terça-feira, 1 de abril de 2008

Foi para nós...os supostos filhos.



Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim...


Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim...


Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim...


E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim...


E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim...


Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim...


Digam o gosto pra mim...



[Talvez os bisnetos possam dizer o gosto pra ti ou fazer-lhe uma festa, por enquanto continua a mesma merda. Desde os primórdios sempre foi assim, não podemos dizer que houve uma época em que as coisas foram diferentes. Nem os Beats, nem os Power-Flowers, nem Alexandre - o Grande, nem. O que acontece é que imaginamos que poderia ter sido diferente, mas a realidade sempre foi alimentada por lixo, enquanto algumas mentes eram alimentadas com flores - como diria Cainho. A minha costumava alimentar-se com flores, agora não sei mais do que ela se alimenta, mas de certo deve ser com algo parecido com jiló =/]



Resta sobreviver...quer coisa mais ordinária?

Alguém, por favor, me faça acreditar que "Dreams come true" de novo? Me façam acreditar em "Happy ends", em vidas cinematográficas...

Prefiro, sem pensar duas vezes, viver no meu mundinho ilusionário do que ter que conviver com tamanha crueldade e vazio de nossa geração X. Talvez a pior de todas as gerações...a geração que não tem ideais, nem sonhos, nem nada...a geração VAZIA.



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