“Também tenho uma dificuldade incrível para me definir. A primeira frase, “contra o individualismo”, de cara já me grila. Eu não sei MESMO se sou contra o individualismo. Em processo terapêutico, e com uma formação literária onde as influências maiores creio que foram Lispector, Virginia Woolf, Proust, Drummond, Pessoa, por aí – não sei se posso afirmar isso, me entende? Pelo menos agora, eu não me sinto seguro.”
[Caio, em uma de suas cartas para Luiz Fernando Emediato, sobre um projeto para o qual tinha sido convidado.]
Tenho feito pesquisas e mais pesquisas sobre a personalidade de Caio, porque to morrendo de medo de assistir DV...andei lendo críticas dizendo que faltou carisma em Eriberto Leão na interpretação do Caio. A crítica, claro veio de um ser completamente ignorante que provavelmente só leu “Onde Andará Dulce Veiga?” na vida, é nitidamente um cara que não leu mais nada e não sabe nada sobre Caio Fernando Abreu.
Tem mais uma coisa que me intriga. As pessoas falam do personagem “Caio”, como se ele fosse pura ficção...bando de gente ignorante, Deus! Qualquer pessoa que leia Caio, que o conheça um pouco que seja, e isso não precisa de grandes pesquisas, sabe que apesar da estória ser fictícia, o Caio do livro é o próprio Caio Fernando Abreu...o livro descreve a fase em que ele tava falidasso e foi trampar no jornal “O Estado de São Paulo”, por mais que o jornal, no livro, tenha um nome fictício. Nem o próprio nome dele mudou...ele se auto-descreve completamente o tempo todo. O tal Luiz Fernando Emediato era o editor-chefe dele no Estadão e é o mesmo do livro - e ele o descreve exatamente como é – ou como era na época, exatamente da forma como Caio o via: um idiota e estou com raiva desse cara também HAHAHAHA.
Mas na realidade o que me deixa com medo mesmo, é essa tal falta de carisma descrita, tenho medo, muito medo de que tenham mostrado só o lado depressivo e cético dele – difícil de acreditar já que esse livro, em particular, tem “happy ending”, principalmente pro Caio. Mas ele era assim, cheio de paranóias, mas sempre via uma luzinha no fim do túnel, era uma pessoa que vivia renascendo, cheio de novas esperanças.
É engraçado, tantos escritores ao longo de suas vidas mudaram sua essência...Camus, Nietzsche, Blake, muitos e até Oscar Wilde. Caio é sempre a mesma coisa. SEMPRE, através de diferentes realidades e situações, digo na essência, claro que ele mudou de opinião sobre algumas coisas, mas o essencial sempre foi o mesmo. É o único que eu não tenho nenhuma “oposição” [não encontrei palavra melhor, mas deve haver alguma]. Discordo de Oscar Wilde, que AMO, em vários momentos da vida dele, mas me alegra muito que seu fim tenha se dado com opiniões que eu acolho. Não é egoísmo, não é que eu queira sempre concordar com ele, ter empatia sempre por ele, não é isso, de todas as suas mudanças, eu o amo, mesmo nas fases em que eu não concordava com as suas opiniões ou com sua essência modificada. Eu aceito saca? Não estou criticando as mudanças, eu mesma vivo mudando. Mas pelas mudanças as pessoas se tornam qualquer coisa de misteriosas ou até “inacessíveis”, é isso que torna Caio diferente pra mim. Ele não é mistério, ele não é inacessível. É como se eu realmente o conhecesse. É como se fosse meu amigo. E sabe como é né? Mexeu com meus amigos, te levo pro inferno uhAHHUA.
Estou me contorcendo juro, e o raio do DVD não chega.
[Caio, em uma de suas cartas para Luiz Fernando Emediato, sobre um projeto para o qual tinha sido convidado.]
Tenho feito pesquisas e mais pesquisas sobre a personalidade de Caio, porque to morrendo de medo de assistir DV...andei lendo críticas dizendo que faltou carisma em Eriberto Leão na interpretação do Caio. A crítica, claro veio de um ser completamente ignorante que provavelmente só leu “Onde Andará Dulce Veiga?” na vida, é nitidamente um cara que não leu mais nada e não sabe nada sobre Caio Fernando Abreu.
Tem mais uma coisa que me intriga. As pessoas falam do personagem “Caio”, como se ele fosse pura ficção...bando de gente ignorante, Deus! Qualquer pessoa que leia Caio, que o conheça um pouco que seja, e isso não precisa de grandes pesquisas, sabe que apesar da estória ser fictícia, o Caio do livro é o próprio Caio Fernando Abreu...o livro descreve a fase em que ele tava falidasso e foi trampar no jornal “O Estado de São Paulo”, por mais que o jornal, no livro, tenha um nome fictício. Nem o próprio nome dele mudou...ele se auto-descreve completamente o tempo todo. O tal Luiz Fernando Emediato era o editor-chefe dele no Estadão e é o mesmo do livro - e ele o descreve exatamente como é – ou como era na época, exatamente da forma como Caio o via: um idiota e estou com raiva desse cara também HAHAHAHA.
Mas na realidade o que me deixa com medo mesmo, é essa tal falta de carisma descrita, tenho medo, muito medo de que tenham mostrado só o lado depressivo e cético dele – difícil de acreditar já que esse livro, em particular, tem “happy ending”, principalmente pro Caio. Mas ele era assim, cheio de paranóias, mas sempre via uma luzinha no fim do túnel, era uma pessoa que vivia renascendo, cheio de novas esperanças.
É engraçado, tantos escritores ao longo de suas vidas mudaram sua essência...Camus, Nietzsche, Blake, muitos e até Oscar Wilde. Caio é sempre a mesma coisa. SEMPRE, através de diferentes realidades e situações, digo na essência, claro que ele mudou de opinião sobre algumas coisas, mas o essencial sempre foi o mesmo. É o único que eu não tenho nenhuma “oposição” [não encontrei palavra melhor, mas deve haver alguma]. Discordo de Oscar Wilde, que AMO, em vários momentos da vida dele, mas me alegra muito que seu fim tenha se dado com opiniões que eu acolho. Não é egoísmo, não é que eu queira sempre concordar com ele, ter empatia sempre por ele, não é isso, de todas as suas mudanças, eu o amo, mesmo nas fases em que eu não concordava com as suas opiniões ou com sua essência modificada. Eu aceito saca? Não estou criticando as mudanças, eu mesma vivo mudando. Mas pelas mudanças as pessoas se tornam qualquer coisa de misteriosas ou até “inacessíveis”, é isso que torna Caio diferente pra mim. Ele não é mistério, ele não é inacessível. É como se eu realmente o conhecesse. É como se fosse meu amigo. E sabe como é né? Mexeu com meus amigos, te levo pro inferno uhAHHUA.
Estou me contorcendo juro, e o raio do DVD não chega.
[T.G.I. Friday's! :D Bebam até cair, mas não deixem o nariz sangrar...by the way, estou tão feliz, meu irmão que eu não sabia se tava vivo ou morto, saiu da merda e está finalmente recuperado! Infelizmente algumas tragédias grandes tiveram que acontecer, mas é como eu disse, é assim que a coisa termina...vidas têm que ser tomadas para que outros sobrevivam.
As pequenas coisas me fazem sempre feliz, mas tenho que admitir que esse tipo de grande coisa, esses milagres me fazem amar a vida cada dia mais. Me faz ter mais fé nas pessoas, me enchem de esperança.]
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