Assistam, just it. Estou em SP com uns 40 filmes em maos e nao paro de assisti-los. [O teclado do note da Thais eh um lixo e nao tem acentuacao nem cedilha]. De todos que ja assisti, iclusive o "Factotum" - adaptacao do romance do Buk [mais do que fantastico - me surpreendeu brutalmente a atuacao do Matt Dillon pq ERA a personificacao do Bukowski - Chinaski - whatever hahaha, assim como o que interpretou o Cazuza, a que interpretou a Piaf. Incrivel, serio.] "Into the Wilde" foi um daqueles que mudam o rumo da tua vida. Eu ja ando ultimamente por um processo intenso de libertacao, que comecou com meu atual terapeuta. Foi o unico, de todos que eu ja fui que entendeu a minha necessidade de libertacao de muitas coisas - e me encorajou a faze-las, ao contrario de muitos freudianos, psicanalistas conservadores. Depois veio a leitura anarquista do Roberto Freire que completou a transicao. Finalmente, posso dizer que de um instante para o outro, cresci, amadureci, me libertei eu sei la. Eu tenho a minha propria vida, sem interferecias, sem chantagens, sem ajuda a nao ser a minha propria. Estou forte. Potencial criativo liberaderrimo. Em todos os ambitos possiveis.
Enfim, esse filme foi a materializacao de tudo isso. Nao eh so por ser um "road movie", nao eh pq foi o Sean Penn, amigo intimo de Buk que dirigiu, nao eh por causa da trilha sonora do Eddie Vedder mais do que desesperadora. Eh por ser uma historia real de um cara foda, que largou toda a mentira em busca de si mesmo. Um cara que abdicou de toda grana, posse, familia, sexo, tudo, pra viver como andarilho por ai e terminar no Alaska, vivendo no meio da natureza selvagem, como parte dela.
Ah eu sei lah, nem sei o que escrever sobre esse filme.
So sei que eh preciso assistir.
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