sábado, 5 de abril de 2008


Eu já escrevi sobre Jesus Nazareno mil vezes né? Mas quero escrever again and again. Sabem a razão pela qual eu acho este homem o máximo? Sabe aquela frase famosa do Sartre da “Idade da Razão”: “Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer”? Pois é, Jesus era macho, ele achou uma razão pela qual estaria disposto a morrer e não só a morrer, mas passar por todo tipo de sofrimento. Realmente as razões dele não me importam, o que importa foi que ele encontrou. E viveu e lutou por isso. Vocês sabem [é lógico que sabem] que mudamos de idéia [ou ideais, como preferirem] a todo momento. É difícil manter-se fiel a uma série de coisas. O cara definitivamente conseguiu. É isso que eu tanto admiro. O cara era tão individualista [e não me venham com argumentos tipo “ele era filantropo e altruísta” pois isso fazia parte inteiramente da individualidade dele.] Existiram outros personagens fantásticos ao longo da história com muita personalidade e não vou ficar aqui citando-os, vocês sabem quem são e por mais notórios que sejam, jamais tiveram um centésimo da notoriedade de Jesus Cristo. Não é a toa. Não houve na história, um homem mais individualista e com mais personalidade do que ele. Ele foi o primeiro e TEMO que o último. Quando a deus, so sorry. Não é porque admiro Jesus que vou admirar deus. Tudo bem que ele [supondo que exista] construiu um mundo belo, uma natureza extraordinária, mas se fosse tão inteligente assim, teria feito o homem melhor. Nada contra a liberdade, nem contra o livre-arbítrio, muito pelo contrário. Mas ele devia ter feito o serviço mais bem feito. Acho eu, que ainda creio na existência dele, de uma forma que não sei explicar. Não como um cara, talvez como uma força criadora, eu sei lá. Mas muitas vezes brigo e falo mal, blasfemo pois tenho a nítida sensação de que ele, caso exista, seja muito autoritário, ruim, quem sabe? Ou se pá, blasé. Não rezo mais. Não sei a razão pela qual fiz isso um dia. Desespero, só pode ser. Se estou desesperada, eu assumo, durmo agarrada com a imagem de Jesus Cristo e converso com ele, para que me torne um pouco parecida com ele, no sentido de ter uma direção e segui-la, incondicionalmente. Não sei se ele pode me ajudar, mas isso me conforta. Continuo abominando todas as religiões do planeta e quase todo o legado que elas me obrigaram a incorporar por via de todas as pessoas que me rodeiam. Lord Henry Wotton já dizia “Toda influência é imoral”. Ele tinha toda razão.

Eu só queria ser menos confusa.

Bom final de semana.
 
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