quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Hello Stranger!


Recordo-me da primeira vez que assisti esse filme..[Closer], fiquei terrivelmente, como posso dizer...ARRASADA! Bom, isso faz um tempo...fiquei arrasada pelo realismo da abordagem dos relacionamentos humanos, mas achei genial.

Assisti esse filme trocentas vezes depois disso e cada vez acho ele ainda mais genial...

Pra quem não assistiu (o que é difícil) vou dar uma resumida...é sobre um quarteto amoroso...começa com a Alice conhecendo o Dan, eles começam a namorar até que o Dan conhece a Anna que é casada e eles tem um caso..a Anna se separa do marido pra ficar com Dan e depois volta pro marido que nesse meio tempo trepou com a Alice..HAHAHAH...ela era stripper...e então Dan tenta voltar com a Alice, eles trepam e ela percebe que não o ama mais...e dá um pé na bunda dele. O filme termina com a Anna infeliz deitada na cama do lado do marido [na real ela nunca tava contente com nada e ele era um loser que se contentava com pouco], o Dan [que era outro loser...sem caráter, carente, ordinário] descobre que a Alice não chamava Alice..porque ao conhecê-lo ela quis criar uma nova identidade e então a cena final é ela, andando, linda e maravilhosa, livre, leve, poderosa numa avenida e todos a notavam.

Bom, não preciso dizer que a minha personagem preferida desse filme é a Alice. É a única pessoa forte e foda do filme. É uma mulher que amou, que se entregou ao que sentia, que nunca teve medo, que mais do que ninguém sabia o que era ser individualista, que seguia seus intintos, que lutou e foi a única pessoa feliz e vencedora dessa história toda.


Esse filme tem quotes memoráveis...


Alice: Hello, stranger.
Dan: I'm your stranger. Jump!

[E ela pulou mesmo!]

Dan: And you left him, just like that?
Alice: It's the only way to leave. "I don't love you anymore. Goodbye."
Dan: Supposing you do still love them?
Alice: You don't leave.
Dan: You've never left someone you still love?
Alice: Nope.

[Nesse ponto somos ainda parecidas...eu aguento tudo enquanto ainda sinto...mas quando deixo de sentir é pra nunca mais!]
Alice: No one will ever love you as much as I do. Why isn't love enough?

[Why isn't love enough? Essa resposta é muito fácil...não é suficiente porque uma relação depende muito mais de outras coisas além do amor...como sintonia, entrosamento, mesma visão, mesmo patamar, acréscimos etc etc...essa coisa sentimentalista mongolóide de que o amor está acima de tudo é tolice!]

Dan: I fell in love.
Alice: Oh, as if you had no choice? There's a moment, there's always a moment, "I can do this, I can give into this, or I can resist it", and I don't know when your moment was, but I bet you there was one.

[Esse diálogo rola quando o Dan conta pra Alice que está com a Anna...e realmente, a escolha é nossa..sempre tem um momento em que podemos parar e pensar se prosseguimos com algo novo ou preservamos o que temos.]

Alice: Where is this love? I can't see it, I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words.

Alice: I don't love you anymore. Goodbye.

[Esse é quando, no final, o Dan volta pra Alice e diz pra ela que a ama [ama o caralho!] e então ela diz isso...lembrem-se que no começo do filme ela disse à ele que só abandonava uma relação quando não amava mais e que jamais abandonou uma relação enquanto o amor existia e disse que era bem assim: "I don't love you anymore. Goodbye."...porque as pessoas, sabe, essa coisa de acomodação, que não ama mais mas fica enrolando...é tão mais fácil pra todo mundo chegar e dizer: I DON'T LOVE YOU ANYMORE. GOODBYE. ...seja feliz e passar bem saka?]

Já escutei tanta merda na vida dos pés-bundados por ter agido dessa forma, mas me diz? Tem forma melhor? Eu fico agradecida quando fazem assim comigo saka? Jogam a real da coisa.

Eu estou tocando nesse assunto porque li um tópico numa comunidade do filme hoje..hahahah me divirto nessas comunidades...porque eu definitivamente agora, entendo esse filme já faz algum tempo e ele não me deixa mais arrasada. Muito pelo contrário...todos os filmes sobre "amor" deveriam ser assim...mostrar a merda toda. Porque apesar de ser bom, dele sucedem muitas e muitas merdas...o que é maravilhoso, porque te ensina inúmeras coisas e de uma forma ou de outra sempre traz crescimento. No fim das coisas é só coisa boa mesmo, porque a merda gera crescimento, logo não posso dizer que o amor me desaponta ou que eu sinta qualquer coisa de pavor por ele. Ele sempre, sempre, de todas as formas que se apresentou em minha vida, no final das contas só me trouxe benefícios de toda espécie, vinculados às mais variadas situações.


E agora assim como ela, estou andando na avenida, "sozinha", feliz da vida. [no sentido todo da satisfação individualista...]




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