Ela mesma...
Hoje fui devolver um livro na biblioteca e ela está um verdadeiro caos pois mudou de endereço, os livros estão todos no chão, desorganizados, as estantes ainda nem foram montadas. Já havia me oferecido para ajudar a organizá-la novamente [obviamente, para meu próprio benefício, já que toda vez que vou lá agora perco pelo menos uma hora até conseguir achar algo] e hoje reforcei o meu oferecimento, mas tenho que esperar eles montarem estantes para enfim, poder organizar os livros. Fiquei batendo papo com o cara que trabalha lá [nem sei o nome dele, mas sempre conversamos], ele sabe que quero prestar concurso pra diplomacia e tal, ele sonha em formar-se em direito também e hoje ficamos conversando sobre isto. Contei a ele que me decepcionei com a coisa toda, contei como tudo aconteceu e tal e aí cheguei em casa e deu muita vontade de ler a minha monografia. Recordo-me de já tê-la odiado, mas não é que hoje, sob meu novo paradigma de vida, senti até um certo orgulho dela hehe. Enfim, não vou ficar massacrando as pessoas que aqui gastam seu precioso tempo lendo um trabalho enorme, mas vou postar um trechinho....só um...
Até hoje, de tudo que foi escrito – das obras mais arcaicas às mais atuais – com algumas poucas exceções, a relação existente sempre foi entre o Direito, o Estado, a Sociedade, a Família e as Associações. Dificilmente ocorrem discussões filosóficas ou mesmo de teorias de ciência política que envolva o individualismo nesta relação; um homem, apenas, diante de todo o sistema que o envolve. Por sorte temos poucos e alguns deles estão presentes com suas citações neste trabalho. Temo que isso é culpa do próprio indivíduo, já que os indivíduos, por meio de um acordo recíproco decidiram viver em sociedade e instituir um governo, formando finalmente um Estado do qual não podemos mais fugir. Subordinou-se voluntariamente; E decorrente disto, ainda pior, os Estados subordinaram-se entre si, voluntariamente também, concedendo poderes por coação ou por conveniência a outros Estados completamente diferentes do seu próprio, com as finalidades mais mesquinhas e desprezíveis, que no final das contas nos leva sempre ao mesmo ponto: O PODER, A INFLUÊNCIA e principalmente O INTERESSE dos poucos que governam tragicamente sobre muitos. É vergonhoso.
Pois como se já não fosse o suficiente, ainda existe a quase completa corrupção do sistema judiciário; às vezes voluntariamente, às vezes coagidos sob ameaças ou talvez por falta de senso de humanidade, de caráter, enfim, os motivos não importam. O único motivo TALVEZ justificável seja a coação, mas ainda assim, não exime a culpa pois este poderia abdicar de seu cargo a fim de que não fosse corrompido através de uma coação. É claro que não podemos generalizar, ainda existem muitas pessoas que não têm seu preço; existem bons juízes, bons promotores, bons políticos, bons advogados (no sentido de honestidade, de justiça), mas trata-se de uma minoria.
Creio que a frase de Oscar Wilde citada em epígrafe, antes mesmo deste trabalho começar começa a ser compreendida...”A personalidade é coisa muito misteriosa. Não se pode medir um homem pelo que ele faz. Um homem pode seguir a lei e no entanto ser desprezível. Pode violar a lei, e no entanto ser justo. Pode ser mau, sem nunca ter feito nada de mau. Pode cometer um pecado contra a sociedade, e no entanto alcançar por meio desse pecado a verdadeira perfeição.” (Página 14). A mãe que rouba alimentos para alimentar seus filhos sem dúvida está violando uma lei, mas está sendo justa; qualquer pessoa que siga essas leis não escritas e reais sob as quais vivemos estaria sendo desprezível; Podemos trair a nossa sociedade, cometendo assim um “pecado” contra o Estado a partir do momento em que a questionamos e tudo de errado que ocorre nela e no entanto através de tal “traição”, gerar uma melhora ou quem sabe até a perfeição ou alguma coisa próxima disso. A lei, a política, o governo, o Estado, o poder não são donos da razão; do justo e do injusto. Só uma situação individualizada é capaz de se definir, através de seus atos em justa ou injusta.
Pois como se já não fosse o suficiente, ainda existe a quase completa corrupção do sistema judiciário; às vezes voluntariamente, às vezes coagidos sob ameaças ou talvez por falta de senso de humanidade, de caráter, enfim, os motivos não importam. O único motivo TALVEZ justificável seja a coação, mas ainda assim, não exime a culpa pois este poderia abdicar de seu cargo a fim de que não fosse corrompido através de uma coação. É claro que não podemos generalizar, ainda existem muitas pessoas que não têm seu preço; existem bons juízes, bons promotores, bons políticos, bons advogados (no sentido de honestidade, de justiça), mas trata-se de uma minoria.
Creio que a frase de Oscar Wilde citada em epígrafe, antes mesmo deste trabalho começar começa a ser compreendida...”A personalidade é coisa muito misteriosa. Não se pode medir um homem pelo que ele faz. Um homem pode seguir a lei e no entanto ser desprezível. Pode violar a lei, e no entanto ser justo. Pode ser mau, sem nunca ter feito nada de mau. Pode cometer um pecado contra a sociedade, e no entanto alcançar por meio desse pecado a verdadeira perfeição.” (Página 14). A mãe que rouba alimentos para alimentar seus filhos sem dúvida está violando uma lei, mas está sendo justa; qualquer pessoa que siga essas leis não escritas e reais sob as quais vivemos estaria sendo desprezível; Podemos trair a nossa sociedade, cometendo assim um “pecado” contra o Estado a partir do momento em que a questionamos e tudo de errado que ocorre nela e no entanto através de tal “traição”, gerar uma melhora ou quem sabe até a perfeição ou alguma coisa próxima disso. A lei, a política, o governo, o Estado, o poder não são donos da razão; do justo e do injusto. Só uma situação individualizada é capaz de se definir, através de seus atos em justa ou injusta.
Eu e o individualismo....né? Minha monografia não poderia tratar de outro assunto.
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