sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

You're dangerous, 'cos you're honest.
You're dangerous, you don't know what you want.
Well you left my heart empty as a vacant lot
For any spirit to haunt.

You're an accident waiting to happen
You're a piece of glass left there on a beach.
Well you tell me things
I know you're not supposed to
Then you leave me just out of reach.

Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna drown in your blue sea?
Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna fall at the foot of thee?

Well you stole it 'cos I needed the cash
And you killed it 'cos I wanted revenge.
Well you lied to me 'cos I asked you to.
Baby, can we still be friends?

Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna drown in your blue sea?
Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna fall at the foot of thee?

Ah, the deeper I spin
Ah, the hunter will sin for your ivory skin.
Took a drive in the dirty rain
To a place where the wind calls your name
Under the trees, the river laughing at you and me.
Hallelujah! Heaven's white rose
The doors you open I just can't close.

Don't turn around, don't turn around again.
Don't turn around your gypsy heart.
Don't turn around, don't turn around again.
Don't turn around, and don't look back.
Come on now love, don't you look back.

Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna drown in your blue sea?
Who's gonna taste your saltwater kisses?
Who's gonna take the place of me?
Who's gonna ride your wild horses?
Who's gonna tame the heart of thee?

[U2 - Who's gonna ride your wild horses?]

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Na época mais pederasta do ano, diante do período de maior aprendizagem de minha vida, poderia dizer muitas coisas, mas palavras de nada adiantam. Desejo à todos, contemplação. Jamais sucumbam ao tédio. Que todas as simples coisas preencham, sempre, mas que isto não seja motivo para deixar de lutar por coisas notoriamente impossíveis. É o impossível que move a vida. Sejam piegas, ridículos, patéticos, apaixonados, loucos, drogados e imediatistas. Sejam caretas, tímidos, covardes, grandes ou pequenos. Ateus ou ortodóxicos. Liberais ou puritanos. Românticos ou Científicos. Gritem, quebrem, chorem, briguem, façam escândalo, morram. Calem, vivam, sorriam, sonhem. Não adoeçam. Adoeçam. Mas sejam amorais, façam suas próprias leis de acordo com os princípios relativistas de CADA UM, e respeitem a individualidade de todos. Respeitem a sua natureza.
Pecado é seguir as normas de alguma convenção...quando a única convenção possível é a sua para com você mesmo.

...Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como Os Nossos Pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...



...Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como Os Nossos Pais...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

“...porque não suportaria, sim, suportaria, suportarás, as pessoas suportam tudo, as pessoas às vezes procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo, o verso justo, a música perfeita, o filme exato, punhaladas revirando um talho quase fechado, cada palavra, cada acorde, cada cena, até a dor esgotar-se autofágica, consumida em si mesma, transformada em outra coisa que não saberia dizer qual era, porque não chegara lá ou sim, que chegar lá não passava disso, aqui passando a mão no rosto, nos cabelos, alguns brancos poucos... autopiedade nojenta, quase não havia mais tempo, embora pudesse ainda repetir there will be time, there will be time ou acaso não fui cúmplice dos meus? desses vindos da noite ou stars open among the lilies, tanta literatura andando pelo apartamento vazio, a vida, fosse o que fosse era agora, a vida era já, a vida era aqui, e o aqui e o já e o agora não passavam de uma vontade de chorar sem lágrimas, de vomitar sem náusea, de trepar sem sexo, tantos versos, tantos planos ficados para trás, só os dias rodando sem parar, o de ontem gerando o de amanhã, trazendo sempre o mesmo gosto de café e cigarros, tocou o peito, que talvez já tivesse começado a apodrecer, a coisa secreta...

Fazer-me de sentimentalóide, fingir que é demasiado doloroso escutar a musiquinha que retirei do fundo do baú [The Cure: “A letter to Elise” – na real estou morrendo de felicidade por ela existir]. Eu sou uma pseudo-sofredora porque como diz a comunidade “SOFRER É CHIC POR DEMAIS”.

E eu adoro.



... O cu, não é isso? No final das contas tudo se reduz a isso.”

Caio F. “Pela Noite” – Estranhos Estrangeiros.

[Blog é coisa de desocupado.]
Cartões de Natal.



Eu vivo reclamando das pessoas que não ligam, que vivem sumindo blá blá [eu devo apontar para a minha própria face quando faço tais reclamações], mas tudo vira La vie en rose quando recebo uma cartinha ou um cartão de Natal de algum amigo.
Ano passado foi a Íris, acho que foi o melhor presente que eu ganhei na vida, fiquei chorando por horas...ela mandou um cartão juntamente com dezenas de fotos nossas, de nossas viajens, de nossa histórias, legendadas.
Hoje foi o Léo [amado], um daqueles amigos que a gente praticamente nunca vê, mas que ama incondicionalmente, não vê por pura negligência. Chorei de novo, coisa mais linda.


Léo, my dear, eu acho que você não vai ler isto...mas, de forma alguma, nem com a letra pré-primário [hahahaha] foi penoso de ler..nós nunca deixaremos de enxergar a luz no tempo das trevas. No nosso Brave New World, os selvagens sempre serão bem-vindos.



Adoro o natal.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Finalmente incorporei Morrissey.





Tudo que eu queria era um intelectual, de preferência de esquerda, fã de Lamarck – por mais que eu não seja [eles sabem se vestir no maior estilo “mendigo-chic”, geralmente sabem falar, são persistentes, MEU-DEUS-EU-DARIA-A-BUNDA-A-NOITE-TODA-PARA-CHE-GUEVARA], um cara assim que goste de Chico Buarque de Hollanda e Chopin, que tenha, no mínimo uma gravura de alguma obra de Gustav Klimt pendurada em alguma das paredes do seu apartamento próprio, pequeno e bagunçado, simples mas próprio, juntamente com uma sumptuosa biblioteca que tenha a obra completa de Nietzsche a Kant, de Caio F. a Jürgen Habermas, de Oscar Wilde a Aldous Huxley, quem sabe até Heidegger e tudo que uma biblioteca deve ter, ganhar flores e nos cartões poesias de Pessoa ou Florbela Espanca, almoço no restaurante marroquino, jantar no japonês, cabelo bagunçado, Woody Allen no DVD, meu Deus, M-A-N-H-A-T-T-A-N, cinemateca sexta-feira à noite, teatro na quinta, sexo selvagem sete vezes por dia só pra ser doce. Nosso primeiro encontro seria num dia de inverno, num café qualquer no meio do caos urbano, eu escrevendo um conto e ele um discurso, ele ia acender meu ciagrro.
O negócio é masturbação forever. Vou comprar um dildo de 30 cm no sexshop e imaginar que é o Che Guevara, antes dele virar um sociopata.

Como diria Caio F. em “Os Dragões não conhecem o paraíso” – Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Eu passo muito mal...

[Papai Noel, neste natal quero a primeira edição autografada por Caio F., com amor, com carinho, de "Os Dragões não conhecem o paraíso" que estão vendendo por 450 reais - eu fui uma boa menina, eu mereço.]


...nos usamos honestamente assim, eu digerindo faminto o que teu corpo rejeita, bebendo teu mágico veneno porco que me ilumina e me anoitece a cada dia, e passo a passo me afundo neste charco que não sei se é o grande conhecimento de nós ou o imenso engano de ti e de mim, nos afastamos depois cautelosos ao entardecer, e na solidão de cada um sei que tecemos lentos nossa próxima mentira, tão bem urdida que na manhã seguinte será como verdade pura e sorriremos amenos, desviando os olhos, corriqueiros, à medida que o dia avança estruturando milímetro a milímetro uma harmonia que só desabará levemente em cada roçar temeroso de olhos ou de peles, os gelos, os vermes roendo os porões que insistimos em manter até que o não-feito acumulado durante todo esse tempo cresça feito célula cancerosa para quem sabe explodir em feridas visíveis indisfarçáveis, flores de um louco vermelho na superfície da pele que recusamos tocar por nojo ou covardia ou paixão tão endemoniada que não suportaria a água benta de seu próprio batismo, e enquanto falas e me enredas e me envolves e me fascinas com tua voz monocórdia e sempre baixa, de estranho acento estrangeiro, penso sempre que o mar não é esse denso escuro que me contas, sem palmeiras nem ilhas nem baías nem gaivotas, mas um outro mais claro e verde, num lugar qualquer onde é sempre verão e as emoções limpas como as areias que pisamos, não sabes desse meu mar porque nada digo, e temo que seja outra vez aquela coisa piedosa, faminta, as pequenas-esperanças, mas quando desvio meu olho do teu, dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes e talvez tenha inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece e tenha inventado quem sabe em ti um brinquedo semelhante ao meu para que não passem tão desertas as manhãs e as tardes buscando motivos para os sustos e as insônias e as inúteis esperas ardentes e loucas invenções noturnas, e lentamente falas, e lentamente calo, e lentamente aceito, e lentamente quebro, e lentamente falho, e lentamente caio cada vez mais fundo e já não consigo voltar à tona porque a mão que me estendes ao invés de me emergir me afunda mais e mais enquanto dizes e contas e repetes essas histórias longas, essas histórias tristes, essas histórias loucas como esta que acabaria aqui, agora, assim, se outra vez não viesses e me cegasses e me afogasses nesse mar aberto que nós sabemos que não acaba assim nem agora nem aqui.
[À beira do mar aberto – Os Dragões não conhecem o paraíso, Caio F.]

sábado, 15 de dezembro de 2007

ps: O Firefox me irrita profundamente.

Grrrrrrrr.
...

Se vai tentar
Siga em frente
Senão, nem começe!

Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

[Bukowski]

Mas que raios...quando exatamente me meti nesta arapuca?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Let us just say I was deeply unhappy, but I didn't know it because I was so happy all the time...


É exatamente assim que me sinto o tempo todo. Outro dia eu fui num curso do Rotaract e tínhamos que escrever o nome da pessoa que nos remetia ao que estava escrito num pedacinho de papel, coisas como quem é o mais sexy e tal, muitas coisas superficiais, outras nem tanto. Escreveram meu nome para algumas destas muitas coisas, mas lembro-me de ter ficado indignada pois meu nome estava lá - a pessoa mais triste do grupo. Soltei um manifesto inconformado, perguntava como era possível que fizessem tal imagem de mim, afinal de contas eu era feliz.
Não perco a mania, de certa forma inútil de questionar-me sobre as coisas – inútil porque, não importa o quanto você se questione, você nunca chegará a conclusão alguma. Mas, neste momento, eu não acredito que felicidade seja estar feliz, felicidade é ser feliz. A diferença é que para ser feliz, até o sofrimento é necessário. É preciso viver, tudo. Arrisco-me a dizer que uma pessoa que esteja feliz sempre, mente - e o faz desgraçadamente.
Nem sei bem o que quero dizer, mas talvez seja algo como...

Caralho-ser-feliz-é-chorar-no-chão-é-quebrar-a-merda-da-sua-cara-todo-dia-é-amar-e-odiar-sem-limites-enfrentar-a-porra-da-sua-vida-maravilhosa-é-estar-infeliz-pracaralho-é-a-merda-do-potencial-criativo-o-dedo-na-garganta-o-caos-e-todas-as-imundas-privadas-entupidas-e-todas-as-dúvidas-e-todos-os-fracassos-e-todas-as-perguntas-sem-respostas-e-entaõ-você-está-lá-morrendo-no-chão-olhando-pra-caixa-de-calmantes-com-vontade-de-engolir-tudo-de-uma-vez-só-e-começa-a-gargalhar-e-dá-um-grito-MEU-DEUS-COMO-EU-SOU-FELIZ.


Estar feliz deve ser a maior infelicidade desta vida. Deve ser puro tédio, eu juro.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


"Caio F. me basta, mais nada."


É como diz o prefácio do meu romance [que pode ser modificado a qualquer momento...]: ...O único meio de abrigar-se da solidão nos dias de hoje é através da arte – aonde a beleza, a magia, o sonho e a compreensão ainda são possíveis. Não há forma de sobrevivência, senão pela contemplação e pela realização de coisas contempláveis.

Caio F. me entenderia...certeza.


Porta-Retrato [Fragmentos - 8 histórias & 1 conto inédito.]



Tinha secado: esse era talvez o ponto. Não a palavra exata, que já não tinha essas pretensões, mas a mais próxima. Sabia pouco a respeito de árvores, ou sabia de um jeito não-científico, desses de tocar, cheirar e ver, mas imaginava que o processo interno de ressecamento começasse bem antes da morte aparecer no verde brilhante das folhas, na polpa dos frutos ou na casca do tronco. Não era evidente nem externo ou explícito o que padecia. E padecia? perguntava-se detalhando os traços com as pontas dos dedos, nada que revelasse na umidade da boca ou num contorno de nariz — uma dor? Não era assim. Gostaria de voltar atrás, com sentimentos curtos e claros feito frases sem orações intercaladas, iluminar aos poucos, um mineiro, uma lanterna, o poço fundo, uma linguagem? A unha batia contra o dente. Contatos assim: uma coisa definida chocando-se com outra definida também. E não só contatos, emoções, linguagens. Quase analfabeto de si mesmo, sem vocabulário suficiente para explicar-se sequer a um espelho. Não queria assim, esses turvos. Não queria assim, esses vagos. Sem nenhum humor. Sem nada que pulsasse mais forte que o frio cuidado com que desordenava-se, um gole disciplinado de vodca quando alguma corda do violino rebentava em plena sinfonia e, no meio do palco, impossível deter o acorde. Unicamente imagens assim lhe ocorriam, essa coisa das árvores, das gramáticas, das minas, dos concertos. Elegantemente, sempre. As luvas brancas, as longas pinças esterilizadas com que tocava sem tocar o todo, o tudo e o si. Um vício que lhe vinha quem sabe da mania de ouvir música erudita, mesmo enquanto apenas vivia, antes os fones nos ouvidos que os gritos na vizinhança. E por mais que afetasse um ar de quem lentamente cruza as pernas em público, puxando com cuidado as calças para que não amarrotassem, saberia sempre de sua própria farsa. Tão conscientemente falsa que sua inverdade era o que de mais real havia, e isso nem sequer era apenas um jogo de palavras. A grande mentira que ele era, era verdade. Ou: a mentira nele nunca fora fraude, mas essência. Seu segredo mais fundo e mais raso, daí quem sabe a surpresa branca de quando ouvira um quase-amigo dizer que não passava de uma personagem. Prometera-se sentimentos sem intercalados, mas sentia agora uma necessidade de explicar ao ninguém que superlotava sua constante platéia, com ele sempre fora assim: quase-amigos, nada de intimidades. Mas voltando atrás no ir adiante: uma surpresa quê. Não, não uma surpresa quê. Uma não-surpresa surpreendida, pois como e porque se fizera visível e dizível naquele momento o que nem sequer alguma vez escondera? Perdia-se, não eram teias. Nem labirintos. Fazia questão de esclarecer que sua maneira torcida não se tratava de estilo, mas uma profunda dificuldade de expressão. Por esse lado, quem sabe? As emoções e os pensamentos e as sensações e as memórias e tudo isso enfim que se contorce no mais de-dentro de uma pessoa — tinham ângulos? Havia lados mais como direi? Fragmentava-se: era os pedaços descosturados de uma colcha de retalhos. Pedia atenção aqui, por favor, mais por gestos, entonações ou simplesmente clima, e regirava: era os retalhos, um por um, não a colcha, ele. Desde o xadrez vermelho ao cetim roxo sem estampa, e assim por diante, todos. Quase parava de aborrecer-se então, como quem troca súbito uma peça para violino e cravo por um atabaque de candomblé. O leve tédio suspenso como poeira espanada logo voltava a desabar. O bocejo era a compreensão mais amarga que conseguia de si mesmo. E posto isso, cabia a seguir qualquer atitude desesperada como casar, tentar o suicídio, fazer psicoterapia ou um concurso para o Banco do Brasil. Localizava-se, mais fácil assim, dando nome às coisas. Um entusiasmo tênue como o gosto de uma alface. Isso, estar, ser. Uma vontade de interromper-se aqui, paladar estragado pelo excesso de cigarros tentando inutilmente dar um nome ao gosto que fugia entre os dentes. Em algum quarto, há muito não sabia de línguas no seu corpo, ou tão sabidas tinham se tornado que. Vacilava entre a certeza quase absoluta de estar alcançando qualquer coisa próxima de uma sabedoria inabalável, alta como um minarete, gelada como um iceberg — melhor assim: uma montanha de compreensão sem dor de todas as coisas. Ou, talvez o ponto, nem icebergs, nem minaretes — mas árvore. Inventava com os olhos no ar vazio à sua frente um verde copado de sumarentos frutos, como se diria num outro tempo, se é que alguma vez se disse, dizia sim, dizia agora, desavergonhado e frio. Verde copado de sumarentos frutos. Folhagem de seda lustrosa. Tronco pétreo ancestral. O seco invisível como verme instalado no de dentro. Impressentível, sob a casca, caminhando lento, questão de tempo, apenas, e semente contendo o galho crispado, mão de bruxa, roendo. Tinha dois olhos duros. Dois olhos grandes de quem vê muito, e não acha nada. Tinha secado, era certamente esse o ponto. Nunca a palavra exata, esclarecera de início. Já não tinha mais essas pretensões.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


"...Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.''

E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.


Frida Kahlo...após anos sendo traída pelo seu marido, este lhe diz que a fidelidade é uma virtude burguesa e então ela responde: -"Acho que é melhor nos separarmos e eu ir tocar a minha música em outro lugar com todos os meus preconceitos burgueses de fidelidade."

XD.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Ai, essas adaptações...


Quem sofre de insônia, acaba se divertindo muito. Hoje, por exemplo sem querer acabei assistindo o filme que passou na Sessão Brasil, na globo: Nina. Toda e qualquer coincidência com “Crime e Castigo” do Dostoiévski não é mera coincidência, já que o filme é uma tentativa de adaptação da obra e logo na primeira frase isto já é perceptível. O filme começa com a forma com que Raskólnikov dividia as pessoas: ordinárias ou extraordinárias. Uma verdadeira chacota, seguido pela pergunta da amiga de Nina: -Sou ordinária ou extraordinária? A própria Nina não poderia ser uma adaptação de Raskólnikov, já que estava muito longe de ser uma pessoa extraordinária, aliás ela estava longe de qualquer intenção ou idéia de melhorar o mundo ou coisa parecida.
O filme é bem feito e é bom, a única coisa que mata é a tentativa de adaptar Dostoiévski. O assassinato é cometido completamente fora de propósito, já que se tratava de uma adaptação; toda e qualquer filosofia não é ali aplicada como foi por Dostoiévski. Afinal de contas ninguém neste mundo precisaria de filosofia alguma para matar aquela velha chata. Não é à toa que Nina acaba saindo impune de seu crime. De qualquer forma, valeu para passar o tempo.

Achei interessante a proposta dos Correios para alegrar o natal das crianças carentes e estou divulgando.
As crianças enviam uma carta ao papai-noel com seus pedidos e você será o papai-noel de uma dessas crianças.
“O destinatário do projeto é a criança que envia pelos Correios uma cartinha ao Papai Noel. As cartas que partem das comunidades carentes em todo o País são separadas e colocadas à disposição da sociedade para quem quiser adotá-las...”

Você pega a carta e entrega o presente na própria agência dos correios até dia 20 de dezembro e o mesmo encarrega-se de entregar.

sábado, 8 de dezembro de 2007




"Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo."


Cada vez mais convenço-me de que o que nos uniu foi aquilo que aparentemente destitui-nos.
Quando penso em você, estiolo-me; somos assustadoramente parecidos.
Carregamos o mesmo fardo, me impressiona. Assim como eu, você não goza da regalia do erro; arrisque-se e perceberá que sempre irá pagar um preço absurdo pelo acaso.
- E seria isto azar ou mediocridade, seríamos nós os malditos?
O oposto. Nosso fardo é proporcional à nossa grandeza, talvez ele seja ela própria.
Aceite-o.
Jamais seremos como eles...jamais.


"Todos os moralistas estão de acordo em que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor da próxima vez. Não deve, de modo algum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo."

E ainda tem gente que pula o prefácio.

domingo, 2 de dezembro de 2007

A monografia.

Marcam a apresentação para as 8 e meia da manhã, mas você só começa a falar meio dia. Você se empenha meses e isto se torna a sua vida e quando você chega lá para expor o seu filho eles te falam que está tudo atrasado e que você só tem cinco minutos.
Como expor o trabalho da sua vida em cinco minutos? E ainda por cima, eles se apegam no ponto que tem menos importância entre todos, no ponto mais lógico, no ponto menos subjetivo. E toda a minha reflexão? A minha reflexão sobre as atitudes sociais, individuais, o justo e o injusto? Provavelmente ninguém da banca leu.
Enfim, me formei.
O mais engraçado é observar o quanto as monografias dizem sobre as pessoas, fascinante. Uma colega por exemplo, um doce, um doce mesmo de pessoa fez sobre adoção, refletindo a bondade, a caridade, o caráter e tudo mais que ela leva consigo. Minha outra amiga, forte, crítica fez sobre o Tribunal do Júri e assim por diante.
Eu me sinto até constrangida quando as pessoas pedem pra ler meu trabalho...sou eu, ali, escrita, inteira. Toda a minha apologia ao individualismo e a inconformação com a injustiça...e o que mais escuto daqueles que me conhecem bem é: - Pense mais em você, você pensa demais nos outros. Pare de querer ser a mãe de todos.
Talvez essa seja minha forma de pensar em mim mesma. Se puder melhorar a vida de alguém em 0,1%, a minha já melhora 500%. Dentro dos meus limites é claro, não sou Jesus Nazareno.
É, acabou mais uma etapa.
Que curso prestarei ano que vem? Quero tantos, que não sei por qual começo.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

If there's nothing but survivor, how can I believe in sin?



Se Deus pendurou seu único filho como um pedaço de vitela, tenho medo do que ele faria comigo.
[Marquês de Sade]


A pé e de coração leve
eu enveredo pela estrada aberta,

saudável, livre, o mundo à minha frente,
à minha frente o longo atalho pardo

levando-me aonde eu queria.
Daqui em diante não peço mais boa sorte,

boa sorte sou eu.
Daqui em diante não lamento mais,

não transfiro,

não careço de nada;
nada de queixas atrás das portas,

de bibliotecas,

de tristonhas críticas.

Forte e contente vou eu pela estrada aberta.
[Walt Whitman].


Se eu fosse deus, saberia muito bem que as chances muitas vezes funcionam melhor que os castigos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Let us just say I was deeply unhappy, but I didn't know it because I was so happy all the time...

"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma".

[Clarice Lispector]



"Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida."

[Caio F.]

domingo, 18 de novembro de 2007

Dizem que a vida é curta e inesperada, mas nada mais é do que o resultado de uma soma, onde dois mais dois sempre serão quatro, jamais três ou cinco e nos tornamos tudo aquilo que procuramos ser. Muitas vezes parece ser tão longa e repetitiva, mas nunca chega a sua hora de dizer o que ela pensa de si própria.
Sempre estaremos chorando por todos os encontros e despedidas que ficarão a margem do acontecer. Almejando pra sempre uma grandeza impossível, quando o que se tem é o sonho da grandeza de outros. O egoísmo do querer além da benção do ter.
O sonho da solidão alcançado. E para sempre a desilusão da realidade, com todos os abraços e sorrisos negados, inclusive o meu próprio.
Outros tempos e com o que passou ficou também o que fui e que talvez nunca mais seja. Da solidão que tanto desejei e que em outros tempos parecia me confortar, quero distância.
Solitária, abandonada por mim mesma. Cansada de dias que não interessam, cansada de ser mesquinha.

Em qual lugar me escondi? Não consigo me lembrar.

terça-feira, 13 de novembro de 2007




As decepções artísticas da última semana.



1984.

Como assim morreu amando o Grande Irmão???

Estragou tudo, tudo.

ODEIO os finais infelizes que alguns escritores têm mania de dar, estragando por completo uma obra que poderia ter sido brilhante, mesmo caso de “A Hora da Estrela” da Clarice e de “Catcher in the rye” do Salinger, dá até raiva. Você fica lá na expectativa de uma porcaria de uma salvação e de um final feliz, mas eles gostam de ferrar com a vida dos personagens.


Dulce Veiga.

O longa de “Onde andará Dulce Veiga”, dá vontade de matar, de matar! Que lixo! Simplesmente fazem de Caio uma pessoa confusa sexualmente, inventam que ele está apaixonado pela filha da Dulce Veiga, nem sequer mencionam Pedro, que ele amava. O diálogo do metrô não existe. Na real, nem parece coisa do Caio. Transformam a obra numa pseudo-produção global em carioquês. Fora o final, o final! ! ! Ridículo.

domingo, 11 de novembro de 2007

http://www.youtube.com/watch?v=EsAiOTXsizY





I had a roof overhead
Had shoes on my feet
Yeah, sure I was fed
But no one was there when I was in need, yeah


So who am I now?
Who do you want me to be?
I can forgive you but I won't re-live you
I ain't the same scared kid I used to be


I'm gonna live
I'm gonna survive
I don't want the world to pass me by
I'm gonna dream
I ain't gonna die
Thinking my life was just a lie
I wanna be loved
I wanna be loved


I found a picture
Our so-called family tree, yeah
I broke all the branches lookin' for answers
Don't you know that ain't how it's supposed to be?


I'm gonna live
I'm gonna survive
I don't want the world to pass me by
I'm gonna dream
I ain't gonna die
Thinking my life was just a lie
I wanna give
I'm ready to try
Willing to lay it on the line
I wanna be loved
I wanna be…


I ain't gonna cry; I don't wanna scream
But I got so much left unsaid inside of me


I'm gonna live
I'm gonna survive
Don't want the world to pass me by
I'm gonna dream
I ain't gonna die
Thinking my life was just a lie
I wanna give
I'm ready to try
Willing to lay it on the line
I wanna be loved
I wanna be loved
I just wanna be loved
I wanna be loved
I wanna be loved
I wanna be loved...



[Eu realmente NÃO acho Bon Jovi clichê, eu realmente AMO Bon Jovi e eu acho que todo mundo também, ninguém tem coragem de assumir, mas todo mundo gosta, escuta e sabe cantaaaar hauhuehuahuheu...música perfect!]

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sofrer e morrer pelos amigos, eis a maior prova de amor. (Jo 15,13).

Engraçado, hoje eu estava pensando [lá vem merda]. Estava pensando nesta coisa de amizade e amor, mais especificamente no amor que sinto por amigos que não fazem mais parte da minha vida agora. Que coisa arrebatadora! Como é possível que após anos sem ver, sem falar, sem conviver, após brigas, desentendimentos e tudo mais ainda posso amar estas pessoas com a mesma força? Como posso me recordar das mancadas e estas não terem relevância alguma e prender-me apenas as boas lembranças, aos bons momentos e a uma sensação desconfortante de que eu deveria ter agido diferente, que deveria ter perdoado a tempo, que deveria ter nutrido, que não deveria ter me afastado. É doloroso saber que não há o que tentar. Seria inútil uma tentativa de reaproximação, as pessoas mudam. Amo pessoas que não mais existem. E também sou amada por aquilo que fui e não sou mais. As tentativas de reaproximação são sempre falidas. A conversa não desenvolve, você se frusta, a bela imagem que você ama desaparece. As pessoas morrem. Não consigo descrever.

De qualquer forma, morreria por todas elas.

;)

domingo, 4 de novembro de 2007

Sobre bem-estar...

Cada dia mais eu acredito nas palavras de Caio, “o caminho é in, não off”. Chega um momento em que você percebe que as coisas externas não têm absolutamente nenhuma influência na sua alegria ou na sua tristeza, ou no que quer que seja. E então eu digo isso para as pessoas e elas me dizem: - Hm, muito fácil você dizer isso quando tudo na sua vida está dando certo! Mas não é por aí, eu já tinha entrado neste estado antes das coisas começarem a funcionar, na real, provavelmente as coisas estão dando certo porque eu estava bem, corri atrás delas e obviamente estou colhendo os frutos. O grande lance é pensar por você, não sofrer influências – EU BEM SEI COMO ISSO É EXTREMAMENTE DIFÍCIL – a influência MUITAS vezes passa desapercebida. Você acha que aquela merda toda que te encanta faz parte de você, mas não faz. Eu já falei isto zilhões de vezes para os meus amigos, é muito fácil identificar uma influência, principalmente uma influência negativa. Pare e pense por dois minutos, arranque TODAS as suas mentiras, TODAS as máscaras [assustador han? – libertador!] e então pense no que sobrou, no seu “verdadeiro” EU. Tente se lembrar da última vez em que você foi contente, não contente por uma noite, por um dia, por uns dias...digo, realmente contente, continuamente. Foda-se o que todo mundo vai pensar sobre você, e aí todo mundo vai dizer que nunca ligou pra opinião de ninguém – mentira! Praticamente tudo que fazemos contra nós mesmos é a favor de outra pessoa ou coisa ou basicamente a favor de nossa imagem. Eu fiquei depressiva durante meses ou mais de um ano, não sei. Eu, muitas vezes, não conseguia enxergar uma porra de uma luz no fim do túnel e pra completar tive síndrome do pânico [não que eu esteja totalmente curada disto, mas eu me controlo], ambas provavelmente causadas pelo uso excessivo de anfetaminas, uso do qual me arrependo amargamente até hoje e coisa que eu não quero enfiar goela abaixo nunca mais. Por causa do pânico tive que tomar Rivotril meses e por causa disso agora tenho tiques horríveis – deficiências musculares e tal – acreditem na bula de um remédio quando lerem. Mas HOJE, olho para trás e não me conformo, não me conformo com o tanto que a gente complica a vida.
Eu NÃO tinha motivos para ser infeliz, no máximo faltava uma grana de vez em quando, NO MÁXIMO. E no entanto, durante um lapso de alguns meses, eu era o ser humano mais pseudo-miserável do planeta. Também por pensar demais, e quem tem esse costume, sabe bem como é, quando você alcança a lucidez, você está batendo na porta da loucura - e não é uma loucura muito salubre. A lucidez tem qualquer coisa de horrível, porque as coisas ruins têm sempre uma influência muito maior sobre nós do que as coisas boas...logo, por mais que em sua lucidez você consiga vislumbrar coisas boas, você só consegue prestar atenção nas ruins – a terrível realidade das coisas. E você não quer se livrar disto, como se tivesse descoberto a América ou o avião! Como se tal conhecimento fosse irrevogável, um caminho sem volta! É, talvez até seja, mas logo adiante aparece uma encruzilhada quando você também percebe a outra face – a magnífica realidade das coisas. E então só depende de você escolher o caminho do mau ou do bem-estar. Eu queria que todo mundo pudesse sentir isso. Eu queria que as pessoas parassem de se sentir culpadas ou ridículas por serem contentes, que parassem de vangloriar o sofrimento. Será tão difícil perceber que os outros só acham bonito o sofrimento, a dor, a merda toda porque estão afundando na lama e querem que o resto do mundo todo afunde com eles? É por isto que te acham um idiota quando você está feliz! E nós, inconscientemente, pra agradar a população pseudo-miserável do planeta, acabamos nos enfiando cada vez mais na lama em que eles se encontram, achando que somos as pessoas mais originais e brilhantes do mundo todo. Tá tudo errado! Fora a cocaínaaaaaaa! Argh, amigo de pó é a pior espécie de amigo que tem, meus amigos ex-viciados que o digam. Ainda bem que alguns meses depois, depois que geral morreu, sofreu acidente de carro, sofreu tentativa de homicídio, foi preso, etc & tal, estão praticamente todos, pelo menos a grande maioria livre desta porcaria. Continuo na torcida pelo resto, mas sei lá, acho que vão acabar que nem o cara que eu conheci outro dia num bar. O cara se formou, fez mestrado na USP, doutorado em Harvard, trocentos cursos no exterior, inteligente demais, viciado em cocaína, hoje em dia ele é mendigo. Perguntei se ele estava feliz com a escolha dele e ele chorou.

VIDALOKASEMCOMENTÁRIOS!

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sexta-feira, 2 de novembro de 2007



Lüst.


It's another dream, another day...


Como eu AMO minha vida!


:)


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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Fazia tempo que não me divertia tanto com alguma comunidade do Orkut e confesso que fiquei pelo menos uma hora lendo todos os tópicos desta:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=347452
É incrível, as pessoas realmente levam a sério...centenas de pérolas, os Pseudo-Intelectuais detestam os Pseudo P.I. [Pseudo – Pseudo Intelectuais hahahahhaha], mas abaixo a rainha:


A pérola, na íntegra:
“Bom,primeiro eu axo que é muita coragem da nossa parte entrar nessa comunidade e assumir esse "pseudismo",é foda né ser pseudo.Omeu pseudismo não é bem um pseudo,eu estou sempre em busca de aprender sabe,não para o que as pessoas iram pensar sobre isso,quero ser inteligente para mim mesmo e poder depois desfrutar da sabedoria.Tem gente qué não saca nada de nada,daí procura qualquer asssunto e grava para depois falar do nada aquilo..bom,não vou mentir mas ja fiz isso,esse é um ato pseudo.O pseudismo-intelectual consiste para mim em tentar mostrar a sociedade uma pessoa inteligente,para que as pessoas nos adimirem e nos vejam como uma pessoa inteligente...é muito dificil falar sobre isso,pq estamos falando de nós mesmos.Axo que na verdade eu não sou um pseudo-intelectual,pq tudo que eu aprendo eu procuro guardar para mim para que se um dia for necessário eu poder converssar sobre...não sou do tipo que no meio de uma converssa sobre futebol começa a falar de bethoven,da vinci etc etc..Então acho q pelo simples fato de eu não fazer isso não mereço ser rotulado de pseudo-intelectual...Nossa...é muito dificil se assumir um pseudo...adimiro vcs por terem essa coragem de se assumirem!!Parabéns”

Cartilha do Pseudo-Intelectual:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2514785875314568874

P.I. acredita em Deus?:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2485128932878510875

Pseudo-Intelectual adora...
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2485128932878510875

Palavras a serem usadas:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2536322713938770829

Nietzsche é o ópio dos Pseudo-Intelectuais:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2433699766100147994

Livros Pseudos:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2505150393218428684

Como o pseudo-intelectual reage a uma dor de corno:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2505150393218428684

Laranja Mecânica:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2523349621343481514&na=1&nst=1

Eufemisando:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2527764070340915491

Pseudo-Intelectual odeia: [HAHAHAAHAHHA]
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2503497425693737666

O P.I. no natal:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2505315223317608759

Filmes Pseudos:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2441420835249680042

O que desmascara um P.I.?
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2503314037027724345

Estereótipos P.I.:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2491740738660063141&na=1&nst=1

O que é necessário para ser um pseudo-intelectual?
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2487694523005049002&na=1&nst=1

Filosofia é típico de P.I.?
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2484198215616732081&na=1&nst=1

Pseudo é forma, não conteúdo:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2458863260075867070

To cheio de pseudo-pseudo!!!:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2463442891365041632

Nietzsche:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2459398554752682652

Kafka:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=2458469684323060380

O que lêem os pseudo-intelectuais:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=347452&tid=4396075

sábado, 27 de outubro de 2007





The writing's on MY wall, tattooed & everything...way of life..



ROLLIN'...



Woah yeaH!

Since I was born,

They couldn't hold me down

Another misfit kid,

Another burned-out town

I never played by the rules and I never really cared,

My nasty reputation takes me everywhere



Well I look n' see it's not only me

So many others have stood where I stand,

We are the young - so raise your hands



(Chorus)


They call us problem child,

We spend our lives on trial,

We walk an endless mile - we are the Youth Gone Wild

We stand and we won't fall - we're one and one for all

The writing's on the wall - we are the Youth Gone Wild


Boss screamin' my ear 'bout who I'm s'posed to be,

Get a three-piece Wall Street smile, and son you'll look just like me

"I said "Hey, man, there's somethin' you oughta know, well I tell ya

Park Avenue leads to...Skid Row!!



Well I look 'n see it's not only me

We're standing tall, ain't never a doubt

We are the young, so shout it out



(repeat chorus)


Well lemme hear ya get wild!


(guitar solo)


(repeat chrorus)


(typical Bach-style screaming to fade)



We are the Youth Gone Wild!



Traduzir-se


Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguem, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira
Uma parte de mim
Almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida e morte
Será arte?
Será arte?
Será arte?

[Ferreira Goulart para Fagner]

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Carta aos missionários...


Vício de ontem, hoje e sempre. Eu AMO essa música, na minha humilde opinião, umas das 5 melhores músicas nacionais já compostas...desacreditei que fui numa baladinha e uma banda fez um cover dela, agora não paro mais de escutar :P

Missionários de um mundo pagão,
proliferando ódio e destruição
E nos quatro cantos da terra
A morte, a discórdia, a ganância e a guerra...
e a guerra.

Missionários e missões suicidas
Crianças matando crianças inimigas
Generais de todas as nações, fardas bonitas, condecorações
Documentam na nossa história
O seu rastro sujo de sangue e glória.

Vindo de todas as partes, indo pra lugar algum
Assim caminha a raça humana, se devorando um a um
Gritei para o horizonte, e ele não me respondeu
E então fechei os olhos, sua voz
Assim me bateu...

[Uns e Outros]

Watch out: http://www.youtube.com/watch?v=KQk74o7c11I

Ps: Não sei, mas me dá uma coisa, nos anos 80 só tinha música boa e todo mundo era bonito, digo, possuía aquela coisa que vai além, ou aquém.

;*


Don't you EVER give up!



Don't give up
'Cause you have friends
Don't give up
You're not beaten yet
Don't give up
I know you can make it good

...

Don't give up
'Cause you have friends
Don't give up
You're not the only one
Don't give up
No reason to be ashamed
Don't give up
You still have us
Don't give up now
We're proud of who you are
Don't give up
You know it's never been easy
Don't give up...

[Peter Gabriel]


;*

sexta-feira, 19 de outubro de 2007



Wishes...

Eu SEMPRE, desde que me conheço por gente, desejo freneticamente um neon da Heineken.

Vocês todos já sabem o que me dar de aniversário, de natal, de dia das crianças, whatever.

;*

quarta-feira, 17 de outubro de 2007





A minha ficção.



...Pois bem, era fim de tarde numa quinta-feira, Júlia dançava com seu objeto de luz, quando lembrou do artista. Já fazia meses, ela nem sentira transpor e foi quando se deu conta de que haveria de saber como passava o artista. Tomou o telefone e discou; do outro lado, ele atendeu e então ela disse:

- Como tem passado? Quanto tempo desde a última conversa!
- Quase bem, se não fosse...
- Fico feliz em saber que está quase tudo bem, o quase já é um bom começo. Pois bem, tenho que desligar, tenho muitos afazeres – Foi desta forma que ele, o artista foi abruptamente interrompido por ela.
- Espere! Por que tão breve? E as conversas intermináveis?
-Tenho mesmo que ir.

E assim ela desligou o telefone. Ela realmente tinha muitos afazeres, mas não os realizou. Deitou-se em sua cama, e assim permaneceu perdida em pensamentos, cercando o penduricalho com as mãos a fim de que ele parasse de dançar - contido, morto, imóvel. Porque tão breve?...Porque tão breve?...As conversas intermináveis...As conversas intermináveis..., as frases ecoavam em sua cabeça, desorientando, repentinamente, de súbito, contestando.
Cogitou muitas coisas, julgou algumas, supôs outras. A resposta era óbvia, fora breve porque tinha afazeres e pretendia realizá-los e as conversas seriam sempre intermináveis, caso desejasse que elas assim fossem. As respostas eram simples, o que ela não compreendia era porque mesmo tendo conhecimento delas ainda não se dava por satisfeita. Afinal, apenas não desejou uma conversa interminável porque tinha afazeres importantíssimos. Mas por que então, ao invés de realizar os afazeres, ela ficou prostrada na cama, pensando sem parar nas frases que ecoavam em sua cabeça? Permitia-se deitar e pensar, mas não podia permitir-se ter uma conversa interminável e deixar os afazeres de lado? Foi então que se deu conta...


...Tudo começou de repente – como sempre o é. No momento errado, com pontualidade máxima. Tempo é coisa que não existe, apenas junho. Não há que se falar em começo, meio, fim, muito menos em segundos, minutos, horas ou anos e talvez por este motivo ecoe a impressão de tudo ter acontecido exatamente no mesmo instante – e talvez tenha sido. Esta não é uma estória de amor – as relações não são mais do que subtis artifícios; trata-se de uma estória baseada em instantes dilacerados, tão efêmeros, quanto eternos que tampouco importam – o que realmente importa é o laço que os une, as pessoas que participaram e a forma como sobreviveram. É a magia e a beleza escondida por de trás da névoa...de algumas vidas descobertas, pelas mais diferentes razões, entrelaçadas por sumptuosas epifanias...


...Júlia estava desordenada como um compasso esquecido a muito - pleno de lacunas, mas disto nem ela sabia. Desprovida de si mesma, havia muita coisa desajeitada que ela não era capaz de observar. E sem perceber, concluiu que o amor era o que lhe faltava - as notas do compasso. Pois mal sabia que se tratava de um completo engano.


[PS: Vide entrada de 28/07 - "Verde, Azul, Todas as Cores..."]

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terça-feira, 16 de outubro de 2007


Quando Caio some da página, o despertador toca para que ele retorne...


Mas eu tinha que ficar contente. E quando você quer, você fica. Comecei a ficar. Afinal, aquele podia ser o primeiro passo para emergir do pântano de depressão e autopiedade onde refocilava há quase um ano. Gostei tanto da expressão pântano-de-depressão-&-etc. que quase procurei papel para anotá-la. Perdera o vício paranóico de imaginar estar sendo sempre filmado ou avaliado por um deus de olhos multifacetados, como os das moscas, mas não o de estar sendo escrito. Se fosse bailarino, talvez imaginasse estar constantemente, em qualquer movimento, sendo esculpido? Ah, cada gesto, uma verdadeira apologia estética da forma pura.
Era engraçado. E bastante esquizofrênico. mas de repente o real tinha-se tornado bem menos retórico.

["Onde andará Dulce Veiga?"]


***

"A pesquisadora acredita que o escritor gaúcho não nasceu para ser clássico, mas para reinar na margem, como Clarice Lispector. Não se expressa para todos os públicos, mas para públicos de suas afinidades, fadado a recepções extremas de amor e de ódio. “Ele não é imitado porque ainda não foi compreendido”, argumenta."



[Ele não é imitado, porque é inimitável. E sim, ele está fadado a recepções extremas de amor, eu o amo extremamente. E o compreendo também.]


;*

domingo, 14 de outubro de 2007

To all my lost friends I love the most…

Quando eu tinha uns 10, 11 anos, não sei ao certo, eu tava voltando da escola, minha mãe parou o carro no farol e do meu lado, na rua, tinha um cara, dando uns “tirinhos”, definhando, morrendo, devia pesar uns 30 quilos. Acho que nunca mais em toda a minha vida vi cena mais degradante. Me chocou de tal forma que me lembro nitidamente dela até hoje, fiquei completamente horrorizada. Algum tempo depois, o Skid lançou o clipe de “Wasted Time” e eu era fã já, passava no Disk MTV todo dia, era engraçado porque eu assistia TODO DIA, mas morria de medo desse clipe, por razões óbvias. Eu dormi dois anos com os meus pais por causa disso.

Pode parecer bizarro, mas eu acho que foi uma espécie de premonição. Eu sabia que a porra daquela letra e que toda a situação ia fazer parte da minha vida um dia. E fez, e faz.

Ah, me chamem de careta, chata e tudo mais, me chamem de blasé quando eu finjo que não ligo pra vocês, só pra vocês não me chamarem de chata mais uma vez. Mas a grande verdade é que eu ligo sim e eu ligo muito. Eu sinto toda a angústia de vocês o tempo todo. Eu penso em vocês o tempo todo e rezo e mando as minhas melhores vibrações, sempre.

Sempre...;(


http://www.youtube.com/watch?v=ln-je7K8RQo

This is how I feel...

Skid Row, “Wasted Time”

You and I together in our lives
Sacred ties would never fray
Then why can't I let myself tell lies
And watch you die every day?

I think back to the times
When dreams were what mattered
Tough talking youth naivete
You said you never let me down
But the horse stampedes and rages
In the name of desperation

[CHORUS]
Is it all just wasted time?
Can you look at yourself
When you think of what
You left behind?
Is it all just wasted time
Can you live with yourself
When you think of what
You left behind?

Paranoid delusions they haunt you
Where's my friend I used to know
He's all alone
He's buried deep within a carcass
Searching for a soul

Can you feel me inside your heart
As it's bleeding?
Why can't you believe you can be loved?
I hear you scream in agony
And the horse stampedes and rages
In the name of desperation

[CHORUS]

[SOLO]

You said you never let me down
But the horse stampedes, it rages
In the name of desperation

[CHORUS]

The sun will rise again
The earth will turn to sand
Creation's colors seem to fade to grey
And you'll see the sickly hands of time
Will write your final rhyme
And end a memory

I never thought you'd let it get this far, boy...

sábado, 13 de outubro de 2007


sexta-feira, 12 de outubro de 2007




Elizabethtown.


Claire: I'm one of a kind.
...I'm impossible to forget, but hard to remember.

[Eu quase não gosto deste filme, quase não gosto de Cameron Crowe, quase não gosto da Kirsten, quase não gosto do Orlando Bloom, quase não gosto de Tom Petty...quase não gosto de filmes com a estrada, quase não gosto do mapa, do mapa!!!!]


...Now the wind is high and the rain is heavy
And the water’s rising in the levee
Still I think of her when the sun goes down
It never goes away, but it all works out...

[Tom Petty, "It's all work out"]

Ahh..é tão bonito! :)

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007





Singles.



Steve Dunne: My dad left home when I was eight. You know what he said to me? Have fun, stay single. I was eight.

Steve Dunne: Linda, uh, it's me. I had to call you. It's about midnight. I was just having many beers. And, uh, I just wanted to say what I should have said at the dock. I fucking chickened out when I acted casual, like Mr. Casual. I should have said it. You... belong... with... me! We belong together. And what really pisses me off is that, now that we're really talking, you thought i proposed to you only because you were pregnant. What's that about! I mean... hey, this is not the bathroom! And you know maybe if I had said some of these things at the dock it would have made a difference because, but I think we made a big mistake because, we had good times and we had bad times, but we had times. And I would like to start over. I would like to be new to you. I want to be new to you. I want to be Mr. New. So call me back if you want to. But this is the last time I'll call. And, if you really needed to know how I feel, how I really feel, that's how I feel. I love you. And that's something you should know, so I won't bother you again. So, good night. And good bye. And call me back. Good bye.

[Quotes from “Single” – Vida de Solteiro, filminho clássico do início dos anos 90...Cameron Crowe of course – Jerry Maguire, Almost Famous, Elizabethtown! – e como eu amava, como eu amava Alice in Chains – e ainda amo!]
Eu e as velharias que eu tiro do fundo do baú HAUAHAUAHAU, sensacional! O filme é cheio de aparições geniais, de Eddie Vedder, Chris Cornell a Tim Burton, fora a trilha sonora...




Enjoy the music, the movie, Matt Dillon, Pearl Jam, Tim Burton! and Jerry Cantrell [pisciano, fantástico!] LOL!

... If I would, could you?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007


Cansei de ser mais uma inerte.

Vou tentar ser breve, muita coisa eu penso, muita.

A coisa poderia começar de muitas formas.

Poderia começar com a reforma Penal e fazendo valer a justiça. Não sou, de forma alguma contra os Direitos Humanos, mas também não acho que as leis maleáveis [e totalmente ÚTEIS ao governo, principalmente ÚTEIS!] se dão em razão dos Direitos Humanos. Pois que dê trabalho pesado aos encarcerados para que ao menos se paguem e quem sabe até gerar lucros [pro país, pro país!]. E que não tenham tempo de ficar olhando pro teto e falando no celular, tramando, piorando a sua condição. E que os Direitos Humanos sejam respeitados nos presídios e que eles sejam bem distribuídos. Cada crime no seu lugar. Violência não se resolve através de mais violência, mas disciplina é fundamental.
Sou sim a favor de leis penais mais rígidas e não só de leis, mas de uma prática mais “agressiva”, PRINCIPALMENTE para os crimes hediondos, PRINCIPALMENTE para os crimes políticos e PRINCIPALMENTE para o tráfico.

A pobreza do país, a falta de saúde, educação, a precariedade dos presídios e até a falta de estabelecimentos carcerários suficientes pra enfiar a merda toda, isto é muito claro, e não tem novidade alguma!, não existiria se a corrupção acabasse. Esse país gera muita, mas muita grana mesmo. Tolerância Zero à corrupção, este seria um bom começo.
Gente sem medo, sem medo de ameaças. Um governo honesto. Pelo menos em sua base. Infelizmente isso não dá pra garantir no Congresso, mas que a corrupção do congresso seja combatida!

Voto opcional...República e Democracia de verdade. Chega de gente ignorante e incerta votando. Não estou de forma alguma criticando os ignorantes, diante da situação, a grande maioria não têm culpa de ser ignorante...pois que não votem até sua condição melhorar. E eu bem sei da burocracia que existe para que tudo isso possa acontecer.

Liberalismo Econômico...eu sei que isso não pode acontecer do dia pra noite. A reforma previdenciária por exemplo, levaria anos pra ser feita. Direitos adquiridos não podem ser assim tomados, mas que uma data fosse estabelecida e isso fosse gradualmente mudando até lá. Reforma tributária...impostos mínimos e necessários, por favor. Respeitando sempre o princípio constitucional que imposto sobre a mesma coisa não pode ser cobrado, mas infelizmente é.
Não vou ficar aqui explicando o Liberalismo Econômico, muito menos o Neo-Liberalismo, muito menos o que é uma minarquia, mas a partir do momento que as pessoas tiverem que depender delas mesmas, a coisa vai pra frente, porque vai doer no bolso. Interferência mínima do Estado. Ninguém vivendo de “esmola”. O país cresce.

E isso tudo e tudo mais que penso não é original, mas o país é cego.

Como eu escrevi, muita coisa eu penso. Se alguém quiser discutir, eu estou aqui. Eu penso em como fazer alguma coisa, eu tenho as minhas idéias de como começar isso e se alguém tiver mais idéias, eu gostaria muito de ter acesso a elas.

Defensores do PT (“Pobres” e Trambiqueiros) e do Lula, bem como defensores do PSDB (Democratas e “neo-liberais” de fachada!), bem como defensores de extrema-esquerda, bem como capitalistas fervorosos, eu não tenho nada em comum com vocês. O partido do qual eu faço parte ainda não foi concebido.

...Revolução.

domingo, 7 de outubro de 2007

:)



"Desapareceu aquela cara que não parava de me olhar. A pressão deixou de se fazer sentir. Aqui só existem chávenas de café vazias e cadeiras onde ninguém se senta. Aqui só existem mesas vazias e ninguém jantará nelas esta noite. Deixem-me entoar o meu cântico de glória. Que o céu seja louvado pela bênção da solidão. Deixem-me estar só. Deixem-me atirar para longe este véu do ser, esta nuvem que muda ao ritmo da respiração, consoante seja dia ou noite e durante todo o dia e toda a noite. Mudei enquanto estive sentado. Vi o céu mudar. Vi as nuvens cobrirem-se de estrelas e libertarem-nas para de novo as cobrirem. Deixei de ver as alterações por elas sofridas. Ninguém me vê e também eu deixei de mudar. Que o céu seja louvado por ter removido a pressão do olhar, a solicitação do corpo, e toda a necessidade de mentiras e frases. O meu bloco-notas, coberto de frases, caiu ao chão. Está debaixo da mesa, pronto a ser varrido...”


[Virginia Woolf, "The Waves".]

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Odeio esperar.



“Também tenho uma dificuldade incrível para me definir. A primeira frase, “contra o individualismo”, de cara já me grila. Eu não sei MESMO se sou contra o individualismo. Em processo terapêutico, e com uma formação literária onde as influências maiores creio que foram Lispector, Virginia Woolf, Proust, Drummond, Pessoa, por aí – não sei se posso afirmar isso, me entende? Pelo menos agora, eu não me sinto seguro.”

[Caio, em uma de suas cartas para Luiz Fernando Emediato, sobre um projeto para o qual tinha sido convidado.]

Tenho feito pesquisas e mais pesquisas sobre a personalidade de Caio, porque to morrendo de medo de assistir DV...andei lendo críticas dizendo que faltou carisma em Eriberto Leão na interpretação do Caio. A crítica, claro veio de um ser completamente ignorante que provavelmente só leu “Onde Andará Dulce Veiga?” na vida, é nitidamente um cara que não leu mais nada e não sabe nada sobre Caio Fernando Abreu.

Tem mais uma coisa que me intriga. As pessoas falam do personagem “Caio”, como se ele fosse pura ficção...bando de gente ignorante, Deus! Qualquer pessoa que leia Caio, que o conheça um pouco que seja, e isso não precisa de grandes pesquisas, sabe que apesar da estória ser fictícia, o Caio do livro é o próprio Caio Fernando Abreu...o livro descreve a fase em que ele tava falidasso e foi trampar no jornal “O Estado de São Paulo”, por mais que o jornal, no livro, tenha um nome fictício. Nem o próprio nome dele mudou...ele se auto-descreve completamente o tempo todo. O tal Luiz Fernando Emediato era o editor-chefe dele no Estadão e é o mesmo do livro - e ele o descreve exatamente como é – ou como era na época, exatamente da forma como Caio o via: um idiota e estou com raiva desse cara também HAHAHAHA.

Mas na realidade o que me deixa com medo mesmo, é essa tal falta de carisma descrita, tenho medo, muito medo de que tenham mostrado só o lado depressivo e cético dele – difícil de acreditar já que esse livro, em particular, tem “happy ending”, principalmente pro Caio. Mas ele era assim, cheio de paranóias, mas sempre via uma luzinha no fim do túnel, era uma pessoa que vivia renascendo, cheio de novas esperanças.

É engraçado, tantos escritores ao longo de suas vidas mudaram sua essência...Camus, Nietzsche, Blake, muitos e até Oscar Wilde. Caio é sempre a mesma coisa. SEMPRE, através de diferentes realidades e situações, digo na essência, claro que ele mudou de opinião sobre algumas coisas, mas o essencial sempre foi o mesmo. É o único que eu não tenho nenhuma “oposição” [não encontrei palavra melhor, mas deve haver alguma]. Discordo de Oscar Wilde, que AMO, em vários momentos da vida dele, mas me alegra muito que seu fim tenha se dado com opiniões que eu acolho. Não é egoísmo, não é que eu queira sempre concordar com ele, ter empatia sempre por ele, não é isso, de todas as suas mudanças, eu o amo, mesmo nas fases em que eu não concordava com as suas opiniões ou com sua essência modificada. Eu aceito saca? Não estou criticando as mudanças, eu mesma vivo mudando. Mas pelas mudanças as pessoas se tornam qualquer coisa de misteriosas ou até “inacessíveis”, é isso que torna Caio diferente pra mim. Ele não é mistério, ele não é inacessível. É como se eu realmente o conhecesse. É como se fosse meu amigo. E sabe como é né? Mexeu com meus amigos, te levo pro inferno uhAHHUA.

Estou me contorcendo juro, e o raio do DVD não chega.

[T.G.I. Friday's! :D Bebam até cair, mas não deixem o nariz sangrar...by the way, estou tão feliz, meu irmão que eu não sabia se tava vivo ou morto, saiu da merda e está finalmente recuperado! Infelizmente algumas tragédias grandes tiveram que acontecer, mas é como eu disse, é assim que a coisa termina...vidas têm que ser tomadas para que outros sobrevivam.

As pequenas coisas me fazem sempre feliz, mas tenho que admitir que esse tipo de grande coisa, esses milagres me fazem amar a vida cada dia mais. Me faz ter mais fé nas pessoas, me enchem de esperança.]

;*


Stereophonics.


De toda a "nova safra" musical [eles não são novos, mas a notoriedade é nova], impressionante como eu praticamente sinto empatia somente pelos britânicos e pelo indie. E de todos eles, Stereophonics é definitivamente a banda de que eu mais gosto...sem me apegar aos hits do "momento" [já apegada também], devo dizer que é genial, tanto em letras como no barulho. Genial.


Completamente viciada, recomendo ;)

Watch out:

http://www.youtube.com/watch?v=iUHjDJxkcSE

"Dakota"

Thinking ‘bout thinking of you
Summertime think it was June
Yeah think it was June
Laying back, head on the grass
Children grown having some laughs,
Yeah, having some laughs.

You made me feel like the one,
Made me feel like the one, your one.
You made me feel like the one,
Made me feel like the one, your one.

Drinking back, drinking for two
Drinking with you
When drinking was new
Sleeping in the back of my car
We never went far
Didn't need to go far.

You made me feel like the one,
Made me feel like the one, your one.
You made me feel like the one,
Made me feel like the one, your one.

I don’t know where we are going now. (2x)

Wake up cold coffee and juice,
Remembering you, what happened to you?
I wonder if we’ll meet again?
Talk about life since then,
talk about why did it end.

You made me feel like the one,
Made me feel like the one, your one.
You made me feel like the one,
Made me feel like the one, your one.

I don’t know where we are going now. (2x)
So take a look at me now. (8x)
Take a look at me now.
So take a look at me now. (8x)
Now.

(L)

;*

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Serendipidade...

Lá vem a Tatiana de novo com esse papo de serendipidade...
Mas não posso fazer nada, minha vida é cheia delas. E vim aqui hoje contar uma delas e podem acreditar que isso tem um propósito.

Isso vai começar de um jeito e terminar de outro, mas o que importa realmente é o espaço entre uma coisa e outra [Celine em "Before Sunrise" fala de qualquer coisa sobre Deus ser o espaço entre as pessoas, sobre ele não viver em mim ou em você, mas no espaço, na compreensão e na empatia, ou no esforço de tais ações.] Citei Deus pra dizer que tudo isso tem muito a ver, o serendipismo, a magia, as escolhas, o esforço e tudo mais, mas já estou devaneando. Let's cut it.

Pois bem, terei que citar muitos serendipismos pra chegar aonde quero.

Há alguns anos atrás minha sobrinha conheceu um cara de águas no ICQ [anos mesmo uauhahua] e "xavequinho vai-xavequinho vem", ela marcou um encontro com ele, mas pediu que eu fosse junto. Bom, o encontro dela não rendeu em nada, quem ficou com o cara fui eu. Coincidentemente, nessa época eu era apaixonada pelo inimigo mortal desse cara, inimizade da qual eu não tinha conhecimento. Esse tal cara se apaixonou por mim, mas eu peguei pavor dele, afinal de contas eu era apaixonada por outro e sei lá, eu achava ele meio estranho. Meses mais tarde, briguei com o cara que eu era apaixonada e o meu pseudo-relacionamento com ele acabou. Semanas mais tarde me apaixonei por aquele pelo qual eu tinha qualquer coisa de pavor, que demonstrou ser uma pessoa muito bacana, talvez porque eu tivesse deixado o meu preconceito em relação à ele de lado. Inevitavelmente, ao me apaixonar por ele, a paixão dele por mim acabou - HAAHAHAHHAHA - como quase sempre acontece.

Bom, mesmo assim, nos tornamos grandes amigos e ainda somos até hoje, como irmãos, mesmo, ele é um dos meus irmãos mais queridos.

Ele assim como eu, ama hard rock, hoje em dia ele mora em Londres, ele é baterista e está lá há dois anos tentanto carreira...[ele veio no natal e ficou dois meses..aliás, saudades monstras, porque em dois meses praticamente não houve um dia sequer que eu não tenha passado com ele, mas essa informação é desnecessária, só me deu saudade.] Enfim, enquanto ele ainda morava no Brasil, ele ainda morava em águas, eu morava em Sampa [logo depois ele se mudou pra Sampa também], mas sempre vinha pra águas, minha mãe já morava aqui e tal, um dia ele me disse que tinha descoberto que o dono do site "hard times" era de águas - era um dos sites mais famosos assim da época, mas se eu for descrever como era o cenário hard rock nessa época isso vai ficar longo demais, então vou me conter no básico. Pois bem, esse meu amigo mandou vários e-mails pra esse cara a fim de conhecer, afinal, não tem muita gente por aqui que curte Hard Rock e tal e o cara era influente no meio e tal, então me pediu [já que eu era mulher e tinha mais chance de resposta] que eu mandasse um e-mail pro cara e sim, ele me respondeu.

O mais engraçado é que o cara, na época, morava no meu bairro, pertíssimo da minha casa, dá pra ir a pé, do lado mesmo, menos de cinquenta passos e enfim, nos tornamos amigos. Nunca tive um "amigo-vizinho", isso foi realmente legal. E essa amizade, que existe até hoje, apesar da correria toda [ele tá morando em Socorro, os pais dele ainda moram aqui do lado, eu nessa vida de "náufraga" UUAUHUAHAUHA, que ninguém me vê mais], é uma amizade foda, mesmo. Esse cara já fez muito por mim, muito mesmo, ele é extraordinário, ele foi uma dádiva na minha vida, nos piores momentos possíveis. Ele sempre escreveu pra caralho, anos atrás me deu de presente um livrinho de poemas dele fantástico e tal, é um cara super preocupado com política e tudo mais e um sentimentalóide como eu e obviamente, isso pode ser percebido pelo título do site do qual ele era dono, ele é fã incondicional de Bon Jovi.

Mas eu contei tudo isso pra dizer que hoje ele veio aqui em casa, me dar de presente um exemplar do primeiro livro dele que acabou de ser publicado..."Já estava assim quando eu cheguei", um livro que claro, por ter sido escrito por um amigo tão querido e não somente por isso, mas pelo livro ser de uma forma simplista, acessível, filosófica - genial - eu devorei em muito pouco tempo.

E gostaria de transcrever um diálogo entre Deus e o personagem principal.

DEUS: ..."Eu não fiz ninguém, eu criei o Universo, e o Universo se desenvolve livremente.

Cláudio: Mas a bíblia sagrada diz que o senhor nos fez! Sua imagem e semelhança.

DEUS: As bíblias sagradas dizem um bocado de coisas...E todos os trilhões de bilhões de planetas com raças inteligentes têm quarenta ou cinqüenta bíblias e livros sagrados que dizem coisas erradas sobre mim...

Cláudio: E o Senhor fica zangado?

DEUS: Bom, na verdade eu não leio. É mais simples do que ficar quebrando a cabeça de tristeza porque as pessoas mentem a meu respeito. Às vezes, quando algo nos faz infeliz, o melhor é deixar pra lá, procurar outra coisa para ocupar a mente...

Cláudio: Então o Senhor não pune quem escreve as mentiras?

DEUS: Não, realmente. Primeiro de tudo, lembre-se que só porque uma pessoa não diz a verdade, não significa que esteja mentindo, talvez esta pessoa esteja simplesmente dizendo uma verdade pessoal, algo que pra ela é verdade...Além disso, a Vingança não faz parte da minha natureza Cláudio.
A melhor vingança é viver bem, é sublimar o mal que nos fazem. Além do mais, se eu fosse punir todos os seres-vivos que têm ou pregam idéias errôneas sobre mim, simplesmente não restaria absolutamente ninguém no Universo. O mais importante de tudo, Cláudio, é que este é um Universo totalmente livre.

Cláudio: Livre?

DEUS: Livre, meu filho, livre. Pode haver palavra mais doce do que LIBERDADE? Não há nada que eu preze mais no mundo. Sabe porque você nasceu feio?

Cláudio: Não.

DEUS: Porque você nasceu livre! Eu não comando sua vida meu filho, você é totalmente e absolutamente livre.

Cláudio: Mas e o planeta Terra? Toda aquela violência, maldade e crueldade com os animais?

DEUS: É claro que não aprecio a maldade humana...A forma como o planeta e os animais são massacrados...Mas isso é uma questão de escolha. Se eu metesse meu nariz onipotente em tudo o que acontece em cada planeta do Universo, este não seria um Universo livre. Em todos os confins da realidade, em trilhões de planetas eu ouço seres-vivos rezando para mim todos os dias e todas as noites, e você sabe o que eles dizem?

Cláudio: O quê?

DEUS: Eles me dizem QUE TÊM FÉ EM MIM. Então eu fico feliz por saber que me amam, mas não ficaria triste caso não me amassem...A liberdade é mais importante do que tudo Cláudio. E eu sempre respondo aos que rezam a mim, silenciosamente eu respondo a cada uma das orações.

Cláudio: E o que o senhor responde?

DEUS: Eu digo: E EU TENHO FÉ EM VOCÊS.


Então estremeci. Lágrimas de alegria invadiram a minha alma. Senti-me o mais feliz de todos os seres vivos de todo o Universo.

Neste momento, Ele me disse que precisava partir, pensei em pedir que ficasse por mais alguns minutos, mas Deus virou-se para mim e disse:

DEUS-TODO-PODEROSO: Cláudio...Vou te contar um último segredo sobre o Universo, não conte para ninguém, mas JÁ ESTAVA ASSIM QUANDO EU CHEGUEI...


***

Queria lembrar da frase exata da Clarice, uma de suas muitas sobre liberdade...mas era algo como..

"Liberdade, palavra que não há quem explique e não há quem não entenda."


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