sexta-feira, 31 de agosto de 2007



Lá vem o acaso me perseguir novamente!

Já começo avisando que isso vai ficar extenso. E que o acaso fica pro fim.

Bom, faz duas semanas mais ou menos que pessoas de toda espécie, inclusive pessoas que tinha acabado de conhecer vinham me indicar essa leitura do nada...”A insustentável leveza do ser”, de Milan Kundera.

Confesso que já estava bastante inclinada a ler, mas estou banida da biblioteca até o meio de outubro :(. Lembrem-se de devolver os livros no prazo, bibliotecários por mais simpáticos que possam parecer às vezes, dificilmente transgridem às regras e abrem exceções; por mais que você se considere de certa forma amigo dessas pessoas, por mais que praticamente só você consuma aquele lugar, eles não são indulgentes! É, eu estou um pouco sentida com a pena que me foi imposta, mas tudo bem.

As pessoas vinham me falar desse livro pelos mais variados motivos; alguns, muitos deles pela crítica à teoria do Eterno Retorno de Nietzsche; outros pela abordagem do sexo aos olhos de um médico; outros pela abordagem do amor e traição; outros até pela abordagem bíblica e até por causa da merda e do comunismo.

Mas hoje foi o basta. Eu tava conversando com um dos meus grandes amigos, Léo e eu tava falando de Caio Fernando Abreu, que ele não conhecia ainda. Léo, assim como eu é grande devoto de Oscar Wilde e estávamos comentando sobre como gays escrevem de forma única! Caio tem uma semelhança com Wilde; ambos foram heterossexuais até que em algum momento de suas vidas se encontraram homossexuais. Talvez fossem bissexuais, bom, isso não importa. Talvez, assim como Angelina Jolie, para eles o que importava era a alma das pessoas e não o sexo. A questão é que no meio desse assunto NADA A VER, já que o autor em questão pelo que eu saiba não era homossexual, veio o Léo me dizer sobre “A insustentável leveza do ser”.

Aí não me agüentei; DETESTO ebooks. DETESTO ler na tela do computador, detesto mesmo e esse livro tem 300 páginas, mas eu baixei e li.

Bom, por onde vou começar?

Vou começar dizendo que chorei e olha que foram pouquíssimos os livros ou textos ou crônicas que me peguei chorando. Na verdade isso acontece com os escritos carcerários do Wilde e com muitos textos do Caio.

O livro é realmente fantástico; como qualquer outro “retrata” o autor ou uma catarse, ou seja, suas experiências ou a falta dela, um desejo de ser colocado em papel aquilo que se foi é e será, inclusive o que gostaria ou não de ser, enfim, isso não importa. Um escrito é sempre um vomitare e uma forma de espelhamento, acredito eu. Qualquer coisa diferente disso é qualquer coisa de influência ou corrupção.

Diante disso, o cenário não poderia ser diferente de sua vida; O comunismo Tcheco, a punição de seu personagem principal por de certa forma ferir o “movimento”, sempre criticando o comunismo (muito interessante a abordagem) e também a invasão russa e até o exílio de seu personagem, como realmente aconteceu com ele. Mas não se trata somente de um livro político; é antes um livro psicológico e porque não dizer também, filosófico?

Aliás numa crítica aos ativistas comunistas arrependidos, ele diz:

Não é precisamente no seu: Eu não sabia! Eu acreditei! Que reside sua falta irreparável?
Nesse ponto Tomas se lembrou da história de Édipo. Édipo não sabia que dormia com sua própria mãe, e, no entanto, quando compreendeu o que tinha acontecido, nem por isso se sentiu inocente. Não pôde suportar a visão da infelicidade provocada por sua ignorância, furou os olhos e, cego para sempre, partiu de Tebas.
Tomas ouvia o grito dos comunistas que defendiam sua pureza de alma, e dizia a si próprio: por causa de sua inconsciência o pais talvez tenha perdido séculos de liberdade. Mesmo assim vocês gritam que se sentem inocentes? Como podem ainda olhar em torno de si mesmos? Como?! Não estão espantados? Vocês não enxergam? Se tivessem olhos deveriam furá-los e deixar Tebas!”


Essa crítica é publicada e então Tomas é condenado pela sociedade, mas num momento após recebe uma boa crítica de um jornalista:

“-Há uma coisa formidável no seu artigo: a recusa do compromisso. Essa capacidade que estamos perdendo de distinguir o bem e o mal. Não sabemos mais o que é sentir-se culpado. Os comunistas acharam uma boa desculpa: Stalin os enganou. O assassino se desculpa dizendo que a mãe não o amava e por isso ele se sentia frustrado. E de repente você afirma: não existe nenhuma justificativa. Ninguém, mais do que Édipo, tinha a alma e a consciência inocentes. No entanto, ele próprio se puniu quando viu o que fizera.”

O livro começa já com a crítica à teoria do “Eterno Retorno” de Nietzsche que se confirma até o fim do livro. E por falar em Nietzsche, quase não acreditei! Juro, quase não acreditei quando li aquilo. Postei aqui há algum tempo algo sobre um livro que falava de Nietzsche e que eu tinha achado a abordagem extremamente interessante, por abordá-lo de uma forma muito parecida com a que eu o vejo, dócil. Um lado de Nietzsche que os mais superficiais ou talvez desinteressados não consigam enxergar; Nesse livro que eu li, me peguei de novo com a história do famoso abraço dele com o cavalo, a fragilidade tão dócil que Nietzsche desabrocha nesse momento da vida dele.

Bom, como eu ia dizendo, não acreditei quando li. Ele escreveu exatamente sobre isso! Assim dizia no livro:

Nietzsche está saindo de um hotel em Turim. Vê diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, abraça-lhe o pescoço, e sob o olhar do cocheiro, explode em soluços.
Isso aconteceu em 1889, e Nietzsche já estava também distanciado dos homens. Em outras palavras: foi precisamente nesse momento que se declarou sua doença mental. Mas, para mim, é justamente isso que confere ao gesto seu sentido profundo. Nietzsche veio pedir ao cavalo perdão por Descartes [ écat!]. Sua loucura (portanto seu divórcio da humanidade) começa no instante em que chora sobre o cavalo. É este Nietzsche que amo...”


É, é este Nietzsche que eu amo também.

Mas o livro também fala sobre outras coisas. Por exemplo, como a traição, a sexualidade e o amor.

Tomas diz a si mesmo: associar o amor à sexualidade é uma das idéias mais bizarras do Criador.”

Tomas, sempre fora infiel ao grande amor de sua vida, sexualmente falando. É uma abordagem engraçada, na qual concordo, que sexo ou traição nada tem a ver com amor. Você pode trepar com inúmeras pessoas e isso não faz com que seu amor diminua por aquele à quem ama. Isso é fato. Não estou aqui defendendo a “traição”, nem condenando, só estou dizendo que realmente uma coisa nada tem a ver com a outra.

Algumas outras frases de impacto no livro sobre o amor, como “O amor começa por uma metáfora.”. Ou “...os amores são como os impérios: desaparecendo a idéia sobre a qual foram construídos, morrem junto com ela.”

É, o amor começa por uma metáfora, acredito eu, também. Qualquer coisa de empatia ou afeição que remeta você a qualquer coisa que você aprecie muito. E realmente “morrem” se o tal simbolismo acaba. Claro, estou falando do amor homem/mulher, na concepção geral da coisa, porque na minha concepção geral de amor, o amor não morre jamais; apenas o que existia de apaixonante entre um homem e uma mulher é capaz de morrer, junto com a base ou o simbolismo que deu origem à tal sentimento.

Eu falei que isso ia ser extenso, ainda tenho tanto a comentar!

Por exemplo, profissão. Tem uma parte em que ele fala algo como, os franceses podem ser todos diferentes, mas os médicos ou atores sempre terão algo em comum; algo dentro de si que já vêm implícito, uma espécie de pré-destinação à determinada função. O personagem era médico e se angustiava quando por exemplo, não conseguia salvar uma vida. Num momento seguinte abandonou a profissão de uma vida toda para lavar vidros e então não mais sentia o peso do trabalho porque simplesmente não pensava sobre ele, não tinha amor por ele.

Diz também sobre o amor e a relação entre as pessoas e os animais:

É um amor desinteressado: Tereza não pretende nada de Karenin. Nem mesmo amor ela exige. Nunca precisou fazer as perguntas que atormentam os casais humanos: será que ele me ama? será que gosta mais de mim do que eu dele? terá gostado de alguém mais do que de mim? Todas essas perguntas que interrogam o amor, o avaliam, o investigam, o examinam, será que não ameaçam destruí-lo no próprio embrião? Se somos incapazes de amar, talvez seja porque desejamos ser amados, quer dizer, queremos alguma coisa do outro (o amor), em vez de chegar a ele sem reivindicações, desejando apenas sua simples presença.
Mais uma coisa: Tereza aceitou Karenin tal qual é, não procurou torná-la sua imagem, aceitou de saída seu universo de cachorra, não desejou confiscar nada dela, não sente ciúmes de suas tendências secretas. Se a educou, não foi para mudá-la (como um homem quer mudar sua mulher e uma mulher seu homem), mas apenas para ensinar-lhe uma linguagem elementar que lhes facilitasse a convivência e a compreensão. E mais, seu amor ao animal é um amor espontâneo, não é forçado por ninguém."

"Se Karenin fosse um ser humano e não um animal, certamente já teria dito a Tereza, há muito tempo: Escuta, não acho graça de todos os dias ter que levar um croissant na boca. Não poderia descobrir uma brincadeira diferente? Essa frase contém toda a condenação do homem. O tempo humano não gira em círculos, mas avança em linha reta. Por isso o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo da repetição.
Sim, a felicidade é o desejo da repetição, pensa Tereza
.”

Os animais de estimação não são mesmo fascinantes?

Essa última frase de Tereza é realmente algo que vai me fazer ficar que nem uma retardada pensando durante sei lá quanto tempo, ela contradiz tudo que eu penso e ao mesmo tempo é tão coerente! Mas ainda não vou dizer nada porque ainda estou pensando sobre ela.

Sobre o relacionamento com os animais e a comparação com os relacionamentos humanos, realmente, depois de ler esse livro estou com fortes tendências vegetarianas e valorizando os animais de uma forma tão absurda que me choca. Não que não os valorizasse antes, mas agora é diferente. Qualquer discurso vegetariano que eu já tenha escutado na vida nunca me comoveu como as coisas que li nesse livro sobre os animais. E o livro não fala só sobre uma cachorrinha de estimação, fala também sobre vacas, ovelhas e porcos e tudo mais, enfim, vou passar um bom tempo sem comer carne de qualquer espécie com certeza hahaaha.

Tem até uma frase no livro “bem eu”, que como Oscar Wilde e o peixe morre pela boca HAHAAHAHAH, diz assim: “será melhor gritar e precipitar seu próprio fim, ou calar-se e barganhar uma agonia mais lenta?”

Eu sempre preferi gritar e assassinar tudo logo de uma vez do que viver no silêncio do não saber e da falta de algum tipo de resposta.

Enfim, eu poderia citar aqui inúmeros trechos e dar o meu parecer, mas aí vai ser outro livro, então fica assim e como prometido, só vou dizer mais uma coisa. Vou dizer sobre o acaso, um tema definitivamente MUITO abordado neste livro! Exatamente o que eu penso, como o acaso te prende às mais diversas situações, a beleza dele, as escolhas diante dele. Enfim, me encontrei total. Lambuzei-me.

Recomendo.

E “desde então, ela sabe que a beleza é um mundo traído. Só é possível encontrá-la quando seus perseguidores a esquecem por engano em algum lugar. A beleza está escondida atrás da decoração de um desfile de 1º de maio. Para encontrá-la, é preciso rasgar a tela do cenário.”

;*

quinta-feira, 30 de agosto de 2007



Apesar dos dois filmes possuírem muito em comum; o segundo sem sombra de dúvida teve sua base fincada no primeiro, são diferentes.

A pessoa que me presenteou com “Der Himmel über Berlin”, ou no português, “Asas do Desejo” tem receio de assistir “City of Angels”, ou “Cidade dos Anjos”, como preferir.

Considero ambos fantásticos e poesia. Poesias diferentes, com certeza.

“Asas do Desejo” vai mais fundo, é um “retrato” do pós-modernismo, meio documentário, meio filme-ficção, é documentário por falar sobre Berlim, pelo que envolveu Berlim no pós-guerra. Vai mais fundo no “ser”, nos pensamentos humanos, na abordagem humana, na aflição, na melancolia; Personagens fantásticos coadjuvantes, como o velhinho escritor, o suicida, a trapezista, enfim, o ritmo desacelerado, as cenas em preto e branco, que subitamente, tornam-se coloridas, pura poesia, obra de arte.

“Cidade dos Anjos” dá um enfoque maior ao romance, ao amor. Apesar deste também ser dado no primeiro, eu não acredito que seja o principal enfoque; não interpreto que o anjo de “Asas do Desejo” tenha se tornado homem pela mulher como aconteceu em “Cidade dos Anjos”. Acredito que além disso, seu desejo maior era ser humano, sentir, não a mulher, sim, também a mulher, mas tudo, tudo que compreendia a vida e os sentimentos humanos em suas mais variadas formas.

Mas eu não sou crítica de cinema.

O que eu quero dizer com esses dois filmes é o que de comum eles têm; a beleza que os anjos enxergam em tudo que compreende a vida, já que não a possuem e a partir do momento que vivem, sabem viver melhor do que qualquer um de nós. E olha que eles conheciam bem as aflições dos homens, apesar de não poderem senti-las, já que liam os pensamentos. Porém imaginavam, e diante disso tinham uma vontade doentia de viver tudo aquilo. E viveram da melhor forma possível.

Diante disso, acho lamentável – nós, humanos. O dia que aprendermos a valorizar o “sabor de uma pêra”, um “corte” que seja, o dia que soubermos o valor de um mergulho no mar, de um banho quente demorado, da contemplação do pôr do sol e da contemplação em geral, seremos menos patéticos.

Hoje me sinto como um anjo que acabou de cair na terra, mas sei que assim como todos nós, já me senti aflitiva, vazia, melancólica, tediosa e tudo mais. Sei lá, é tudo tão contemplativo, único, quase explodo.


É qualquer coisa como a resposta de Seth, quando seu amigo anjo lhe pergunta após a morte de Maggie, se ele tinha se arrependido de ter virado humano e então ele responde:

-“I would rather have had one breath of her hair, one kiss from her mouth, one touch of her hand, than eternity without it. One.”

E então come pêras, sai correndo na praia e se joga no mar, contemplando a sensação do mergulho; contemplando toda a vida que lhe resta, tudo que viveu e que ainda viverá, com o sorriso mais verdadeiro do mundo: O sorriso de quem conheceu a dor, mas que por ela fazer parte da vida, tão perfeita, a ama. O sorriso de sentir, um sorriso de vida; um sorriso IMPAGÁVEL.


:)


;*
"Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?..."



[Caio F. Abreu]





Então respondo, não é absolutamente nada, hoje compreendo;
Não me interpretem de forma ruim; De forma alguma estou descontente com isso, muito pelo contrário.
E antes eu culpava o vento, acaso, destino, nada, qualquer coisa.
Hoje compreendo com uma lucidez que poderia chamar de horrorosa, por me envergonhar um pouco, mas não a chamo, porque ela me faz bem, clareia.
A culpa não foi do vento, nem do acaso, nem do destino, nem de nada, nem de qualquer coisa. A culpa foi exclusivamente minha e por isso peço desculpas.
Eu sempre, SEMPRE enxerguei coisa aonde não existia. E isso me causa um embaraço INCALCULÁVEL, porém apaziguador.
O mais irônico é que talvez pela primeira vez eu tenha compreendido TUDO. Simplesmente porque parei de tentar compreender, não é mesmo irônico?
Escrevi em menos de dois minutos.



Bruma



Penso em como fui ridícula;
Sem ter medo de ter sido e ser,
porém arrependida,
desta forma de ridículo.


O ridículo da pretensão;
minha doçura,
tão inocente,
que chega a ser idiota.


Pois permita-me dizer-lhe uma novidade
que você julga conhecer;
Já que de tão pretenciosa,
conhece tudo.


Vai ser um tapa na sua cara,
eu bem sei.
E não vai ser fácil,
por amar-lhe tanto em sua vaidade exagerada;


Estou aqui rodeando,
tentando amenizar algo terrivelmente doloroso,
mas olhando pra você,
já sei que sabes o que vou dizer.


E então você quase se encolhe,
como quem diz: - "Eu já sei, não me julgues."
Quase amoleço diante da sua manipulação dócil, indireta;
Peço perdão, mas desta vez, por lhe amar tanto, vou ter que lhe dizer.


Não! Não me olhe assim!
Agora como quem diz sorrindo: - "Eu já sei, e daí?"
Quase amoleço diante da sua manipulação pretenciosa,
de quem simula ser maior; finge que não liga.


Não vou parar de encarar-te, não vou desviar.
A mim não mais manipula, tenha esta o semblante que tiver;
Desta vez, você vai ter que escutar:
O MUNDO NÃO GIRA AO SEU REDOR!



:)


;*

quarta-feira, 29 de agosto de 2007






Coffee is gettin' Cold.


Ah mas que beleza, eu sou uma fênix mesmo em todos os sentidos possíveis e aplicáveis, até me espanto. Não digo que sou bipolar porque meu amigo diz que a bipolaridade está na moda UHAUHAUHAUHAUHA, mas não sou bipolar, sério mesmo, só tenho alguns ataques extremos que mudam com freqüência.

A crise dos trinta já era. Não importa como, eu vou juntar bastante dinheiro pra construir um lugar bem parecido com esse aí pra depois viver do lucro dos girassóis, na minha casinha simples por fora, um luxo por dentro.

Como Harry diria..."Adoroooooo os prazeres simples, são o último refúgio do complexo." [bom, ele não disse o "adoro" de uma forma tão gay, como entoei aqui.]

Os girassóis vão me dar tanta grana que eu vou viver viajando e vou sustentar todos os meus amigos e todas as pessoas que eu amo. Todo mundo vai poder continuar sendo "desocupado" e fazer só o que gosta. É, assim como Holden, vou salvar as criancinhas do abismo huaahuahuaha, inclusive eu mesma...vou ser a Apanhadora no Campo de Girassóis, nada de nilismo, conformismo, depressão e derivados, vai ser só festa e vai ser todo mundo feliz pra sempre.

Porque esse negócio aí de ser sozinha não é pra mim, eu gosto é de um monte de gente em volta mesmo, com muitos momentos de exceção claro, eu tenho meus muitos momentos introspectivos, mas eu gosto mesmo é de festa, eu gosto de cumplicidade, eu adoro confiar nos meus amigos e eu dou tudo que eu puder pra arrancar um sorriso. Se eu me decepcionar muito é simples, eu corto a mesada. Não tenho medo de me decepcionar com as pessoas, muito pelo contrário, quanto mais gente eu conheço, gosto e me decepciono, mais aprendo e mais eu filtro. Se sou dependente? Talvez...apesar de que estou em casa SOZINHA faz uma semana e não fiz festa alguma, não liguei pra ninguém, nem pra minha mãe, aliás é ela que está rodeada de gente e não para de me ligar hahaha tadinha. Eu sou apegada, desapegada, depende.

Dos meus amigos, não sou desapegada mesmo. Mas não exijo, nem nunca exigi nada em troca. Mas se me der uma decepção grotesca, porque eu até que sou bastante tolerante, é como eu disse, é só cortar a mesada e pronto, não é punição, é apenas merecimento ou não, algo como ação e reação."Beijinho, Beijinho, Tchau, Tchau", simples assim e seja feliz. Eu associo muito o tal apego com cobrança, toda vez que me cobram algo eu falo: Pratique o desapego meu bem, como já disse aqui antes numa outra situação qualquer. Mas nem sempre me entendem. Agora ser desapegada a ponto de ser insociável, não querer conviver com as pessoas, ser assim, você e só você e nada além disso...DEUS QUE ME LIVRE E GUARDE! Isso eu nunca vou ser. Isso pra mim não é desapego, é suicídio insalubre, sim, porque existe o suicídio salubre. Mas é a minha opinião, se qualquer pessoa do mundo quiser ser assim, que seja! Eu não tenho absolutamente NADA a ver com isso, eu estou falando de mim. Mas nunca conheci ninguém que fosse assim, pode ter tido vontade de ser assim, sem jamais obter êxito. Isso pode parecer uma crítica, mas não é, é um pensamento que me acompanha há muito tempo e veio à tona. Na verdade, sim, somos nós e nós, mas os outros são como um complemento de nós, uma extensão; Eu enlonqueceria se passasse pelo que Tom Hanks passou em "Náufrago", o cara ficou tão pinel que fez amizade com uma bola; teve que criar um amigo nem que fosse uma bola! Eu poderia citar todos os exemplos do mundo, mas eu não quero provar nada, só estou divagando.

Enfim, meu "plano" vai ser o paraíso e com sorte eu encontro um dragão menos "in" qualquer coisa OU com muita paciência...

Enfim, isso não importa. Mentira, importa, mas não agora. Agora eu tô pensando em outra coisa e se o Dragão chegasse ia encontrar a casa uma bagunça! Porque eu não estou dando muita atenção pra ela agora também. E na real, eu nem me importaria se ele se importasse com a bagunça da casa, se não gostar da casa vai em outra...depois volta se quiser. Se não quiser tudo bem também, eu viro assexuada ou vou dormir, algo do tipo.

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas daquilo que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada!
[Clarice Lispector]


Eu invento o que eu quiser e faço valer!

Quem aposta?

I Know the Secret and I'm Revived, more than EVER and EVER, like i never felt in my life.

"Se pá", eu começo a movimentar objetos com a força do pensamento agora.

E nem adianta urucar que eu já comprei o xarope anti-olho gordo e inveja.



Segura. Impossível cancelar.

;*








terça-feira, 28 de agosto de 2007

Que seja doce, Que seja doce, Que seja doce, Que seja doce, Que seja doce, Que seja doce, Que seja doce.


Caio Fernando Abreu era o que eu chamo e que provavelmente Fernando Pessoa chamava de gente.

Eu sou gente também. E me encontro em absolutamente tudo que ele escreve, nos mais variados assuntos e interpretações subjetivas que tenho de tudo isso.

Fazia tempo que eu tava querendo ler esse texto dele que eu só tinha lido trechos..enfim, foi postado no blog do cara que disponibiliza os textos...o link tá aqui nos meus favoritos pra quem se interessar.

Não vou ficar aqui dizendo porque me encontrei nesse texto, a carapuça vai servir pra quem ela foi feita, se é que vai ser lido. O fato é que eu de certa forma, desisti sem desistir, cansei de tentar, mas continuo sonhando, aliás tive um sonho perfeito essa noite. É assim que eu aprendi a encontrar, no sonho, dormindo ou acordada, no cheiro, na lembrança, no paraíso que nunca existiu de verdade, mas que nunca vai deixar de existir nos meus sonhos, no meu coração, na minha alma - é tão absurdamente significante que está até grafado na alma, não há o que faça sair de lá.

Não tem muito o que continuar dizendo aqui, o texto fala por mim; pra mim já não importa, na verdade nunca importou se o paraíso iria existir pro dragão, na real eu acho que eu sempre soube que jamais iria. É uma ausência que dói, uma ausência de uma coisa que nunca chegou perto, apesar de estar sempre perto. É uma ausência que o dragão nunca vai compreender, é contrária à sua natureza, totalmente incompreensível - nós; afinal dragão é dragão, gente é gente. Que seja doce vezes sete.


Mas pra mim sempre foi.







Os Dragões não conhecem o paraíso.



Tenho um dragão que mora comigo.



Não, isso não é verdade.



Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.



Isso me pareceu gradiloqüente e sábio como uma idéia que não fosse minha, tão estúpidos costumam ser meus pensamentos. E tomei nota rapidamente no guardanapo do bar onde estava. Escrevi também mais alguma coisa que ficou manchada pelo café. Até hoje não consigo decifrá-la. Ou tenho medo da minha - felizmente indecifrável - lucidez daquele dia.



Estou me confundindo, estou me dispersando.



O guardanapo, a frase, a mancha, o medo - isso deve vir mais tarde. Todas essas coisas de que falo agora - as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo.



Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.



Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim. Foi essa a imagem que me veio hoje pela manhã quando, ao abrir a janela, decidi que não suportaria passar mais um dia sem contar esta história de dragões. Consegui evitá-la até o meio da tarde. Dói, um pouco. Não mais uma ferida recente, apenas um pequeno espinho de rosa, coisa assim, que você tenta arrancar da palma da mão com a ponta de uma agulha. Mas, se você não consegue extirpá-lo, o pequeno espinho pode deixar de ser uma pequena dor para se transformar numa grande chaga.



Assim, agora, estou aqui. Ponta fina de agulha equilibrada entre os dedos da mão direita, pairando sobre a palma aberta da mão esquerda. Algumas anotações em volta, tomadas há muito tempo, o guardanapo de papel do bar, com aquelas palavras sábias que não parecem minhas e aquelas outras, manchadas, que não consigo ou não quero ou finjo não poder decifrar.



Ainda não comecei.



Queria tanto saber dizer Era uma vez. Ainda não consigo.



Mas preciso começar de alguma forma. E esta, enfim, sem começar propriamente, assim confuso, disperso, monocórdio, me parece um jeito tão bom ou mau quanto qualquer outro de começar uma história. Principalmente se for uma história de dragões.



Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicórnio, salamandra, harpia, elfo, hamadríade, sereia ou ogro. Duvido que um dragão conviva melhor com esses seres mitológicos, mais semelhantes à natureza dele, do que com um ser humano. Não que sejam insociáveis. Pelo contrário, às vezes um dragão sabe ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles não dividem seus hábitos.



Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, às três ou às onze da noite, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro, mas é mais previsível entre sete e nove da manhã, pois essa é a hora dos dragões) sempre batem a cauda três vezes, como se tivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja essa a sua maneira desajeitada de dizer, como costumo dizer agora, ao despertar - que seja doce.



Mas no tempo em que vivia comigo, eu tentava - digamos - adaptá-lo às circunstâncias. Dizia por favor, tente compreender, querido, os vizinho banais do andar de baixo já reclamaram da sua cauda batendo no chão ontem às quatro da madrugada. O bebê acordou, disseram, não deixou ninguém mais dormir. Além disso, quando você desperta na sala, as plantas ficam todas queimadas pelo seu fogo. E, quanto você desperta no quarto, aquela pilha de livros vira cinzas na minha cabeceira.



Ele não prometia corrigir-se. E eu sei muito bem como tudo isso parece ridículo. Um dragão nunca acha que está errado. Na verdade, jamais está. Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões. Na manhã, na tarde ou na noite seguintes, quanto ele despertasse outra vez, novamente os vizinhos reclamariam e as prímulas amarelas e as begônias roxas e verdes, e Kafka, Salinger, Pessoa, Clarice e Borges a cada dia ficariam mais esturricados. Até que, naquele apartamento, restássemos eu e ele entre as cinzas. Cinzas são como sedas para um dragão, nunca para um humano, porque a nós lembra destruição e morte, não prazer. Eles trafegam impunes, deliciados, no limiar entre essa zona oculta e a mais mundana. O que não podemos compreender, ou pelo menos aceitar.



Além de tudo: eu não o via. Os dragões são invisíveis, você sabe. Sabe? Eu não sabia. Isso é tão lento, tão delicado de contar - você ainda tem paciência? Certo, muito lógico você querer saber como, afinal, eu tinha tanta certeza da existência dele, se afirmo que não o via. Caso você dissesse isso, ele riria. Se, como os homens e as hienas, os dragões tivessem o dom ambíguo do riso. Você o acharia talvez irônico, mas ele estaria impassível quanto perguntasse assim: mas então você só acredita naquilo que vê? Se você dissesse sim, ele falaria em unicórnios, salamandras, harpias, hamadríades, sereias e ogros. Talvez em fadas também, orixás quem sabe? Ou átomos, buracos negros, anãs brancas, quasars e protozoários. E diria, com aquele ar levemente pedante: "Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno. Os dragões não cabem nesses pequenos mundos de paredes invioláveis para o que não é visível".



Ele gostava tanto dessas palavras que começam com in - invisível, inviolável, incompreensível -, que querem dizer o contrário do que deveriam. Ele próprio era inteiro o oposto do que deveria ser. A tal ponto que, quando o percebia intratável, para usar uma palavra que ele gostaria, suspeitava-o ao contrário: molhado de carinho. Pensava às vezes em tratá-lo dessa forma, pelo avesso, para que fôssemos mais felizes juntos. Nunca me atrevi. E, agora que se foi, é tarde demais para tentar requintadas harmonias.



Ele cheirava a hortelã e alecrim. Eu acreditava na sua existência por esse cheiro verde de ervas esmagadas dentro das duas palmas das mãos. Havia outros sinais, outros augúrios. Mas quero me deter um pouco nestes, nos cheiros, antes de continuar. Não acredite se alguém, mesmo alguém que não tenha um mundo pequeno, disser que os dragões cheiram a cavalos depois de uma corrida, ou a cachorros das ruas depois da chuva. A quartos fechados, mofo, frutas podres, peixe morto e maresia - nunca foi esse o cheiro dos dragões.



A hortelã e alecrim, eles cheiram. Quando chegava, o apartamento inteiro ficava impregnado desse perfume. Até os vizinhos, aqueles do andar de baixo, perguntavam se eu andava usando incenso ou defumação. Bem, a mulher perguntava. Ela tinha uns olhos azuis inocentes. O marido não dizia nada, sequer me cumprimentava. Acho que pensava que era uma dessas ervas de índio que as pessoas costumam fumar quando moram em apartamentos, ouvindo música muito alto. A mulher dizia que o bebê dormia melhor quando esse cheiro começava a descer pelas escadas, mais forte de tardezinha, e que o bebê sorria, parecendo sonhar. Sem dizer nada, eu sabia que o bebê sonhava com dragões, unicórnios ou salamandras, esse era um jeito do seu mundo ir-se tornando aos poucos mais largo. Mas os bebês costumam esquecer dessas coisas quanto deixam de ser bebês, embora possuam a estranha facilidade de ver dragões - coisa que só os mundos muito largos conseguem.



Eu aprendi o jeito de perceber quando o dragão estava a meu lado. Certa vez, descemos juntos pelo elevador com aquela mulher de olhos-azuis-inocentes e seu bebê, que também tinha olhos-azuis-inocentes. O bebê olhou o tempo todo para onde estava o dragão. Os dragões param sempre do lado esquerdo das pessoas, para conversar direto com o coração. O ar a meu lado ficou leve, de uma coloração vagamente púrpura. Sinal que ele estava feliz. Ele, o dragão, e também o bebê, e eu, e a mulher, e a japonesa que subiu no sexto andar, e um rapaz de barba no terceiro. Sorríamos suaves, meio tolos, descendo juntos pelo elevador numa tarde que lembro de abril - esse é o mês dos dragões - dentro daquele clima de eternidade fluida que apenas os dragões, mas só às vezes, sabem transmitir.



Por situações como essa, eu o amava. E o amo ainda, quem sabe mesmo agora, quem sabe mesmo sem saber direito o significado exato dessa palavra seca - amor. Se não o tempo todo, pelo menos quanto lembro de momentos assim. Infelizmente, raros. A aspereza e avesso parecem ser mais constantes na natureza dos dragões do que a leveza e o direito. Mas queria falar de antes do cheiro. Havia outros sinais, já disse. Vagos, todos eles.



Nos dias que antecediam a sua chegada, eu acordava no meio da noite, o coração disparado. As palmas das mãos suavam frio. Sem saber porque, nas manhãs seguintes, compulsivamente eu começava a comprar flores, limpar a casa, ir ao supermercado e à feira para encher o apartamento de rosas e palmas e morangos daqueles bem gordos e cachos de uvas reluzentes e berinjelas luzidias (os dragões, descobri depois, adoram contemplar berinjelas) que eu mesmo não conseguia comer. Arrumava em pratos, pelos cantos, com flores e velas e fitas, para que os espaços ficassem mais bonito.



Como uma fome, me dava. Mas uma fome de ver, não de comer. Sentava na sala toda arrumada, tapete escovado, cortinas lavadas, cestas de frutas, vasos de flores - acendia um cigarro e ficava mastigando com os olhos a beleza das coisas limpas, ordenadas, sem conseguir comer nada com a boca, faminto de ver. À medida que a casa ficava mais bonita, eu me tornava cada vez mais feio, mais magro, olheiras fundas, faces encovadas. Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim, de hortelã, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarzinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. Ele tinha chegado.



Esses ritmos, só descobri aos poucos. Mesmo o cheiro de hortelã e alecrim, descobri que era exatamente esse quando encontrei certas ervas numa barraca de feira. Meu coração disparou, imaginei que ele estivesse por perto. Fui seguindo o cheiro, até me curvar sobre o tabuleiro para perceber: eram dois maços verdes, a hortelã de folhinhas miúdas, o alecrim de hastes compridas com folhas que pareciam espinhos, mas não feriam. Pergunte o nome, o homem disse, eu não esqueci. Por pura vertigem, nos dias seguintes repetia quanto sentia saudade: alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim.



Antes, antes ainda, o pressentimento de sua visita trazia unicamente ansiedade, taquicardias, aflição, unhas roídas. Não era bom. Eu não conseguia trabalhar, ira ao cinema, ler ou afundar em qualquer outra dessas ocupações banais que as pessoas como eu têm quando vivem. Só conseguia pensar em coisas bonitas para a casa, e em ficar bonito eu mesmo para encontrá-lo. A ansiedade era tanta que eu enfeiava, à medida que os dias passavam. E, quando ele enfim chegava, eu nunca tinha estado tão feio. Os dragões não perdoam a feiúra. Menos ainda a daqueles que honram com sua rara visita.



Depois que ele vinha, o bonito da casa contrastando com o feio do meu corpo, tudo aos poucos começava a desabar. Feito dor, não alegria. Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora. E forçava os olhos pelos cantos de prata esverdeadas, luz fugidia, a ponta em seta de sua cauda pela fresta de alguma porta ou fumaça de suas narinas, sempre mau, e a fumaça, negra. Naqueles dias, enlouquecia cada vez mais, querendo agora já urgente ser feliz. Percebendo minha ânsia, ele tornava-se cada vez mais remoto. Ausentava-se, retirava-se, fingia partir. Rarefazia seu cheiro de ervas até que não passasse de uma suspeita verde no ar. Eu respirava mais fundo, perdia o fôlego no esforço de percebê-lo, dias após dia, enquanto flores e frutas apodreciam nos vasos, nos cestos, nos cantos. Aquelas mosquinhas negras miúdas esvoaçavam em volta delas, agourentas.



Tudo apodrecia mais e mais, sem que eu percebesse, doído do impossível que era tê-lo. Atento somente à minha dor, que apodrecia também, cheirava mal. Então algum dos vizinhos batia à porta para saber se eu tinha morrido e sim, eu queria dizer, estou apodrecendo lentamente, cheirando mal como as pessoas banais ou não cheiram quando morrem, à espera de uma felicidade que não chega nunca. Ele não compreenderia. Eu não compreendia, naqueles dias - você compreende?



Os dragões, já disse, não suportam a feiúra. Ele partia quando aquele cheiro de frutas e flores e, pior que tudo, de emoções apodrecidas tornava-se insuportável. Igual e confundido ao cheiro da minha felicidade que, desta e mais uma vez, ele não trouxera. Dormindo ou acordado, eu recebia sua partida como um súbito soco no peito. Então olhava para cima, para os lados, à procura de Deus ou qualquer coisa assim - hamadríades, arcanjos, nuvens radioativas, demônios que fossem. Nunca os via. Nunca via nada além das paredes de repente tão vazias sem ele.



Só quem já teve um dragão em casa pode saber como essa casa parece deserta depois que ele parte. Dunas, geleiras, estepes. Nunca mais reflexos esverdeados pelos cantos, nem perfume de ervas pelo ar, nunca mais fumaças coloridas ou formas como serpentes espreitando pelas frestas de portas entreabertas. Mais triste: nunca mais nenhuma vontade de ser feliz dentro da gente, mesmo que essa felicidade nos deixe com o coração disparado, mãos úmidas, olhos brilhantes e aquela fome incapaz de engolir qualquer coisa. A não ser o belo, que é de ver, não de mastigar, e por isso mesmo também uma forma de desconforto. No turvo seco de uma casa esvaziada da presença de um dragão, mesmo voltando a comer e a dormir normalmente, como fazem as pessoas banais, você não sabe mais se não seria preferível aquele pântano de antes, cheio de possibilidades - que não aconteciam, mas que importa? - a esta secura de agora. Quando tudo, sem ele, é nada.



Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto - porque não estou certo - coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?



Não, não é assim. Isso não é verdade.



Os dragões não permanecem. Os dragões são apenas a anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estréiam. As cortinas não chegam a se abrir para que entrem em cena. Eles se esboçam e se esfumam no ar, não se definem. O aplauso seria insuportável para eles: a confirmação de que sua inadequação é compreendida e aceita e admirada, e portanto - pelo avesso igual ao direito - incompreendida, rejeitada, desprezada. Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos - como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. Os dragões não conhecem o paraíso, onde tudo acontece perfeito e nada dói nem cintila ou ofega, numa eterna monotonia de pacífica falsidade. Seu paraíso é o conflito, nunca a harmonia.



Quando volto apensar nele, nestas noites em que dei para me debruçar à janela procurando luzes móveis pelo céu, gosto de imaginá-lo voando com suas grandes asas douradas, solto no espaço, em direção a todos os lugares que é lugar nenhum. Essa é sua natureza mais sutil, avessa às prisões paradisíacas que idiotamente eu preparava com armadilhas de flores e frutas e fitas, quando ele vinha. Paraísos artificiais que apodreciam aos poucos, paraíso de eu mesmo - tão banal e sedento - a tolerar todas as suas extravagâncias, o que devia lhe soar ridículo, patético e mesquinho. Agora apenas deslizo, sem excessivas aflições de ser feliz.



As manhãs são boas para acordar dentro delas, beber café, espiar o tempo. Os objetos são bons de olhar para eles, sem muitos sustos, porque são o que são e também nos olham, com olhos que nada pensam. Desde que o mandei embora, para que eu pudesse enfim aprender a grande desilusão do paraíso, é assim que sinto: quase sem sentir.



Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo? Anotações soltas sobre a mesa, cinzeiros cheios, copos vazios e este guardanapo de papel onde anotei frases aparentemente sábias sobre o amor e Deus, com uma frase que tenho medo de decifrar e talvez, afinal, diga apenas qualquer coisa simples feito: nada disso existe.



Nada, nada disso existe.



Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo, esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:



- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.



Não, isso também não é verdade.




Crise dos Trinta.



Olha essa "coisinha". Meu amigo disse que eu pareço o Ferrugem, que vou ter 40 anos e vou ter essa mesma aparência de criança, que chega a ser bizarro. O pior ou melhor, eu não tenho certeza, é que eu concordo com ele.

É muito complicado, vou fazer 27 anos. E definitivamente existem muitas coisas nas quais eu sou boa e muitas coisas que eu gostaria de fazer.

Eu sou boa advogada, acreditem! HAHAHAHAHAHA, o pessoal da outra facul costumava dizer que eu transpirava direito, por não me esforçar quase nada e sempre saber tudo. No escritório eu só não fazia audiência porque a lei não permitia, de resto, minhas petições não eram lidas, eram simplesmente assinadas pela big boss. Eu cuidava de mais de três mil processos, fora os avulsos, publicação chegava direto na minha mesa, nem passava na dela. A diferença é que o meu salário era de 500 reais e o dela dez mil. Mas eu cansei, na realidade eu adorava quando eram os três mil processos, eu odiava eram os avulsos, aqueles em que eu não acreditava, então abandonei.

Eu sou boa tradutora.

Eu seria até uma boa prostituta hahahahaha.

Já fui consultora de moda, e adorava, mas era um trampo muito irregular.

Eu poderia ser o Jassa hahahahaha, já fiz cabelo de tanta gente.

Desenho, pinto, escrevo.

Já quis ser comissária de bordo. Mas apesar de saber que eu ia passar a vida viajando, que é uma coisa senão a coisa que mais amo fazer no mundo, ia passar metade da vida num avião, sem criar vínculos at all e eu não tenho certeza de que é isso que eu quero pra vida, apesar de muitas vezes querer não ter vínculo nenhum, eu sei que uma hora eu ia me cansar e ia querer ter vínculos.

Eu já quis, há muito tempo atrás, muuuuuuuito tempo, ser mãe de família, mas eu era criança não conta. Isso seria impossível pra mim hoje, ser dona de casa, eu ia morrer de tédio na primeira semana.

Eu adoro fotografia e também sou boa nisso, sem ter feito curso algum.

Eu seria ótima psicóloga.

Eu seria ótima andarilha.

Eu sei fazer roupas muito bem, eu sei ajudar as pessoas a se vestir melhor e se tornarem mais bonitas, sim, eu tenho esse dom e o exerço grátis hahahaha.

Eu gosto de moda, eu quero ter a minha marca, a minha loja, talvez....talvez eu não me canse de fazer isso, apesar de que sei que vou me cansar da carga horária que isso vai me custar.

Eu já quis fazer filosofia, talvez eu faça um dia. Mas não quero ser filósofa.

Eu quero e vou fazer curso de francês, de história da arte, de moda, de pintura, de fotografia, de cabelereira.

Também sou boa na decoração. Também quero fazer um curso de decoração.

Eu poderia ser escritora, atriz, eu era ótima no curso de teatro.

Eu poderia ser publicitária.

Eu poderia ser tantas coisas.



O problema é que eu estou na beira dos trinta e sinceramente, eu não tenho certeza do que eu quero ser. Eu já estou cansada do meu trabalho e sempre encarei ele como temporário.



Eu vou me formar. Já tenho proposta de emprego no ramo, pra ganhar dinheiro de verdade, mas se eu topasse, seria temporário, pra encher a bunda de dinheiro e não sei se o tempo gasto com isso valeria a pena, pois seria infeliz. Eu gosto de dinheiro, mas não sei se ele vale tanto.



Eu ODEIO fases decisivas. Apesar de adorar as mudanças. Mas eu gosto da mudança natural, eu detesto uma decisão, uma mudança forçada. Eu detesto pensar que chegou o momento de encarar a vida, apesar de eu estar encarando ela há muito tempo.



Mas agora é como se eu tivesse obrigação de ter casa própria, comprar um carro novo, escolher o que eu quero pra vida inteira e diante disso eu cancelo. Por um dia, dois, um mês, ninguém sabe. E continuo agindo que nem uma "coisinha", apesar de ter inúmeras responsabilidades e funções de "coisona", eu sou uma "coisinha", eu sou uma adolescente, apesar de ser mulher faz tempo.



E eu não sei, sinceramente, eu não sei se eu estou errada de ser assim ou se é o "resto do mundo" que está errado em me cobrar alguma coisa. Afinal de contas o que de pior poderia acontecer? Virar pedinte? Apesar de não ser orgulhosa, logo , eu seria uma boa pedinte, eu não quero ser pedinte. Eu já disse que eu gosto de dinheiro, logo gosto de boa vida, luxo, conforto e tudo mais.



O certo seria eu ganhar na mega-sena. Poucas pessoas fariam tão bom uso desse dinheiro como eu hahahahahaha, mas não é tão simples.



Será que eu posso me dar ao luxo de escolher aos 35? ou aos 40? ou NUNCA? :D



Não, o pior de tudo é que eu quero escolher, apesar de não saber o que escolher. Eu não quero continuar assim.



Enfim, é complicado e ninguém me entende, só a Thais porque ela passa pela mesma coisa, e vou parar de mentir, todo mundo da minha faixa etária praticamente passa pela mesma coisa e me entende. No fundo, bem no fundo, somos um bando de frustrados felizes.



Deixa rolar né?



O meu problema é o problema de sempre e aqueles que têm visão de raio -x, que só foram quatro pessoas sabem qual é. Eu sou ENCANADA DEMAIS. Eu penso demais, apesar de ser também uma louca sem noção, impulsiva desgraçadamente, eu sou encanada, apesar de agir muitas vezes sem pensar.



Cancela, não cancela..ah não sei.



Só sei que nada sei. HAHAHAAHAHAHA. E olha que eu sei bastante.



Ontem eu ia fazer 18, daqui a pouco vou fazer trinta, as coisas acontecem RÁPIDO DEMAIS! Juro, eu fiz 18 ontem.



Não sei como terminar isso.



Só sei que hoje eu vou parar de comer Bis, Doritos e vou fazer uma comida saudável e vou trabalhar e vou continuar fazendo minha monografia, só não vou na faculdade HAHAHAHA, mas isso é o de menos, eles já desencanaram e estão dando presença coletiva e ficam passando filme na aula. Acabou saca, é só carga horária. E vou aproveitar que minha mãe não está aqui e não vai cobrar que eu vá na faculdade e vou faltar. De novo. Eu vou tirar 8, 9 ou 10 nas provas mesmo ^^. HAHAHAHAHAHA. Na véspera eu vou dar uma lida de meia hora na pseudo-matéria do semestre e vou saber mais do que os encanados que foram em todas as aulas, porque eles ligam demais pra isso e ficam nervosos.



Só pra variar, hoje eu não vou cancelar. E eu vou terminar algo. Vou me formar, vou terminar a monografia, vou terminar meu livro e vou emagrecer mais cinco quilos.



E também vou começar a jogar basquete hahahahaha [ isso eu não tenho muita certeza].



Enfim, maldita crise dos quase trinta, eu sou essa "coisinha-coisona" e pronto.



;*


segunda-feira, 27 de agosto de 2007







Cancela.



Cancelei a vida. Fiko deitada em cima de um edredom com outro me cobrindo comendo Bis Branco, escutando Goo Goo Dolls. É, sou chegada numa droguinha alternativa.



Cancela o trampo, cancela a monografia, cancela o regime, cancela o orkut, cancela o msn, cancela a smirnoff ice da geladeira e deita no edredom e pense coisas inúteis como por exemplo, como ser Morrissey, assexuadamente falando, se Morrissey era homem e não ficava menstruado? Pense em como ser assexuada, enquanto está menstruada. Então devore uma caixa de Bis Branco e cancela o regime. Vire uma baleia, cancele a beleza. Cancela o cabelereiro, continue com a raíz por fazer, cancele até a depilação, a manicure, cancela tudo. Cancele os pagamentos já que você cancelou o trabalho, cancela o SPC e o SERASA ahhahaha, cancela a faculdade no último semestre hahaahahaha. Cancela o medicamento, cancela a cerveja na geladeira, cancela tudo.

Mas digam uma novidade, uma coisa assim bem original. Algo que não seja clichê demais e enjoativo. Algo assim surpreendente, que eu já não esteja cansada de saber e que nem passe pela minha cabeça. Será que ainda existe algo surpreendente? Tenho minhas dúvidas.

Ah seí lá, digam que o céu existe, que Deus gosta de New Order e Metallica, que Bob Marley é o melhor amigo de Jesus Cristo, que na real o Diabo fica jogando "The Sims" com Deus e o céu é um campo de girassóis, que quando você chega lá você é presenteado com um bilhão de pounds, que você têm duas vidas ao mesmo tempo, no mínimo!!! Uma em que você pode constituir uma família, ser amoroso etc e tal e outra que você passe a vida viajando sem compromisso ou algo do tipo. Que você nada mais é que um personagem do "The Sims" para diversão de ambos, que você não passa de um joguete idiota que fica pensando que a sua vida tá no seu comando, que você não tem que ficar escolhendo caminhos igualmente bons, pra achar que o que você escolhe é sempre uma merda e o outro que devia ter sido dahora ou ao contrário. Me digam que não somos todos idiotas, querendo sempre estar no controle de nós mesmos, mesmo que pra isso tenhamos que dizer o tempo todo o oposto. Ou ao menos, digam que somos humanos, que vivemos que sentimos. Que assim como Fernando Pessoa, todos estamos "FARTOS de semi-deuses" e nos perguntamos: -"Aonde é que existe gente neste mundo"?????

Cancela.

Só não cancela o Bis, o blog, o Goo Goo Dolls e os dois edredons.




Goo Goo Dolls, "So Far Away"


Why do you stare me down?


Am I wrong?


Should I turn and kiss the ground?


And I never felt that way


I ain't the one and you know I don't come from such a place




And I didn't get those things


Things that you can't grow


You say that it's all my fault


And I don't need to know




Tell me something I don't know


And I'll find that I'm always looking 'round behind me


You said that it's all been said before


Now I find that there's something I don't know




And I hate your attitude


I ain't scared at all


'Cause it don't matter what you do


And I'll turn around to see the truth


You're tearing it down,


yeah, you're bringing it down


And it's all on you




And I didn't get those things


Things that you can't grow


You say that it's all my fault


And I don't need to know




Tell me something I don't know


And I'll find that I'm always looking 'round behind me


You said that it's all been said before


Now I find that there's something I don't know




And I know I don't know


(Rock and roll)


And I say that


If you break enough glass and there's no one to hear


And your heart's full of hate


'Cause your mind's full of fear


Let it gooooooooooooooooo




So far away


So far away


So far away


Oh so far away


So far away


So far away.

Oooooooops!

Deleted.
Pela 5795797 vez ORKÚ deletado I don't exist anymore HAUAHAAUAHAUAHAU.

Ah, sei lá, eu sempre me canso dessa "mierda", até que dessa vez durou demais, um ano e meio, eu fico "triste" pelas comunidades é a única coisa que presta no orkú.

De resto é só uruca, exposição desnecessária e fofoca, PRINCIPALMENTE uruca. To fugindo dela e dos "Oi linda" aí você vai ver o cara escreve "voçé" e já me bate um desgosto.

I don't need it.

[Mas eu ainda tenho celular, msn que eu entro male-male, e-mail e tal, não sou tããão desvirtual assim hahahahaha, apesar de ainda preferir trocar uma idéia no buteco mesmo.]

Boicote ao Orkú, Google crie um Orkú só de comunidades, aí eu topo de novo hahahaha.

Ou então daqui uns meses eu volto, com uma foto de girassol nomeado de "You can't save me" ou "Meu caule é muito pesado pra mim" ou algo do tipo uhauauauhau e entro 1000 comunidades.

orKÚ é uma merda bem fedorenta.

;*

domingo, 26 de agosto de 2007

Teste

Eu não sou chegada nesses testes, nunca combinam hahahaha, mas uma amiga a quem admiro muito, me passou este de personalidade e disse: -faça, é impressionante.

Realmente, impressionante:

Seu modo principal de viver é focado externamente, de onde você absorve os fatos primariamente através de sua intuição. Seu modo secundário é focado internamente, onde você lida com as coisas de acordo com a maneira como você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema de valores pessoais.
Você é uma pessoa calorosa, entusiasmada, tipicamente muito inteligente e cheia de potencial. Você vive num mundo de possibilidades, e pode ficar muito apaixonado e entusiasmado com as coisas. Seu entusiasmo dá a você a habilidade de inspirar e de motivar os outros, mais do que é constatado em outras pessoas. Você tem a habilidade de conseguir o que você quiser com o seu papo. Você ama a vida, vendo-a como um dom especial, e luta para tirar o máximo proveito dela.
Você tem uma variedade incomum de habilidades e de talentos, e é bom em quase tudo o que te interessa. Orientados a trabalhar com projetos, você pode acabar encarando várias carreiras diferentes durante sua vida. Para quem observa de fora você pode parecer perdido e sem objetivo, mas é na verdade muito consistente, pois possui um senso de valores que você utiliza como uma lei que rege a sua vida. Aliás, tudo o que você faz deve estar alinhado com seus valores. Você precisa sentir que está vivendo sua vida como você mesmo, andando de acordo com o que você acha certo. Você vê significado em tudo, e está numa batalha contínua para adaptar sua vida e seus valores para conseguir atingir uma paz pessoal. Você está sempre ciente e inclusive preocupado em perder contato consigo mesmo. Como a empolgação emocional é normalmente muito importante em sua vida, e como você está sempre focado em estar com sua vida alinhada, você acaba freqüentemente sendo um indivíduo intenso, de valores altamente desenvolvidos.
Você necessita se focar em terminar os projetos que você começa. Este pode ser um grande problema para você. Diferentemente de outras pessoas extrovertidas, você precisa de tempo sozinho para encontrar seu equilíbrio, e para ter certeza que você está em sintonia com seus valores. Se você se mantiver equilibrado, é muito provável que você tenha obtenha sucesso em seus projetos. Então, não caia no hábito de sair rapidamente de um projeto quando você se animar com uma nova possibilidade, pois você pode acabar nunca atingindo os grandes objetivos que você pode atingir.
Você tem uma ótima capacidade de lidar com as pessoas. Você é genuinamente caloroso e interessado por elas, e coloca uma grande importância em suas relações com os outros. Você quase sempre tem uma grande necessidade de que os outros gostem de você. Especialmente numa idade mais jovem, pessoas como você tendem a demonstrar entusiasmo excessivo para com outras pessoas, exagerando no esforço para ser aceito. No entanto, assim que você aprender a equilibrar sua necessidade de ser verdadeiro para consigo mesmo, com sua necessidade de ser aceito pelos outros, você se tornará ótimo em trazer à tona o melhor que cada pessoa tem a oferecer, e será bem aceito por todos. Você tem uma habilidade excepcional de entender intuitivamente as pessoas após pouco tempo, e de usar sua intuição e flexibilidade para se relacionar com os outros no nível deles.
Por viver num mundo de possibilidades empolgantes, os detalhes do dia-a-dia são vistos como desagradáveis trivialidades. Você não coloca importância em tarefas detalhadas e de manutenção, e freqüentemente nem está ciente dessas questões. E quando você realmente tem que realizar essas tarefas, você não tem prazer em fazê-las. Essa realmente é uma área desafiadora para as pessoas como você, e pode se tornar algo frustrante para seus familiares.
Se você acabar indo para o “mau caminho”, pode se tornar um tanto manipulativo –e muito bom nisso. O talento de ser persuasivo com o qual você foi abençoado faz com que você consiga o que quer de maneira natural e fácil. Porém, na maioria das vezes você não irá abusar destas habilidades, pois estas não se encaixam com seu sistema de valores.
Às vezes você também comete erros de julgamento graves. Você tem uma habilidade incrível de perceber intuitivamente a verdade sobre uma pessoa ou situação, mas quando você aplica um julgamento à sua percepção, você pode chegar a conclusões erradas.
Se você não aprender a levar as coisas que você começar até o final, você pode encontrar dificuldades em se manter feliz em casamentos. Sempre vendo as possibilidades do que pode ser, você pode se cansar do que realmente é. O forte senso de valores irá te manter você dedicado às suas relações. No entanto, como você gosta de um bocado de animação na sua vida, se dará melhor com pessoas que se sintam confortáveis com mudanças e com novas experiências.
Ter um pai como você pode ser uma experiência muito divertida, mas pode ser uma experiência estressante para crianças com fortes tendências concretas ou de organização. Estas crianças podem ver seus pais como inconsistentes e difíceis de entender, à medida que são carregadas por esse redemoinho que é a vida do pai. Algumas vezes você desejará ser o melhor amigo de seus filhos, e em outras vezes fará o papel do pai autoritário. Mas você seu sistema de valores é sempre consistente, o que impressionará suas crianças mais que tudo, juntamente com sua simples felicidade de viver.
Você é basicamente uma pessoa feliz, mas pode se tornar infeliz se confinado a horários estritos e a tarefas mundanas. Consequentemente, você trabalha melhor em situações onde você tenha muita flexibilidade e onde você possa trabalhar com pessoas e com idéias. Uma ótima idéia seria a de você abrir seu próprio negócio! Você tem a capacidade de ser altamente produtivo mesmo com pouquíssima supervisão, apenas necessitando que você esteja entusiasmado com o que você está fazendo.
Por ser tão alerta e perceptivo, constantemente analisando o ambiente ao seu redor, é bem provável que você sofra de tensão muscular. Você tem uma grande necessidade de ser independente, e resiste a ser controlado ou rotulado. Você precisa manter o controle sobre si mesmo, mas não acredita em controlar os outros. Sua necessidade de independência e de liberdade se estende tanto a si próprio, quanto aos outros.
Você é uma pessoa charmosa, engenhosa, que se arrisca, sensível, voltada às pessoas, e com capacidades de todos os tipos. Você tem muitas qualidades que irá utilizar para se satisfazer na vida (e também àqueles próximos a você) se conseguir se manter equilibrado, e dominando sua capacidade de levar até o fim o que você começar.


http://wiki.inspiira.org/view/Persona/TesteSimplificado

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Sou como um estabelecimento.
Aberto 24 horas,
aberto meio período,
fechado pra reforma.

Intensa atividade,
vida leve,
remanejamento.

Sou avulsa, pertenço.
Open, closed.
Análoga, variada.
Sempre ali, eu.

De madrugada, qualquer coisa,
de manhã, ovos,
meio dia, feijão com arroz,
de noite puro movimento.

Ás vezes, simetria.
Outras, desconcerto.
Melodia perfeita,
barulho malfeito.

Sou como um estabelecimento.
Posso mudar de dono,
de localidade,
de semblante;

Fadado ao desamparo,
ou ao êxito.
Aqueles que chegam, bem como os que saem
fazem minha história.

Porém, além das influências
e do significado que tenho aos que me consomem;
da estória que cada um conta ou da estória que deixaram pra contar;
Contudo, estabelecimento.

sábado, 25 de agosto de 2007

Zzzzzzzz

Chego podre de uma festa, breaca, durmo.
5 e meia da matina toca o tel, Greg perguntando: -Tá tendo festa aí?
-Não meo, eu tava dormindo
-Ô foi mal.

hauehauheuahueheuaheu

9 horas da manhã toca o cel, Cabelo perguntando: - Ow, vamo pra Jundiaí?
?????????????????

10 horas da manhã toca o cel, Que-Que: - Cade você?
-Dormindo porque? Eu tinha algum compromisso?
-O curso Tati, o cursooooo!
-Jesussss to indo.

hauehauheuahueheuahue.

Tô podre, sábado que me perdoe, mas vou dormir e vou desligar o celular hauehauehue.

Boa noite.

;*

quinta-feira, 23 de agosto de 2007




Bitch

I hate the world today
You're so good to me
I know but I can't change
tried to tell you but you look at me like maybe I'm an angel underneath
innocent and sweet

Yesterday I cried
You must have been relieved to see the softer side
I can understand how you'd be so confused
I don't envy you
I'm a little bit of everything

all rolled into one

Chorus:

I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way

So take me as I am
This may mean you'll have to be a stronger man
Rest assured that when I start to make you nervous
and I'm going to extremes
tomorrow I will change
and today won't mean a thing

Chorus

Just when you think you've got me figured out
the season's already changing
I think it's cool you do what you do
and don't try to save me

Chorus

I'm a bitch, I'm a tease
I'm a goddess on my knees
when you hurt, when you suffer
I'm your angel undercover
I've been numbed, I'm revived
can't say I'm not alive
You know I wouldn't want it any other way

[Meredith Brooks]

Desacredito numas coisas que eu por acaso escuto às vezes, umas velharias ressurgidas sei lá de onde UAUAUAUAUH adoro essa música.

[Nossa, eu ando muito musical ultimamente hahahaha]

;*

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Nostalgia

O post de ontem rendeu uma saudade do show do Aerosmith que foi foda, só faltou "Crazy", mas tudo bem a gente perdoa. Nossa, que animal, quando tocou "Cryin'" e começou a passar o clipe no telão (bom, eu sou psicopata pelos clipes do Aerosmith, principalmente da trilogia com a Alicia Silverstone) e "Dream On" então, aliás "Dream On" é sem comentários. Aerosmith é sem comentários. Fora a chuva que caiu mas tudo bem UHAUAUHAUHAUHA. Mas enfim, pra completar o post de ontem aí vai:

Aerosmith, "Hole in my soul"

I'm down a one-way street
With a one-night stand, With a one track mind
Out in no-man´s land
(The punishment sometimes don´t seem to fit the crime)

Yeah there´s a hole in my soul
But one thing I´ve learned
For every love letter written
There´s another burned
(So you tell me how it´s gonna be this time)

Is it over, Is it over´
Cause I'm blowin´ out the flame

Take a walk outside your mind
Tell me how it feels to be
The one who turns the knife inside of me
Take a look and you will find there´s nothing there girl
Yeah I swear, I'm telling you girl yeah ´cause
There´s a hole in my soul that´s been killing me forever
It´s a place where a garden never grows
There´s a hole in my soul, yeah I should have known better
´Cause your love´s like a thorn without a rose

I'm as dry as a seven-year drought
I got dust for tears
And I'm all tapped out
(Sometimes I feel broken and can´t get fixed)

I know there´s been all kinds of shoes underneath your bed
Now I sleep with my boots on but you´re still in my head
(And something tells me this time I'm down to my last licks)

´Cause if it´s over, Then it´s over
And it´s driving me insane

Take a walk outside your mind
Tell me how it feels to be
The one who turns the knife inside of me
Take a look and you will find there´s nothing there girl
Yeah I swear, I'm telling you girl yeah ´cause
There´s a hole in my soul that´s been killing me forever
It´s a place where a garden never grows
There´s a hole in my soul, Yeah,
I should have known better´Cause your love´s like a thorn without a rose

If it´s over, It is over
´Cause I'm blowin´ out the flame

Take a walk outside your mind
Tell me how it feels to be
The one who turns the knife inside of me
Take a look and you will find
There´s nothing there girl yeah I swear
I'm telling you girl, yeah ´cause
There´s a hole in my soul that´s been killing me forever
It´s a place where a garden never grows
There´s a hole in my soul, Yeah, I should have known better
´Cause your love´s like a thorn without a rose

(L)

E isso não é pessoal, apesar de se encaixar em muitas situações, é só uma música, só uma música..que eu AMO.

;*

terça-feira, 21 de agosto de 2007

HOLE IN MY SOUL!

HHAHAHA O LÉO É GENIAL, SÓ ELE MESMO PRA FAZER ESSA COMPARAÇÃO HAHAHA!
Quem assistiu o clipe do Aerosmith "Hole in my soul" vai entender, nossa genial! huauahuha
O Leo é o tipo de amigo que eu posso passar 6 meses sem falar e quando eu vejo/falo é igual manja, é como se não tivesse passado tempo algum. Amo demais.


Leo
Tatiiiiiiiiiiiiiiiii
Leo
PQP PORRA CARALHO MEO!
Leo
quanto tempo!
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HGAGAAGAGAGAGAG
Leo
pode parar
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
foda
Leo
no hay escusas
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
pior q tem
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HAUAHAU
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
mas me fala como vc tah?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
como tah sua vida meo?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
AHAHAHAHAHAAHAH
Leo
eu to bem!
Leo
pelo menos eu to numa boa hahahah tipo, acordo todo dia e saio da cama
Leo
nada de depressivo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HAUHAUAHA ótimo, somos dois entao
Leo
mas eu to me sentindo cansado de novo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
foda, eu to morta
Leo
mas é um cansaço diferente
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ah tah
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
peguei
Leo
acho q vc sabe do q eu to falando
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ah eu nao to eu tava
Leo
tipo, acumulado mesmo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
passei um ano cansada
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
mas sai disso
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
estou num momento individualista mágico
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
mas tive sindrome do panico e o raio q o parta
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
tarja preta na veia
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
um bom tempo
Leo
AHuhauauhauhauA oq seria isso?
Leo
nossa
Leo
essa vai ser sua desculpa?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
nao, pq nao tive fobia social
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
AUHAUHAUUAAUHHUA
Leo
pode parar, vc consegue melhor do q isso
Leo
AuhAuhAuhAuhAHAhauhuahuauaaH
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
a desculpa é a falta de tempo mesmo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
de dinheiro muitas vezes tambem
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
monografia, facul etc etc foda
Leo
tempo não falta vc sabe
Leo
nós fazemos nosso tempo
Leo
mas td bem
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
orra se falta
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
eu nao consigo me conciliar mto bem com ele
Leo
eu vou dizer que foi omissão
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
UHAUHAUHAUHAUUHAUHAHUA
Leo
HAuhahuauhAuhahuAAUAU
Leo
Aiiiiiii sim
Leo
tai um fator fdp
Leo
AUahuhauauauhauhahuauha
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
pois eh UAAUHUHAUUAHAH
Leo
vc ta fazendo monografia do q?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
hm, filosofia da política e do direito atual
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
AYAYAYGHAUHAHUAUHAHA
Leo
UAhAhuAhuahuahuuhauhahuauhauhahuauhahua
Leo
nooooooooosssa
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
eh, eu nao podia ter escolhido algo mais fácil?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HAUUHAUAAUAHHAAH
Leo
Meu, esse mundo é a coisa mais insana q eu jah vi na vida
Leo
podia!
Leo
sem duvida
Leo
mas vc vai desturir mesmo assim
Leo
pq vc é foda
Leo
=D
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
:D
Leo
Vc voltando a estudar, direito ainda
Leo
a Iris namorando
Leo
meu
Leo
oq mais me falta
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HUAHUAHUA
Leo
AuhahuaUuahauhuauhauhauhauha
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
pois eh
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
tah tudo do avesso
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
UHAUAAHUAUHAUAHUA
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ah do namorado eu jah desisti, nao sei mais se sou capaz
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
eu sou capaz de amar
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
mas eu nao sei mais se consigo namorar
Leo
só falta eu arranjar uma mulher decente, que corresponda e seja de escorpião ainda, para ficar totalmente impossivel UAuhahuauhauhahuauhaha
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HAUHAUAUH pois eh, eu acho que desencanei de achar alguem decente e virei indecente de vez
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HUAUHAUAHUHAUHAHUHA
Leo
uma coisa é fato
Leo
eu já desisti de entender
Leo
Auhauhauauhaahuauauhauhauhahuauha
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ah eu tb
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
eu me jogo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
e nem penso mais
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
to nem ai
Leo
Its a too fucked up world
Leo
num dá mais uahuAHahaAAHAAU
Leo
o negocio é viver mesmo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
é, não dá! HAUHAU isso
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
mas e vc tah com alguem?
Leo
nope
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
sei lá apaixonado
Leo
eu tava saindo com uma mina
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ou coisa do tipo
Leo
vixe Tati
Leo
tai um desafio!
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ahahaha neh?
Leo
faz tempo hein
Leo
que eu não consigo algo decente
Leo
Outra coisa
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
tava lembrando esses dias da sensação de explosao e tal HUAUAUHAA
Leo
ta tudo mto facil
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
faz tempo
Leo
vc vai lá, conhece, sai, e já rola e acabo
Leo
Ahuauhahuahuauhauhauhahuahuauhahuauhauhauhahuahuauhahuauhauhauhauha
Leo
bem lembrado!
Leo
minha vida ta parecendo o clipe de Hole in My Soul
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HUAUHAUHA é verdade, bem assim mesmo
Leo
AHuhauhauhauhahuauhahaAHHAHHaUhAua
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
a minha tambem!
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HAAUHAUHAUHAUHAAUHAHUA
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
nossa
Leo
o experimento começa que é uma beleza
Leo
ai depois
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
falou perfeito
Leo
fode tudo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HUAUHAUHAUHAUAHUAUHAHA
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
pode cre
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
AUHAUHAUHAUH igualzinho
Leo
e é um atras do outro, por "n" motivos
Leo
AuhaUAHhahaaH
Leo
foda isso
Leo
mas fazer oq
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
as coisas mais absurdas possíveis UHAUHAUHAUHA
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
nossa Leo q otima comparação UAHUAUHAUHAH
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
estou em choque.
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HAUHAUHAUAHUHAHUAHUHA
Leo
AUhaaHhauhauahuhauhahuahuahuauhahaha
Leo
Sei lá
Leo
eu tenho toneladas de coisas pra contar
Leo
falar e tals
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
me too
Leo
a gente tem de se ver meu
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
mas msn nao dá
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
é pois eh
Leo
no way de eu digita
Leo
aeeeeeeeeeeeeee
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
no wayyyyyyyyyy
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
HUAUHAHAUHAH
Leo
por isso q a Tati é a Tati
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
o q vc vai fazer esse fds?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
minha mae vai pra sp
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
festa
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
hahahahaahhahaha
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
vem pra cá meu
Leo
AUhauhahuahuauhauhaaH hummmmmmm
mtos pedagios?
facil te achar em aguas?
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
só um eu acho
ou dois
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
facílimo eu moro na entrada da cidade
Leo
estão se multpilicando!
Leo
AhuAUuaahhAuaA
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
e existe telefone sabe
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
e carro pra ir te salvar e tal
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
UHAUHAUAUAUHHAU
Leo
AHuhaaHhahuahuauhauhahua
pode levar amigos?
Auhauhauhauhahuauhahuauha
acho q vc num vai ter problema com isso
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
clarooooo contanto q nao sejam destruidores
HUAUHAUHAUHAUAUHAA
Leo
ainda mais com o nivel dos amigos
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
nao tenho problemas mas meus amigos por mais junkies q possam ser nao destroem a minha casa
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
AUUAUHAHUAHAHAA
Leo
AHuhahuahuahuahaah não
Leo
é tudo bonzinho
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ah entao pode :D
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
UHAUHAUHAUAUHA
Leo
Tati
Leo
eu to capotando
Leo
e tenho que acordar daqui a poco
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
vai lá eu to saindo fora tb
Leo
eu te ligo
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
ok :)
Leo
bjãooooooooooooooooo
Leo
luv ya honey
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
luv ya too
***Tinha*** I Know the Secret. My wish is a command!
beijooooooo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007



Acaso


Esse é um dos meus filmes preferidos, assim como a continuação dele. Algumas pessoas não gostam; entediam-se com o excesso de diálogos, acham cansativo. Eu acho espetacular.

Eu tinha um texto pronto sobre "Before sunrise/Before sunset", mas resolvi unir o útil ao agradável e escrever uma coisa bem mulherzinha - ou não, afinal de contas, não tem essa de mulherzinha, pelo menos não pra mim.

Juntar o filme e acaso e divagar...

É como eu estava dizendo hoje, eu AMO o acaso, mas ao mesmo tempo DETESTO.

Porque essa sensação de que "tinha que acontecer" dá uma força gigantesca ao acontecimento que na realidade eu não sei se é assim realmente tão importante ou se eu, nós queremos acreditar na sua importância porque é ACASO, porque é algo que aconteceu de forma não-convencional e surpreendente, uma coisa que você não esperava e que "milagrosamente" aconteceu.

Minha vida é "cheia" dos acasos. Eu diria que chega a ser bizarro. Eu não sei se sou eu que enxergo acaso em tudo ou se realmente ele acontece, mas que coisas na minha vida acontecem de forma estranha como se existisse uma conspiração pra que os fatos acontecessem, isso é verdade ou sei lá talvez seja alguma síndrome de perseguição que eu tenha na cabeça.

Talvez eu seja mais sonhadora do que realista e eu não tenho certeza de que isso seja um defeito; na realidade eu acho uma qualidade. Por exemplo, eu detesto filmes que não têm final feliz saca? Odeio filmes que retraram uma realidade cruel.

Manja aquele filme "A Vida é Bela"? Eu acho fantástico, no meio daquela guerra toda, o final é lindo, é perfeito, é sensacional, o cara salvando a inocência da criança, eu acho demais.

Eu acho que é assim que eu sou mais ou menos, eu acredito nas minhas mentiras sinceras pra conservar a minha inocência.

Inocência pra muita gente é sinônimo de idiotice. Eu acho o máximo, é uma coisa que eu admiro, eu admiro a inocência de alguém quando conheço alguém inocente. Eu adoro recuperar a minha, apesar de tê-la perdido várias e várias vezes. Tem uma frase de Fellini que adoro: "Não importa o que lhe aconteça, nunca perca a sua inocência." Eu posso ter feito inúmeras coisas "condenáveis" na minha vida, mas sei lá, sempre esxistia uma boa-fé por trás dessas coisas, seja instinto, amor, impulso, altruísmo, egoísmo sei lá, pra mim as razões sempre foram inocentes e suficientes.

Na realidade eu perco a inocência sim, mas eu sempre acabo achando. Em certos aspectos da vida eu acho que eu nunca vou crescer, eu sempre vou ser criança. E assim sigo feliz.


Mas voltando ao filme, não se trata só de acaso, se trata de escolhas também. Eles se conheceram por acaso, mas ela escolheu descer do trem com ele; ele escolheu sentar do lado dela; eles escolheram passar a noite juntos; ele foi no encontro marcado; ela não foi porque a avó morreu no dia - foi uma escolha. Eles passaram dez anos sem se ver até que por acaso ela soube que ele estaria autografando o livro que ele tinha escrito e ela escolheu ir lá ver ele. Ambos escolherem sair pra um café que sucedeu numa tarde toda e ele escolheu ir na casa dela, correndo o risco de perder o vôo. Se ele perdeu o vôo, se ele ficou lá ninguém sabe, cada um acredita no que quer. Eu prefiro acreditar que ele escolheu ficar lá.


O que eu quero dizer é que os acasos são lindos, mas mais importante do que acaso é o que escolhemos fazer com ele;

Afinal o que é a vida senão um conjunto de acasos e escolhas?

Não importa se você fez a escolha certa ou a escolha errada, você fez a escolha que parecia ser a melhor, tornando-se a melhor.

O errado é ficar se lamuriando pelas suas escolhas. Eu não tenho esse costume, ainda bem.


***

Celine: Baby, you are gonna miss that plane.
Jesse: I Know.
("Before Sunset")

***


Celine's song
*


Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

*

You were, for me, that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
*


All the way to your island of rain
It was for you just a one night thing
But you were much more to me, just so you know
I don't care what they say
*


I know what you meant for me that day
I just want another try, I just want another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more than anyone I've met before
*

One single night with you, little Jesse, is worth a thousand with anybody
I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow in other arms, my heart will stay yours until I die
*

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand...


***

É, eu ainda prefiro a ficção, a vida como ficção, a vida como a mentira mais sincera e depois de tudo que eu já passei, afirmo: assim sempre vai ser, minha inocência jamais vai ser irrecuperável e que venham os acasos e as escolhas!


;*

 
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