segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sofrer e morrer pelos amigos, eis a maior prova de amor. (Jo 15,13).

Engraçado, hoje eu estava pensando [lá vem merda]. Estava pensando nesta coisa de amizade e amor, mais especificamente no amor que sinto por amigos que não fazem mais parte da minha vida agora. Que coisa arrebatadora! Como é possível que após anos sem ver, sem falar, sem conviver, após brigas, desentendimentos e tudo mais ainda posso amar estas pessoas com a mesma força? Como posso me recordar das mancadas e estas não terem relevância alguma e prender-me apenas as boas lembranças, aos bons momentos e a uma sensação desconfortante de que eu deveria ter agido diferente, que deveria ter perdoado a tempo, que deveria ter nutrido, que não deveria ter me afastado. É doloroso saber que não há o que tentar. Seria inútil uma tentativa de reaproximação, as pessoas mudam. Amo pessoas que não mais existem. E também sou amada por aquilo que fui e não sou mais. As tentativas de reaproximação são sempre falidas. A conversa não desenvolve, você se frusta, a bela imagem que você ama desaparece. As pessoas morrem. Não consigo descrever.

De qualquer forma, morreria por todas elas.

;)
 
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