio Fernando Abreu no longa de "Onde andará Dulce Veiga?"..pirei! HAHAHAHHAH


Pirei mais ainda por saber que até dia 4 de outubro o filme tá lotando as salas do Leblon 1....poxa, alguém me leva pro Rio pra assistir? :S

Agora sou fã mesmo, casava.

;*

domingo, 23 de setembro de 2007

'90s

Putz, os anos 90 tem umas coisas sensacionais hahahaha, meu amigo Dalton tirou uma hoje do fundo do baú, surtei UHAHUAUHAUHAUHA :)

Jesus Jones, "Right Here, Right Now"

Right here, Right now

A woman on the radio talked about revolution
when it's already passed her by
Bob Dylan didn't have this to sing about you
you know it feels good to be alive

I was alive and I waited, waited
I was alive and I waited for this
Right here, right now
there is no other place I want to be
Right here, right now
watching the world wake up from history

I saw the decade in, when it seemed
the world could change at the blink of an eye
And if anything
then there's your sign... of the times

I was alive and I waited, waited
I was alive and I waited for this
Right here, right now

I was alive and I waited, waited
I was alive and I waited for this
Right here, right now
there is no other place I want to be
Right here, right now
watching the world wake up from history

Right here, right now
there is no other place I want to be
Right here, right now
watching the world wake up from history

Right here, right now
there is no other place I want to be
Right here, right now
watching the world wake up...

http://www.youtube.com/watch?v=QtYBQXIeLRw

;*

sábado, 22 de setembro de 2007

Sobre ontem...

"...sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava."

[Charles Bukowski]

***

Sobre ontem, hoje e sempre...

"(...) e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os loucos pela vida, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artífico explodindo como constelações em cujo centro fervilhante- pop!- pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos "aaaaaaaaah!".

[Jack Kerouac - On the Road :)]


Bacana mesmo é loucura in natura.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007



Do you want more of the same?
Or are you ready to create a memorable future?

Happiness..

Li em algum lugar que para medir sua felicidade, vc deve despejar todas as suas mentiras, jogá-las fora e então o que sobrar é a sua felicidade.

Há um tempo atrás postei aqui algo sobre verdades e mentiras.

Continuo achando a mentira extremamente essencial...mas talvez de uma forma diferente. Como forma de aprendizado, a mentira é necessária.

Eu, através de um acontecimento, resolvi vomitar toda a verdade e parei de mentir.

Veja bem, eu não precisei contar a verdade, eu escolhi contar.

Mentir me fazia mal, sério, me fazia tão infeliz...eu acho que toda a minha infelicidade vinha das minhas mentiras.
Me sinto tão aliviada agora, falando a verdade, por pior que ela seja...estou feliz.
Depois que eu parei de mentir e contei a verdade a minha vida se transformou completamente. E tudo começou a fluir...

A mentira te prende...é inimiga da liberdade, mas eu não via dessa forma...achava que poderia mentir a vontade a fim de fazer tudo que eu tinha vontade e então tinha uma liberdade ilusória. Achava que os fins sempre justificavam os meios...no caso das minhas mentiras. Eu não percebia o quanto as mentiras me prendiam.

Hoje percebo.

Existe uma grande diferença entre uma mentira e uma omissão.
Acho que tem coisas sobre você que você não é obrigado a contar à ninguém, apenas não abra a maldita boca. Mas mentir é diferente...mentir envolve outros, muitas vezes e na grande maioria das vezes você mente pra pessoas que você gosta ou ama...muitas vezes com o fim de preservar...mas se algo precisa ser preservado através de uma mentira, então não vale a pena, não existe. Preservar um bom relacionamento familiar, com amigos, amoroso, qualquer tipo, através de uma mentira é ilusão. É sinal que tem algo errado. E então você tenta encobrir o erro e por mais que suas intenções sejam as melhores, é um engano - são as tais mentiras sinceras [cheias de boas intenções], mas que eu não quero mais contar. Talvez eu não queira nem escutá-las mais, apesar de que ainda tenho algo de sentimentalista mongolóide e ainda consigo achar beleza nas mentiras sinceras que os outros me contam...a fim de me preservar. Mas eu não quero mais ser preservada, de nada.

Eu adoro o sofrimento...ele é extremamente útil e é o lado oposto da mesma moeda da felicidade. Tudo que te faz feliz pode te fazer sofrer também e vice-versa.

Eu tive a sorte de ter sido perdoada pelas minhas mentiras.

E não quero mentir nunca mais...é um peso desgraçado que eu nunca mais quero carregar comigo.

É muito bom falar a verdade, quem mente não faz idéia. Eu não fazia idéia.


É a tal história...

Porque destuir...se você pode construir?

E NADA...NADA pode ser construído sob o pilar da mentira.

...Um dia a casa cai!

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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...GENIAL!
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007



...


Eu nunca vi situação igual mais caótica...antigamente eram casos isolados e uma vez a morte até bateu na porta com um amigo morto por ela...eu sei que vidas vão ter que ser tomadas para que outros possam sobreviver...eu tento, eu tento não me envolver emocionalmente com isso...mas eu não consigo!

Essa merda tá mais pop que a Britney Spears! Aonde quer que você vá, é só o que você vê! E as tragédias já começaram a acontecer...tem gente roubando, sendo presa, prestando serviços...sanções em geral..geral perdendo amigos, vida, tudo, sei de gente que tá até matando porque já chegou no fundo do poço do crack (tks God não é amigo meu!)

Mas eu quero mesmo ver quando a morte começar a bater na porta...me arrepia só de pensar...nos enforcamentos, nos tiros, nas overdoses...pessoas lindas, jovens, cheias de potencial jogadas numa sarjeta espumando com a merda do nariz sangrando.

DEUS, GEZ, por favor...................eu não posso fazer mais nada, só rezar. Já tentei de tudo. Não adianta e eu não posso mais carregar esse problema. Largo em suas mãos, porque eu não aguento mais.


PAREM POR FAVORRRRRRRRRRRRR! ;((((((((
Hello Stranger!


Recordo-me da primeira vez que assisti esse filme..[Closer], fiquei terrivelmente, como posso dizer...ARRASADA! Bom, isso faz um tempo...fiquei arrasada pelo realismo da abordagem dos relacionamentos humanos, mas achei genial.

Assisti esse filme trocentas vezes depois disso e cada vez acho ele ainda mais genial...

Pra quem não assistiu (o que é difícil) vou dar uma resumida...é sobre um quarteto amoroso...começa com a Alice conhecendo o Dan, eles começam a namorar até que o Dan conhece a Anna que é casada e eles tem um caso..a Anna se separa do marido pra ficar com Dan e depois volta pro marido que nesse meio tempo trepou com a Alice..HAHAHAH...ela era stripper...e então Dan tenta voltar com a Alice, eles trepam e ela percebe que não o ama mais...e dá um pé na bunda dele. O filme termina com a Anna infeliz deitada na cama do lado do marido [na real ela nunca tava contente com nada e ele era um loser que se contentava com pouco], o Dan [que era outro loser...sem caráter, carente, ordinário] descobre que a Alice não chamava Alice..porque ao conhecê-lo ela quis criar uma nova identidade e então a cena final é ela, andando, linda e maravilhosa, livre, leve, poderosa numa avenida e todos a notavam.

Bom, não preciso dizer que a minha personagem preferida desse filme é a Alice. É a única pessoa forte e foda do filme. É uma mulher que amou, que se entregou ao que sentia, que nunca teve medo, que mais do que ninguém sabia o que era ser individualista, que seguia seus intintos, que lutou e foi a única pessoa feliz e vencedora dessa história toda.


Esse filme tem quotes memoráveis...


Alice: Hello, stranger.
Dan: I'm your stranger. Jump!

[E ela pulou mesmo!]

Dan: And you left him, just like that?
Alice: It's the only way to leave. "I don't love you anymore. Goodbye."
Dan: Supposing you do still love them?
Alice: You don't leave.
Dan: You've never left someone you still love?
Alice: Nope.

[Nesse ponto somos ainda parecidas...eu aguento tudo enquanto ainda sinto...mas quando deixo de sentir é pra nunca mais!]
Alice: No one will ever love you as much as I do. Why isn't love enough?

[Why isn't love enough? Essa resposta é muito fácil...não é suficiente porque uma relação depende muito mais de outras coisas além do amor...como sintonia, entrosamento, mesma visão, mesmo patamar, acréscimos etc etc...essa coisa sentimentalista mongolóide de que o amor está acima de tudo é tolice!]

Dan: I fell in love.
Alice: Oh, as if you had no choice? There's a moment, there's always a moment, "I can do this, I can give into this, or I can resist it", and I don't know when your moment was, but I bet you there was one.

[Esse diálogo rola quando o Dan conta pra Alice que está com a Anna...e realmente, a escolha é nossa..sempre tem um momento em que podemos parar e pensar se prosseguimos com algo novo ou preservamos o que temos.]

Alice: Where is this love? I can't see it, I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words.

Alice: I don't love you anymore. Goodbye.

[Esse é quando, no final, o Dan volta pra Alice e diz pra ela que a ama [ama o caralho!] e então ela diz isso...lembrem-se que no começo do filme ela disse à ele que só abandonava uma relação quando não amava mais e que jamais abandonou uma relação enquanto o amor existia e disse que era bem assim: "I don't love you anymore. Goodbye."...porque as pessoas, sabe, essa coisa de acomodação, que não ama mais mas fica enrolando...é tão mais fácil pra todo mundo chegar e dizer: I DON'T LOVE YOU ANYMORE. GOODBYE. ...seja feliz e passar bem saka?]

Já escutei tanta merda na vida dos pés-bundados por ter agido dessa forma, mas me diz? Tem forma melhor? Eu fico agradecida quando fazem assim comigo saka? Jogam a real da coisa.

Eu estou tocando nesse assunto porque li um tópico numa comunidade do filme hoje..hahahah me divirto nessas comunidades...porque eu definitivamente agora, entendo esse filme já faz algum tempo e ele não me deixa mais arrasada. Muito pelo contrário...todos os filmes sobre "amor" deveriam ser assim...mostrar a merda toda. Porque apesar de ser bom, dele sucedem muitas e muitas merdas...o que é maravilhoso, porque te ensina inúmeras coisas e de uma forma ou de outra sempre traz crescimento. No fim das coisas é só coisa boa mesmo, porque a merda gera crescimento, logo não posso dizer que o amor me desaponta ou que eu sinta qualquer coisa de pavor por ele. Ele sempre, sempre, de todas as formas que se apresentou em minha vida, no final das contas só me trouxe benefícios de toda espécie, vinculados às mais variadas situações.


E agora assim como ela, estou andando na avenida, "sozinha", feliz da vida. [no sentido todo da satisfação individualista...]




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terça-feira, 18 de setembro de 2007

"Eu aprendi a andar; por conseguinte corro. Eu aprendi a voar; por conseguinte não quero que me empurrem para mudar de sítio. Agora sou leve, agora vôo; agora vejo por baixo de mim mesmo, agora salta em mim um Deus...


Assim falou Zaratustra."


Ééééé...saudades do Friedrich...AHUAUAUHAUHUAUHAA

[e eu racho o bico mesmo, juro...eu visualizo assim ele e passo mal de rir uauauhauha]

Ele é tão sem noção que eu amo ele. Mas afinal de contas eu também creio num Deus que sabe dançar LOL.



Gez knows what I'm talking about...! (L)



Yes Tequila, No Cocaine! LOL


Saiu na Folha on line:

Tequila diminui risco de câncer, dizem cientistas mexicanos.

A tradicional tequila mexicana ajudaria a prevenir o câncer, a úlcera e a colite, segundo especialistas da Universidade de Guadalajara, que estudaram o agave azul, a planta da qual se extrai a famosa bebida.

Os cientistas descobriram que o agave contém um polissacarídeo útil para "elaborar micro-esferas que poderiam transportar de forma segura ao colo a substância ativa de medicamentos para combater males que afetam esse órgão".

De acordo com um artigo publicado pelos especialistas mexicanos na Associação Americana de Química, a "fruta do agave promove o crescimento da flora intestinal, ajuda a absorver o cálcio e regula a absorção de lipídios".

O estudo não indica, porém, se existe uma dose ideal de ingestão de tequila para prevenir o câncer de colo, a úlcera estomacal ou o duodenal.

A famosa bebida é produzida principalmente na região de Tequila, no ocidente do estado de Jalisco, de onde é exportada para todo o mundo.


PLUS: Tequila ruleia, além de fazer bem pra saúde, te deixar muito loko por HORAS, ainda aumenta a libido HAUAHAUAHAU.

Cocaína além de causar inúmeros danos ao cérebro, muitas vezes irreversíveis, te deixa paranóico, a porra do efeito dura cada vez menos até que um dia já não funciona mais e só te fode a vida de todas as formas possíveis...fora a deprê afterday...e AINDA POR CIMA, ao contrário da tequila, para a grande maioria dos usuários causa disfunções sexuais, ou seja, te deixa broxa.

O máximo que pode acontecer ao beber tequila é acordar do lado de alguém que você não gostaria UHAHUAHAAHUA, mas aí é só levantar, pegar suas coisas e ir embora. Agora não dar conta do recado é muito piorrrrr...fora a depressão.

[Por um mundo mais tequilero e menos tomado pela cocaína!]


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sexta-feira, 14 de setembro de 2007



Home Sweet Home :)


I'm on my way...
I'm on my way...
Home sweet home (L)
Tonight, tonight!
I'm on my way...
Just set me free!!!
Home sweet home (L)

[Motley..of course..TONITE :D]


eeeeeeeeeeeeeeee :D

quinta-feira, 13 de setembro de 2007


Paguei um pau.
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terça-feira, 11 de setembro de 2007

À antítese da minha ilusão.



"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas daquilo que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada!"
[Clarice Lispector]


Eu fico muito abismada. Fico abismada quando entro no msn, fico abismada quando leio fotologs e blogs, fico abismada quando converso com as pessoas da forma que for, fico abismada quando saio na rua e é por isso que eu tenho evitado tanto quanto posso fazer tais coisas.

A realidade não me agrada. Não me agrada saber da experiência de mal gosto dos genpets, não me agrada as constantes reclamações das pessoas e seus vazios e infelicidades, não me agrada a forma como a cocaína tomou conta da alma de dezenas, senão centenas de pessoas queridas, inclusive de pessoas com seus lá quase 30 anos que passaram suas vidas fazendo apologia anti-drogas - mas parece que as drogas, principalmete a cocaína que é a que eu mais DETESTO, viraram qualquer coisa de culto; não me agrada as atitudes das pessoas que por medo tornam-se inertes à qualquer coisa, e este último de certa forma, está tomando conta de mim também.

Me tornei inerte, não opinino mais, ou ao menos, tento não opinar por mais que peçam a minha opinião, porque ela não tem utilidade nenhuma pra ninguém, muito menos meus conselhos. Passei muito tempo sofrendo pelos outros, não por coisas que fizeram a mim, mas por coisas que fizeram à eles mesmos. E qualquer coisa de ruim que uma pessoa faça contra a sua identidade me afeta, é como se fosse comigo, é como se tirassem alguma coisa de mim também. Desta forma, roubam o meu sonho individualista. Mas ultimamente, ando gritando por mim mesma...e me tornei inerte aos outros...de certa forma, "larguei mão" deles, mas é o que eu deveria ter feito desde sempre não? Ser uma amiga infiel, que fecha os olhos...na verdade eu sou tão besta que sou capaz de perdoar tudo, mas existem algumas exceções com as quais eu não posso conviver, cocaína, dentre outras coisas é uma delas. Ou qualquer coisa que demonstre comportamentos e atitudes parecidas com o que ela faz. E o mais engraçado é que quase todas essas pessoas sabem que estão erradas; elas falam com vergonha, porque sabem que foram "possuídas" e talvez isso nem estivesse que estar entre aspas. Bom, eu só entendo o que acontece pelo que já vi, mas não posso entender completamente porque graças à qualquer coisa luminosa, nunca me rendi a tais coisas, logo não sei como elas funcionam dentro de quem as consome. E cada vez que eu converso fico sabendo de algum novo(a) companheiro(a) perdido.

Sabe, eu não quero mais saber de nada, mesmo. Prefiro viver no meu mundo de ilusão e conviver com os poucos que ainda são donos de si, melancólicos ou alegres, mas que tais sensações sejam consequência deles mesmos. Prefiro conviver com a natureza ainda perfeita e intocável da esquina de minha casa. Prefiro viver no meu mundo de livros, prefiro viver no meu canto da balada ou no meio de todas essas pessoas calada, preservada em cápsula por mim mesma.

Essa é a minha última manifestação sobre o assunto. Por mim agora, acabem com suas vidas se quiserem; eu preciso de mim e da minha realidade inventada. Todo o resto é pesadelo que eu não quero ter nem dormindo, quanto menos acordada. E que me chamem de amiga infiel...tudo tem o seu limite, inclusive a minha paciência.


Sad...but true!


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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Genial.




"É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram tambem tres coisas que só o capitalismo sabe dar - bons caches em moeda forte, ausencia de censura e consumismo burguês"

Me recuso a revelar a fonte, que é vergonhosa, diante de seus feitos, mas que a frase por mais hipócrita que seja - no sentido de quem a disse - é G-E-N-I-A-L!

Vão viver em Cuba, vão. Deixe que o chavismo tome conta de suas vidas através de todos os meios possíveis....

Olha, em teoria considero o Comunismo ou o Socialismo (e acreditem já me inclinei à essa visão política) interessantíssima e belíssima em sua "essência", com muitos defeitos, claro. Mas hoje, desculpem-me os fanáticos, o neoliberalismo e o capitalismo é a coisa que mais aproxima o indivíduo da liberdade individual e isto é fato. Sei bem que esses sistemas, ao longo da história também foram mal aplicados nos mais diversos lugares, mas é só observar...o que dá mais certo ou o que deu mais certo ou o que foi impossível de dar certo e continua dando errado diante dos dois sistemas. A única coisa capaz de manter o comunismo ou socialismo, chame como quiser é a ideologia pessoal, ignorante (não em cultura mas na falta de vontade visionária) e egoísta de quem a segue. Vá viver em Cuba e ver como é bom. Garanto que é ainda pior do que aqui, que tem um liberalismo capitalista republicano de fachada.

E eu não ia mais escrever, mas me deu uma vontade de vomitar isso que não aguentei e me dei uma folga de 10 minutos da monografia.



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Simple Woman.
Um dia desses aí com meus amigos, não ligando mais pra nada. É, é a vida monográfica, mas que está chegando ao fim. Sumirei definitivamente até lá e espero que isso aconteça até o final dessa semana, e então FREEDOM.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Jose, always.

Jose, me referindo ao post anterior é uma das pessoas ou coisas insubstituíveis HUAHUAHAUA...mesmo porque antes de ser uma bebida (coisa ou whatever), Jose Cuervo é pra mim algo além...e vejo como amigo, pessoa enfim..amor incondicional e insubstituível.
Bom, eu nem ia sair de casa sério, todo mundo criticando: -Você está anêmica? aidética? pareeeeeeeee de emagrecer, tá ficando feio.
Pô, mas é a dieta da monografia e do exílio da vida, nem é proposital assim...hehehehe..e considero tais críticas elogios, tks :)
Enfim, nada de muito novo pra dizer então vou postar a trilha sonora dos últimos três dias...em todas as regravações possíveis..UHAHUAHAUHAUAUHAUAH

Mas vai a original...saxofone rlz...

Bob Seger, "Turn the Page"

On a long and lonely highway east of Omaha
You can listen to the engine
Moanin' out as one long song
You can think about the woman
Or the girl you knew the night before
And your thoughts will soon be wandering
The way they always do
When you're riding sixteen hours
And there's nothing much to do
You don't feel much like travelin'
You just wish the trip was through

But here I am
On the road again
There I am
Up on the stage
Here I go
Playing the star again
There I go
Turn the page

You walk into a restaurant
Strung out from the road
And you feel the eyes upon you
As you're shaking off the cold
You pretend it doesn't bother you
But you just want to explode
Sometimes you can here 'em talk
Other times you can'tAll the same 'old cliches:
"Is that a woman or a man?" (HUAUHAHUHAUHAHUAUHAHUA)
And you always seem outnumbered
You dare not make a stand, (make a stand)

But here I am
On the road again
There I am
Up on the stage
Here I go
Playing the star again
There I go
Turn the page

Out there in the spotlight
You're a million miles away
Every ounce* of energy
You try to give away
And the sweat pours from your body
Like the music that you play
Later in the evening
As you lie awake in bed
Echoes of the amplifiers
Ringing in your head
As you smoke the day's last cigarette
Remembering what she said

But here I am
On the road again
There I am
Up on the stage
Here I go
Playing the star again
There I go
Turn the page

There I go
Turn the page
There I go
There I go...

Ô musiquinha [perfeita], nostálgica pra caralho AHAUHAUHA good times...

;*

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Vocação.



Bom, este vomitare vai começar de uma forma e vai terminar da forma mais absurda nada a ver possível...é porque quando eu saio de casa, muitas coisas acontecem...e apesar de eu ser muitas vezes corajosa, este mundo me assusta demais.

Hoje bati um papo com a vó do Vee, o Vee é um dos meus irmãos, ele está morando em Londres já faz algum tempo e quem conhece ele sabe que ele é a pessoa mais surreal que você seja capaz de conhecer, no próprio sentido da palavra. Mas apesar do Vee ser MUITO importante pra mim, ele só tem uma coisa a ver com o que eu quero contar. No "papo" que bati com a vó dele hoje, ela me disse sobre seus netos e suas vocações; disse do Vee que sempre foi como foi, disse do irmão dele, que hoje possuí uma coleção magestrosa de pássaros exóticos, que se formou numa faculdade, não sei ao certo se foi Biologia, mas foi qualquer coisa intimamente ligada à natureza e aos animais, que desde pequeno manifestava seu fascínio sobre tais temas e sobre os pássaros; o Dani se formou em geologia e ela me disse que ele desde pequeno, cultivava cascalhos e coisas do gênero; disse que seu neto Caio - que não conheço - desde pequeno fazia cartoons e que sua monografia foi sobre Ziraldo que acabou se tornando seu amigo íntimo e hoje ele tem muitos cartoons e crônicas publicadas e que uma delas vai até ser filmada; ela me contou sobre a vocação de todos os seus netos.


Não posso evitar de dizer que saí dessa conversa DESCONSOLADA. Pensando comigo mesma...MAS QUE DIABOS...qual é a minha vocação? O que é que desde pequena se manifesta em mim? Eu não conseguia imaginar nada.

Então cheguei em casa e contei para minha mãe sobre a conversa e como me sentia desconsolada e então ela me disse:

-Você pode nunca ter percebido, mas a sua vocação é a inteligência. Com um ano de idade você dizia palavras que uma criança de um ano jamais seria capaz de saber o significado e ainda pior, não poderia ter contato com tais palavras, muito menos pronunciá-las; você, revendo uma pessoa depois de muito tempo, tendo a visto somente uma vez era capaz de lembrar não só do nome dela, mas de detalhes de sua vida e personalidade, coisas estas que sempre deixava eu e seu pai boquiabertos. Quando mudei você de escola, depois da escolinha de alfabetização, não queriam que você fosse para a primeira série, queriam que você pulasse para a terceira, já que diante dos testes você tinha supergenialidade; eu não permiti, porque julguei que você deveria viver como qualquer criança normal e não me arrependo. Fiz o certo, porque desde então você se julgou e se tornou uma pessoa, por mais que ilusoriamente, normal. Você esqueceu a sua genialidade e inteligência, tornando-se durante muito tempo uma criança/adolescente como outra(o) qualquer. Mas a ilusão sempre acaba e acho que mesmo não assumindo pra você, mesmo que eu, em toda a sua vida tenha feito questão de negar a sua vocação pois sei bem, que além da beleza que ela possui, é um fardo muito pesado de carregar, acima de tudo, eu queria proteger você desse fardo. Mas não posso mais, você não o assume, mas já o percebeu, tenho certeza. E diante de tal fardo o que posso dizer para consolar você? Posso dizer que apesar de ser um fardo, é um fardo muito belo e que te abre muitas portas...Pense que diante de sua inteligência você pose ser o que quiser...apesar de saber também que diante de tantas possibilidades, uma escolha é muito difícil....


Devo confessar que minha mãe me deixou ainda mais desconsolada, mas tudo bem.


Agora vamos a segunda parte do meu "dia magnífico"...a Seo está aqui; meu sol, uma das minhas terceiras pernas. A Seo é a mãe de outro irmão meu, é a mãe que todo "maluco beleza" como eu gostaria de ter...ela tem lá seus 40 e poucos anos e tem um metal hair, mas além disso ela gosta de Pink Floyd, de Blues, de Dire Straits, de Zakky Wilde, de Metallica, de Led Zeppelin, das melhores MPBs. Ela bebe cerveja com seus filhos, sai com eles e é amiga dos amigos deles; sendo eu amiga íntima de seu filho e ela vendo em mim e eu nela uma grande identidade, nos tornamos grandes amigas. A Seo é a típica "Hippie" dos anos 70, modernizada e extremamente culta, com uma bagagem incrível de vida, inclusive espiritual. É única e inexplicável.

Pois bem, estávamos filosofando hoje...e eu disse a ela que tinha me acontecido qualquer coisa de extraordinário; disse pra ela que sempre considerei as pessoas substituíveis, mas que pela primeira vez passei a considerá-las insubstituíveis.

E eis o que ela com toda a sua bagagem e influência que possui sobre mim respondeu:

-Comigo foi o contrário; eu sempre considerei as pessoas insubstituíveis, mas hoje as considero totalmente substituíves.

Essa resposta me causou um desconsolo ainda maior do que o anterior; por alguns minutos tive vontade de morrer.

E foi então que me lembrei do individualismo , de Oscar Wilde e de Jesus de Nazaré e lembrei da célebre frase: "Sê tú mesmo." Seguida de Oscar de que qualquer pessoa que tivesse qualquer coisa de empatia com Cristo deveria ser inteira e absolutamente fiel a si mesmo...

E então todo o meu desconsolo morreu, porque percebi que por mais que possamos admirar alguém e esse alguém, justamente pela admiração, às vezes poder nos influenciar, JAMAIS devemos dar ouvidos; que jamais devemos abandonar nossas crenças e principalmente devemos ser como Oscar disse, inteira e absolutamente fiel a nós mesmos.


Pra mim, não importa o que eu já tenha pensado...pra mim hoje, com uma força absurdamente maior do que a anterior, AFIRMO que algumas pessoas para nós são insuscetíveis de substituição...e o preço que eu tenho que pagar é me fazer acreditar, por mais caro que esse preço possa ser.



;*

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Cristo por Oscar Wilde.

É bem verdade que meus três escritores preferidos são Oscar Wilde, Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector, por motivos óbvios. E é nessa ordem. São meus preferidos obviamente porque me encontro neles; Clarice fica em último lugar porque não me encontro em todas as suas facetas, apesar de me encontrar em muitas delas.

Caio é gente. Caio viveu no mesmo cenário que eu, passou por muitas das minhas aflições, é um romântico! É um romântico que fala a minha língua! Se houvesse oportunidade, ele seria meu amigo e com ele passaria horas conversando na mesa de um buteco qualquer, fumando 3792847 cigarros.

Não vou cometer aqui o absurdo de dizer que me encontro com Oscar em sua genialidade, apesar dessa ser a sua maior qualidade. Me encontro com ele nos sentimentos e nos sentidos. Mas além dos sentimentos e dos sentidos, ele é meu preferido pela genialidade – para mim INCOMPARÁVEL a qualquer outro escritor. Ele mesmo se mistificou e tinha toda a razão: ELE REALMENTE ERA O REI DAS PALAVRAS. Era capaz de dizer tudo em uma frase ou em uma epígrafe e chocar diante de tanta imaginação e genialidade qualquer pessoa com um mínimo de humanismo. Aliás a imaginação era sua qualidade preferida entre os humanos – nesse ponto eu concordo com ele – a capacidade de imaginar o ser e os seus ideais – a capacidade de imaginação no geral, inclusive no sentido de compreensão, porque muitas e muitas vezes não conseguimos imaginar que as pessoas se encontram em situações diferentes da nossa, mas que deveríamos imaginar porque podemos passar por elas – apesar de sempre desejarmos ser diferentes de todo mundo. A capacidade de imaginar, diante de todo o nosso individualismo, nós, na situação do outro. E talvez – apenas sob o individualismo sejamos capazes de desenvolver tal qualidade. Individualismo parece uma palavra banal e simples, mas é muito difícil de ser explicada e só pode ser entendida diante da humildade – de aceitar quem quer que seja, a situação que seja, inclusive você mesmo e isso nada mais é do que respeitar o individualismo alheio e pra isso só sendo individualista. Enfim, como eu disse, é muito difícil explicar e esse nem é o principal, apesar de ser um dos assuntos tratados aqui hoje.

É que li de novo pela 37494 vez, “De Profundis” e sempre, SEMPRE choro na parte que ele fala de Jesus de Nazaré. São muitas páginas que eu não teria paciência de digitar, mas tentei passar o que acho de mais essencial.

Jesus de Nazaré é mesmo uma questão de óptica – ou de ignorância – não sei ao certo; A única coisa que sei é que a visão de Oscar Wilde sobre ele, em suas diversas obras corresponde exatamente ao que eu penso, mas que claro, eu jamais teria tamanha capacidade de vomitar com tanto brilhantismo.

Os parágrafos não estão na ordem certa em que foram escritos e muitos deles estão incompletos; ordenei-os da forma que achei mais conveniente para o que eu gostaria de passar;


E não há dúvida de que, se o seu lugar está entre os poetas, ele é o maior de todos os amantes. Ele percebeu que o amor era o primeiro segredo do mundo, o segredo que os homens sábios procuravam e que só através do amor era possível chegar ao coração do leproso ou aos pés de Deus.

E, acima de tudo, Cristo é o supremo individualista. A humildade como a aceitação artística de todas as formas de experiência é apenas um tipo de manifestação. O que Cristo procura sempre é a alma do homem. Ele a chama de “Reino de Deus” e a encontra em todos nós. Ele à compara às pequenas coisas, a uma sementinha, um punhado de levedo, uma pérola. Isto porque só podemos perceber a nossa alma se nos libertamos de todas as paixões estranhas, toda a cultura adquirida, todas as possessões externas, quer sejam elas boas ou más.

Cristo não foi apenas o supremo individualista, mas o primeiro individualista da História. Tentaram fazer dele um filantropo vulgar igual a tantos outros, ou coloca-lo ao lado dos sentimentais e dos espíritos não-científicos, como se tivesse sido um simples altruísta. Mas na verdade ele não era uma coisa nem outra. Sentia compaixão pelos pobres, por aqueles que viviam encarcerados nas prisões, pelos humildes, pelos miseráveis, mas tinha muito mais pena dos ricos, daqueles que perdem a liberdade, escravos das coisas materiais, dos que usam ricas vestes e vivem em casas dignas de reis. Para ele, riqueza e prazer pareciam tragédias bem maiores do que a pobreza e o sofrimento. E quanto ao altruísmo, quem melhor do que ele sabia que não é a vontade e sim a vocação que nos define e que é impossível colher uvas nos espinheiros ou figos nos cardos?

Sua doutrina não exigia que vivêssemos para os outros como um objetivo definido e consciente. Não era essa a sua característica básica. Quando ele nos diz: “Perdoa teus inimigos”, não está pensando no bem do inimigo mas no nosso próprio bem, porque o amor é mais belo que o ódio.[...]

Mas embora não tenha jamais dito aos homens “Vivam para os outros”, Cristo nos fez entender que não há a menor diferença entre a vida do outro e a nossa própria vida. Por esse meio, ele ampliou a personalidade do homem, dando-lhe as dimensões de um Titã. Desde a sua vinda, a história de cada indivíduo isolado é – ou pode vir a ser – a história do mundo.
Vejo uma conexão bem mais íntima e imediata entre a verdadeira vida de Cristo e a verdadeira vida do artista e sinto um imenso prazer ao pensar que muito antes que o sofrimento tivesse se apossado dos meus dias e me prendido à roda do suplício, eu já tinha escrito em “A alma do homem sob o socialismo” que aquele que vivesse uma vida semelhante à de Cristo deveria ser inteira e absolutamente fiel a si mesmo...

...E não é porque podemos perceber em Cristo aquela união da personalidade com a perfeição, que constitui a verdadeira diferença entre os movimentos clássicos e românticos da vida, mas a própria base de sua natureza era igual à da natureza do artista – uma imaginação intensa, semelhante a uma chama. Ele percebeu, em todos os níveis das relações humanas, aquela afinidade imaginativa que, ao nível da arte, é o único segredo da criação. Era capaz de entender a lepra do leproso, a escuridão do cego, a angústia dos que vivem apenas para o prazer, a estranha pobreza dos ricos [...] E se desejar uma frase pra ler durante a madrugada ou no meio da noite, que sirva tanto para os momentos de prazer quanto para os de sofrimento, escreva nas paredes de sua casa, com letras que o sol possa dourar e a lua pratear, a frase: “Tudo que acontece ao outro, acontece também comigo”.

Não há dúvida que o lugar de Cristo é mesmo junto aos poetas. Toda a sua concepção de humanidade brota diretamente da imaginação e só pode ser realizada através da imaginação. O que Deus era para os panteístas, o homem era para Cristo. Foi ele o primeiro a imaginar as várias raças como uma unidade. Antes dele havia deuses e homens, mas ao perceber através do misticismo da piedade que ambos haviam se encarnado nele, chamou a si mesmo de Filho de Deus ou do Homem, de acordo com seu estado de espírito.
Mais do que qualquer outro personagem da História, Cristo desperta em nós aquela inclinação pelo fantástico sempre atraída pelo romantismo. Ainda hoje, há para mim algo de quase inacreditável na idéia de um jovem camponês da Galiléia pudesse imaginar que seria capaz de carregar sobre os ombros o peso do mundo, de tudo que já havia acontecido e do que ainda estava por acontecer, dos pecados de Nero, César Bórgia [...], os sofrimentos de todos aqueles cujos nomes formam legiões e que habitam entre os túmulos, as nações oprimidas, as crianças operárias, os ladrões, os prisioneiros, os parias, os que permanecem calados diante da opressão e cujo silêncio só é ouvido por Deus – e que não apenas tivesse imaginado poder fazê-lo, mas que o conseguisse e de tal forma que agora todos os que entram em contato com sua personalidade, mesmo que talvez não se inclinem diante de seu altar, nem se ajoelhem aos pés do seu sacerdote, descobrem que, de alguma maneira, a fealdade os abandonou e a beleza que existe no seu próprio sofrimento lhes foi revelada.

***

...A maior parte das pessoas vive PARA ser amada e admirada, mas é PELO amor e pela admiração que devemos viver.

Compreendem a diferença? Se sim, ótimo, vocês sabem amar e vocês sabem ser individualistas. Se não, meus pêsames, vocês são uns desprovidos de imaginação, dependentes de seu próprio rancor e principalmente, desprovidos do individualismo e da compreensão do amor e da contemplação do belo, que compreende principalmente e muito além da felicidade, o sofrimento – juntamente com o amor, o que mais te acrescenta, a evolução do ser individualista, porque pobres de espírito também são aqueles que não enxergam a beleza do sofrimento – e sim, eu já fui pobre de espírito, mas assim como Jesus prega o arrependimento como salvação – NÃO POR DEUS OU POR ELE – mas por você mesmo, porque o arrependimento é uma forma de recomeço, são novos caminhos. Nada é irreversível. Portanto, tenho todo o poder de me arrepender e de reverter o que eu quiser, inclusive a minha anterior pobreza de espírito.
;*

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Minuto Capicua.



Juro, os minutos capicuas estão me perseguindo há meses! Toda vez que olho pro relógio é 00:00, 04:40, 05:50, 11:11, 12:21, 15:51, 20:02, 21:12, 22:22, 23:32 e assim por diante...

Várias pessoas têm sido testemunha desse ocorrido na minha vida...toda hora que olho pro relógio e tem alguém junto eu falo: - MAS É PERSEGUIÇÃO NÃO É POSSÍVEL!!!

Então hoje pra variar aconteceu, como acontece várias vezes ao dia...e então fui procurar no Google o que essa merda queria dizer. Me recuso às explicações numerológicas, científicas, psicológicas, blá, blá, vou colocar aqui a mais legal HUAHUAHUAHUAU.


"Tu és quase feliz? Estás quase deprimido? Então vem e junta-te a uma comunidade com milhares de seguidores em todo o mundo.
Junta-te a nós e celebra o Minuto Capicua.
Decora bem: 0h00, 01h10, 02h20, 03h30, 04h40, 05h50, 10h01, 11h11, 12h21, 13h31, 14h41, 15h51, 20h02, 21h12, 22h22, 23h32.
Durante 60 segundos, e se quiseres até 16 vezes por dia, o Minuto Capicua dá-te paz. Dá-te liberdade. O Minuto Capicua dá-te tudo aquilo que nunca nenhum outro banal minuto te deu. Sim, se não sabias então torna-te desde já um conhecedor: existem comuns e vulgares minutos condenados à irascível insignificância de serem constituídos por segundos que em si nada reflectem uma existência plena.
Mas eis que, desse marasmo temporal… Surgem os…. Minutos Capicuas!
O Minuto Capicua é algo mágico. O Minuto Capicua restabelece as tuas energias, confere-te defesas para um dia a dia agitado. O Minuto Capicua é fixe, o resto dos minutos que se lixe.
Glorioso Minuto Capicua Glorioso Minuto Capicua. Com o Minuto Capicua o bem-estar já não recua. Minuto Capicua, SEMPRE!
Não estás convencido? Não precisas. O Minuto Capicua convencer-te-á. Já pensaste no que é ter 16 vezes por dia uma oportunidade de fuga? Larga todas as drogas. Usa esses 60 segundos do Minuto Capicua para o que quiseres. Desde que te lembres que estás a viver mais um Minuto Capicua.
Assim que vires que está prestes a chegar um Minuto Capicua: inventa, grita se quiseres gritar, esconde-te, congela, congela os outros, diz chispas, diz sabão, canta liricamente Minuto Capicuuuuuuuuuua. Dança um Hula, dança a dança da cobra está fumando, dança a dança da chuva. Diz Minuto Capicua em todas as línguas que te lembrares e não vale ir ao Google ver como se diz Capicua em Sueco.
Finge de Morto, rebola. Faz cartazes a dizer “Estou a viver um Minuto Capicua, não me incomode”. Telefona aos teus amigos e diz “hey hey hey, estamos a viver um Minuto Capicua, não me digas que não o estás a festejar?”
Faz concursos a ver quem se lembra mais vezes que se está a viver um Minuto Capicua. Faz um minuto de silêncio capicua por todos os Minutos Capicuas que não conseguiste contar. Repete com os teus colegas do escritório “Minuto Capicua”. Sublinha nos teus Relatórios todos os minutos Capicuas que encontrares. Abraça um estranho e diz-lhe Minuuuuuuuuuto Capicua. Vai até ao pé daquela gaja que gostas e com confiança sussurra-lhe: queres viver um Minuto Capicua comigo?
DECORA BEM: 0h00, 01h10, 02h20, 03h30, 04h40, 05h50, 10h01, 11h11, 12h21, 13h31, 14h41, 15h51, 20h02, 21h12, 22h22, 23h32…."

[Escrito por G.F. ??????]

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A citação, a dedicatória e os agradecimentos.


Da minha monografia, que vai três vias de capa dura, aquela que vão cuspir na minha cara HAHAHAHAHAHA - apesar de suas normas, eu a amo! Estou quase terminando :)


A citação não poderia ser de outro...


“A personalidade é coisa muito misteriosa. Não se pode medir um homem pelo que ele faz. Um homem pode seguir a lei, e no entanto ser desprezível. Pode violar a lei, e no entanto ser justo.
Pode ser mau, sem nunca ter feito nada de mau. Pode cometer um pecado contra a sociedade, e no entanto alcançar por meio desse pecado a verdadeira perfeição.”

[Oscar Wilde, em “A alma do Homem sob o socialismo”, 1891.]


Pela citação vocês podem ter uma breve idéia do que desenvolveu-se.



Dedicatória:

Dedico esta à memória de meu pai, que viveu e morreu lutando; o pai que sempre orgulhou-se da filha; que sempre acreditou; que diante de uma simples estagiária de Direito vislumbrava uma Desembargadora.
Ao pai que não vai estar presente em sua matéria na formatura da filha, mas que com o espírito, irá brindar mais do que qualquer um dos corpos presentes.


Agradecimentos:

Agradeço aos meus pais, pela luta, força e dedicação que nunca os abandonou diante do sonho - o sonho de uma filha Bacharel em Direito.
Agradeço à minha irmã Mônica por nunca ter acreditado em mim - isso sempre me deu forças para seguir até o fim.
Agradeço à todos os envoltos com o Direito, dos mais éticos aos mais corrompidos, dos mais sensíveis aos mais moralistas; por terem me mostrado a realidade da justiça ou da injustiça - saio deste curso satisfeita, certa de que aprendi muito mais sobre a vida e sobre as pessoas do que sobre as Leis propriamente ditas.
Agradeço à minha paixão pela literatura, pela vida, pelos humanos – as bases de todo o edifício.
Agradeço à Thais, por descontrair nas horas em que já pensava em desistir, por ser a amiga mais fiel. À Íris por conceder-me cheques a fim de que estes financiassem meus estudos pré-datadamente.
Agradeço finalmente à meu amigo Luiz Martinho, a quem admiro profundamente, pelo potencial filosófico, literário que possui e que me deu coragem, baseada em sua genialidade real, viva, conhecida e humana, para desenvolver este trabalho.




Me sinto como um "happy ending" de um filme tipo "Com mérito", onde a luta termina brilhantemente e leve. Com a esperança do futuro próspero. Saiu do jeitinho que eu queria.


:D


;*
Resposta ao Tempo.

Me lembro bem. Eu tava numa bad do caralho e a Seo, linda, única, inexplicável, luminosa me levou pra dar uma volta de carro, me comprou umas cervejas e disse as palavras mágicas de sempre e colocou as MPB's dela, e entre elas tinha essa música da Nana Caymmi...PERFEITA! Esse dia foi foda, lamento imensamente que a Seo não more mais perto de mim, ela era uma das minhas terceiras pernas...ela é, só que não tão perto. Acho que a Seo é o sol.

Enfim...

Nana Caymmi, "Resposta ao Tempo"

Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Pra ter argumento...

Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei

Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo...

Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei...

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos...

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto...

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver...

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer...

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto...

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver...

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer...

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer...
Segunda-feira.



Já aviso que meu humor está péssimo, o dia já começou errado, fui dormir cedo pra acordar cedo e nem escutei o despertador, pelo menos não me lembro e já acordei no fim da tarde e eu tinha 45378763655 coisas pra fazer.


Tudo bem, tudo bem, acontece.


Mas eu aff, estou pensando aqui comigo...


Em que momento da minha vida me tornei tão anti-social? Isso é relativo claro, existem os sábados à noite, as exceções, mas, no geral...em que momento comecei a me isolar das pessoas, das coisas, do mundo?


De certa forma, eu sempre fui assim, meio "anti-social", dentro de casa mesmo. Sabe aquelas pessoas que compartilham momentos com a família e tal? Eu nunca fui assim, eu sempre fui anti-social na minha própria casa, eu sempre me tranquei no quarto e lá sempre permaneci, saindo só pra comer ou coisa do tipo. Eu sempre fico meio mau humorada no natal [apesar de adorar o natal] e nas férias e feriados quando sou obrigada a dividir meu espaço com a família. Dividir meu quarto assim, com a Thais por exemplo, com os meus amigos por um tempo determinado não é problema, nunca. Mas, se não sou eu que convido e tenho que dividir, fico puta saca? Por isso atrás da minha porta tem uma vassoura, daquelas bem de bruxa mesmo UHAHUAAUHUHAUHA, dizem que espanta quem você não quer que entre.


Sabe, eu fico puta quando minha mãe entra aqui sem bater na porta. Eu posso estar olhando pro teto, não fazendo nada demais...eu não faço nada demais no meu quarto que pudesse causar um conflito com ela...mas eu fico puta de qualquer forma; e se eu tranco a porta ela acha um absurdo e logo começa: -Mas porque você tranca a porta? E então eu respondo: -Porque você não aprendeu a bater na porta. E então ela diz: -Mas porque eu preciso bater na sua porta? O que você faz aí que eu não posso saber? Eu devo responder algo como: -Affff mãe, PRIVACIDADE, PRIVACIDADE, conhece essa palavra?


Minha mãe é MUITO desconfiada cara!!! Bom, eu não tiro a razão dela. Já fiz tanta bosta na vida que eu realmente não sei o que pode passar pela cabeça dela. Acho que ela deve ter medo de sei lá me encontrar enforcada HUHUAAUH [um garoto do bairro há pouco se matou assim], mas se um dia eu fosse me matar, não ia me matar enforcada. Credo, que forma mais horrorosa de morrer e não quero morrer, não agora.


Enfim, já estou fugindo do tema. A questão é que apesar de eu sempre ter sido anti-social com minha família, eu nunca fui anti-social com meus amigos. Sempre fui do tipo que vivia rodeada deles e agora não que eu não queira ser rodeada deles e que não goste mais deles, eu os amo da mesma forma, mas não sei é essa necessidade de me isolar, de me trancar no quarto e não sair dele, de não ter que falar com as pessoas...eu sou tão diferente delas e ninguém me entende que eu acho que estou cansada de ser tão incompreendida. [Que coisa mais clichê, ridícula, banal...já passei disso.]


A única coisa da qual não me isolo é a natureza saca? Sério, dessa eu não abro mão. É como se ela fosse a única coisa que me entendesse completamente, que não faz perguntas, que me abençoa com paz. Uma paz tipo: Somos a mesma coisa. E mesmo que nosso semblante seja completamente diferente, somos a mesma coisa, mesmo que ela seja sol, lua, árvore, montanha, pássaro, urubu, gato, girassol, orquídea, rosa, grama, vaca, e eu mulher, somos a mesma coisa. E eu não sei explicar a razão disso.


Ultimamente [esse ultimamente faz tempo demais até], as pessoas ficam me perguntando: -O que aconteceu com você? Cadê você? Porque você sumiu? Porque, Porque, Porque muitas coisas elas me perguntam.


Talvez seja por isso que eu fuja. Não sei gente, não sei o que aconteceu; não sei porque eu sumi; não sei responder nenhum dos porquês. E os detesto.


Talvez eu não concorde com o que acontece lá fora. Aí então eu saio, sem parar, fico tentando me adaptar a tudo que lá fora se tornou, à tudo que vocês se tornaram, me corrompo o tempo todo, mas eu não consigo, chega uma hora que eu não posso mais e me tranco de novo. E aí eu percebo que sem vocês eu também não posso viver....e o ciclo recomeça.


A corrupção é relativa, eu também faço parte de coisas que não concordo, é isso que fode entende? O que fode é que eu não consigo achar um meio termo entre meus vários "eus". Então de tudo ou nada, sempre extrapolo no meu eu de agora.


Queria ser como a corretora de seguros de Clarisse que Joana condena: "A personalidade que ignora a si mesma realiza-se mais completamente" - ou não, NÃOOOOOO! Essa frase é muito relativa, essa tal realização de ignorância é pura ilusão.


Esse feriado vou me acabar de sair, já tá tudo combinado. No outro, vou pra Sp e vou me acabar de sair também e conviver com tudo que eu não concordo, concordando. Não é por me trancar; mais do que me trancar no quarto, meu isolamento é interior, entende? Entende???? É isso, apesar de eu me trancar muito no quarto, eu também saio, mas continuo isolada.


Tudo mentira. Tudo verdade. Nossa nem essa distinção eu consigo fazer mais. Mas enfim, tudo isso é verdade, assim como o contrário é verdadeiro.


[Isso é um monólogo, esse blog é um monólogo de mim comigo mesma, com algumas poucas exceções].


As segundas são mesmo engraçadas né? A segunda, assim como o sábado é um mito. Apesar de eu continuar sendo ATEMPORAL uhauhauahuha...aê cancela, não sou nada. Sou tudo.


Ah, desisto, vou me isolar de mim mesma agora.



;*

domingo, 2 de setembro de 2007

E só pra fechar o domingão!

Fernando Pessoa e Bon Jovi de novo!


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

[Fernando Pessoa - thanks to Dennis.]

Destination Anywhere
Name the place and I’ll be there
Pack a bag and we’re out of here – let’s run
Destination Anywhere
Left or right, I don’t care
Maybe we’ll just disappear like the sun.

[Jon Bon Jovi - "Destination Anywhere"]

All I know is what I've been sold
You read my life like a fortune told
I've seen the dream, there's now land of Oz
But I got my brain and I got a heart
And courage built I won't let go
What we need right now is......soul

I can't do this, you can't do that
They feed us lines but I won't act
And all good things will come to pass
But the truth is all you have to have
And would you lie for it? cry for it? die for it?
Would you?

[...]

You gave it all, then you gave more
You know what you came here for
You'll pay the cost, like it's your cross to bear
Are we the ones that put it there
Would you scheam for it, scream for it, bleed for it,
Would you

I believe, I believe
Believe we're still worth
The fight you'll see
There's hope for this world tonight
I believe, I believe

Don't look up on your movie screens
In record stores or magazines
Close your eyes and you will see
THAT YOU ARE ALL YOU REALLY NEED!

[Bon Jovi, "I believe"]

;*
If there's nothing but survivor, How can I believe in sin?

In a world that gives you nothing, We need somethin' to believe in.


Pô, agora deu vontade de escrever sobre Bon Jovi.

Apesar de eu ser apaixonada obviamente pelo início de tudo, diga-se, "Bon Jovi" (1984) "7800 Fahrenheit" (1985), "Sliperry When Wet" (1986) e "New Jersey" (1988). Apaixonada, claro pelo oitentismo que envolve os álbuns, na minha opinião, fantásticos na abordagem hard rocker da coisa, não posso deixar de dizer que considero a "evolução", a "transformação" que teve seguimento à isso digamos, mais consistente. Me refiro ao "Keep the Faith" (1992) e ao "These Days" (1995); e agora eu talvez seja linxada pelos hard rockers do mundo todo. Perdoem-me, mas o meu álbum preferido e na minha opinião mais criativo e singular do Bon Jovi é o "These Days".

"Keep the Faith" foi o início da fase que realmente se concretizou em "These Days"...a consistência das letras, bem como a discussão religiosa e o questionamento humano de todas as nossas aflições marca o amadurecimento da banda, que depois foi pura decadência. Tudo que Bon Jovi produziu depois disso [claro, eu gosto de algumas coisas dos álbuns seguintes] foi decadente, aos meus olhos. E o mais engraçado é que é exatamente esse Bon Jovi decadente o que vira mais aos olhos das pessoas. É esse Bon Jovi que elas associam e por isso muitos acham uma merda...acham POP, porque sim, realmente foi nisso que o Bon Jovi se transformou, numa banda POP de quinta categoria.

O que me deixa um pouco desapontada com eles; precisaram se adequar ao mercado...eu acho isso muito triste, mesmo, da mesma forma como aconteceu com Kiss. Kiss ganha o trono de banda rainha da corrupção. A corrupção deles que se foda, me refiro a corrupção da arte.

"These Days" não tem uma música sequer que não seja genial. Mas ficaria muito cansativo dizer sobre todas elas, então já que tenho que escolher, escolho "Something to Believe In" e com ela vos deixo. [Mas que fique claro que eu amo Jesus de Nazaré e muito].



Bon Jovi, "Something to Believe In"


I lost all faith in my god, in his religion too
I told the angels they could sing their songs to someone new
I lost all trust in my friends
I watched my heart turn to stone
I thought that I was left to walk this wicked world alone

Tonight I'll dust myself off
Tonight I'll suck my gut in
I'll face the night and Ill pretend
I got something to believe in

And I had lost touch with reason
I watched life criticize the truth
Been waiting for a miracle
I know you have too

Though I know I wont win
I'll take this one on the chin
Well raise a toast and I'll pretend
I got something to believe in

If I dont believe in jesus, how can I believe the pope
If I dont believe in heroin, how can I believe in dope
If theres nothing but survival, how can I believe in sin
In a world that gives you nothing
We need something to believe in

If I dont believe in jesus, how can I believe the pope
If I dont believe in heroin, how can I believe in dope
If theres nothing but survival, how can I believe in sin
In a world that gives you nothing
We need something to believe in.

***

These days - the stars seem out of reach
But these days - there ain't a ladder on the streets
These days - are fast, love don't last in this graceless age
Even innocence has caught the midnight train...

Don't you know that all my heroes died?
And I guess I'd rather die than fade away...


;*
Devaneios de um sábado à noite...



NÃO ACREDITO! O Má gravou em vídeo meus devaneios de outro sábado à noite sobre vazios, rivotril e suicídio!!!


HAUAAUAAHAAHAU Se fosse em outra época eu poderia ficar brava; mas não fiquei e depois que eles estiverem públicos no youtube faço questão de disponibilizar os links...


O fato é que alguns amigos se entediam com as minhas constantes filosofias de um sábado à noite...QUE FIQUE CLARO QUE NÃO É O CASO DO MÁ! Ele se diverte hahahaha, TALVEZ, por ser pisciano como eu.


Bom, as filosofias não se resumem à um sábado à noite...HAUAHAHA...estou fugindo de contatos de qualquer espécie, inclusive MSN porque acho que só a Thais me aguenta por OBRIGAÇÃO hhahahha...obrigação de amizade...ela odeia filosofia. Mas sábado à noite é talvez um dia em que eu me embriague mais...


Eu não vejo os dias dessa forma..posso me embriagar numa segunda, numa terça, num domingo, mas não existe uma "obrigação" de tal ato nestes dias...mas se eu saio da toca num sábado à noite é OBRIGATÓRIO que eu me embriague...eu vejo os dias, assim como as pessoas e as coisas de forma ATEMPORAL. Mas sábado à noite é um mito, é uma constância, uma regra e uma exceção;


Enfim, HUAUHAUHAHAU estou bêbada....


E hoje depois de ver os vídeos gravados de forma escondida e infiel, fiz questão que ele gravasse outros sobre os meus devaneios DESSE sábado à noite...e ele gravou.


Bom, eu me peguei olhando pro volante do carro. Olhei pros meus dois pulsos. Em um está tatuado *LIVE FREE OR DIE* com borboletas, no outro está Lüst com uma pimenta; o engraçado é que eu não sabia que a palavra Lust (inglesa, significando luxúria) juntando-se ao trema, seria uma palavra alemã que significa VONTADE.

Que fique claro, que quando eu tatuei isso, desconhecia essa informação; pra mim o "¨" era menção ao Motley...CRÜE...era menção ao Hard Rock...e logo então lembrei da minha outra tatuagem...*Youth gone wild" tatuada em cima da bunda e depois da fada segurando um caminho de flores perseguida por borboletas no pé e das três estrelas atrás da orelha e até da Fênix que já estou até discutindo preço que irei tatuar nas costas.


Nesse exato momento tocava hard rock na Kiss...não me perguntem a banda, era AOR..poderia ser Jorney, Kansas ou Asia, não sei ao certo; só sei que a música falava algo como você é o que é..aceite, nada pode mudar isso....


Eu pensava nas tatuagens, via as do pulso visualizava as outras e pensava: -É, realmente, tá tatuado né? Viva livre ou morra, luxúria, vontade mesmo que sem querer, querendo...HAUAHAUAAHU [Chaves rulez], as borboletas, diga-se mutação, a fada segurando o caminho de flores, diga-se sonho, misticismo, esperança, beleza, as três estrelas, diga-se brilho, regra de três, ação e reação; a juventude selvagem, hard rock in my veins, tudo ali grafado, explícito, algumas meio escondidas, reveladas aos poucos...O MEU EU GRAFADO.



QUE SENSAÇÃO TERRÍVEL E CONFORTANTE.



Sensação de que algumas coisas não mudam [conforto e desespero].


Posso eu mudar isso?


Não, não posso. Eu as amo. Não passaria um laser para escondê-las ou apagá-las.


Não posso apagar o meu eu.


A lei do eterno retorno de Nietzsche é mesmo uma lei? Uma lei é mutável? Por mais que possa ser mutável, ela desvaloriza-se??

Antes disso tudo um ser comete o disparate de dizer que as metáforas são miseráveis. Tive vontade de dar um tiro nele! E o pior é que ele nem me conhecia e falava-me tais disparates ao pé do ouvido! Com uma proximidade, que eu fazia de tudo pra fugir!


Que espécie de pessoa considera as metáforas miseráveis??? Provavelmente a mesma que não tem sequer a mínima intimidade contigo e mesmo assim lhe fala absurdos ao pé do ouvido!!!



CHEGA,



Estou em casa e como "Por enquanto", "nem desistir nem tentar, estamos indo de volta pra casa"...


Estou offline of course...mas vendo meu amigo escutando "Dry Country" do Bon Jovi, música que não escuto há séculos, mas que amo. Então aciono: MEUS DOCUMENTOS, MINHAS MÚSICAS, HARD ROCK, BON JOVI, DRY COUNTRY e escuto.



Bon Jovi, "Dry Country"



Across the border they turn
Water into wine
Some say it’s the devil’s blood
They’re squeezing from the vine
Some say it’s a saviour
In these hard and desperate times
For me it helps me to forget
That we’re just born to die



I came here like so many did
To find the better life
To find my piece of easy street
To finally be alive

And I know nothing good comes easy
All good things take some time
I made my bed I lie in it
To die in it’s the crime



You can’t help but prosper
When the street are paved with gold
They say the oil wells ran deeper here
Than anybody’s known
I packed up on my wife and kid
And left them back at home
Now there’s nothing in this paydirt
The ghost are all I know


Now the oil’s gone
The money’s gone
And the jobs are gone
Still we’re hangin’ on


Down in dry county
They’re swimming in the sand
Praying for some holy water
To wash the sins from off our hands
Here in dry county
The promise has run dry
Where nobody cries
And no one’s getting out of here alive



In the blessed name of Jesus
I heard a preacher say
That we are God’s children
And that he’d be back someday
And I hoped that he knew
Something as he drank his cup of wine
I didn’t have too good of a feeling
As I head out to the night



I cursed the sky to open
I begged the clouds for rain
I prayed to God for water
For this burning in my veins
It was like my soul’s on fire
And I had to watch the flames
All my dreams went up in ashes
And my future blew away



Now the oil’s gone
The money’s gone
And the jobs are gone
Still we’re hangin’ on



Down in dry county
They’re swimming in the sand
Praying for some holy water
To wash the sins from off our hands
Here in dry county
The promise has run dry
Where nobody cries
And no one’s getting out of here alive



Men spend their whole lives
Waiting praying for their big reward
But it seems sometimes
The payoff leaves you feeling
Like a dirty whore
If I could choose the way
I’ll die
Make it by the gun or knife
‘Couse the other way there’s too much pain
night after night after night…



Down in dry county
They’re swimming in the sand
Praying for some holy water
To wash the sins from off our hands
Here in dry county
The promise has run dry
Where nobody cries
And no one’s getting out of here alive.



Esse foi meu sábado cheio de devaneios e um pouco mais, mas estou com preguiça, já escrevi DEMAIS!


;*

 
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